sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz anos novos


E começa a aparecer nas redes sociais as pessoas falando sobre seu ano, desejando, pedindo coisas ao ano que vem pela frente e analisando se valeu ou não a pena o seu ano. Mas se me perguntarem minha opinião, direi da forma mais clara, sincera e feliz, que meu ano valeu sim a pena. Porque entre altos e baixos, quedas e subidas, você chegou. Você apareceu. Você trouxe luz pra mim. E todo meu ano ganhou razão, motivo e alegria. E toda lágrima se tornou sorriso. E toda angústia se tornou vontade. E todo sonho se tornou realidade. Então os anjos do amor se acalmaram após trabalharem tanto e me trouxeram prazer.
 No ano que vem pela frente eu desejo que cada dia que chegar, que venha com luz, que cada escuridão que por alguns momentos insistir em querer ficar, passe com um longo abraço e um beijo, que a inveja alheia se mantenha numa distância bem grande de nós. Desejo que nós dois sejamos o que somos hoje nesses 365 dias que nos aguardam. Sejamos amor, carinho, amizade, ciúme, diferentes, compreensíveis, bons entendedores, bons amantes, desejo, cumplicidade, fidelidade e TUDO que pudermos ser e melhorar. Desejo manhãs com sorrisos, noites sem lágrimas, noites bem dormidas abraçados. Desejo músicas que descrevam a gente, diversão, brincadeira e nada de cosquinha. Desejo que seus cuidados não acabem e que meus carinhos nunca cessem, por motivo nenhum. Desejo menos brigas, mais amor, muito mais AMOR! Desejo que nesse longo ano, a gente consiga melhorar em 100% e jamais diminuir essa porcentagem. 
Entenda, eu quero crescer com você. Quero que minha carreia, seja quais da que eu penso, se fortaleça nesse ano e você esteja ao meu lado nisso. Quero também te ver crescer profissionalmente e ter orgulho de ser sua mulher. Quero que você nunca desista do que você sonha, porque eu vou estar ao seu lado, na queda ou na subida. Eu quero ir com você escolher nossa casa, discutir sobre as cores das paredes, sobre as plantas no jardim e sobre o chafariz que vou querer ter e você vai odiar. Quero escolher os móveis da nossa casa, os pratos, os copos, os lençóis e toda a decoração. Vou querer encher nossa casa de fotos, flores, te deixar bilhetes escondidos em lugares estratégicos e te levar café da manhã na cama.
Eu quero que você me dê esporro pelo o quanto eu sou desorganizada e você é o oposto, que a gente brigue pelo canal da TV e sobre futebol. Quero chorar no seu colo, rir no seu ombro, dormir em cima do seu coração. Quero comprar nossos cachorros, dar nomes e sair na madrugada atrás de ração porque esquecemos deles. Quero te contar da maneira mais louco e que te emocione que estou grávida dos nosso gêmeos e montar junto com você o enxoval dos nosso filhos. E passar a noite rindo com você dos meus desejos, cuidando dos meus enjoos, sentindo os nossos bebês chutarem. Quero segurar sua mão na hora do parto e discutir o que cada um tem da gente. E passar noites em claro com choros de bebê, cuidando e se emocionando a cada evolução dos nosso filhos. Quero vê-los crescer ao seu lado. Envelhecer ao seu lado. Sermos avôs juntos. 
Eu quero que esse ano de 2012 seja apenas o começo do primeiro ano que passarei ao seu lado e que a gente siga assim. Unidos, apegados, grudados, enjoados. Quero você ao meu lado, hoje, amanhã, por um ano, por mais outro e outro & outros. Que no novo ano, Deus abençoe nossos corações mais do que já foram abençoados e que você seja meu e eu seja sua. Por muito, muito e muito tempo ainda. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ele, apenas ele

Eu consigo todas as noites, sentindo os nossos perfumes no ar, abrir um sorriso e dormir. Dormir como há muito tempo eu não dormia. Amar como há muito tempo eu não amava. Sentir coisas que há muito tempo eu não sentia e coisas que jamais achei que sentiria. Eu agora acredito no destino, nos caminhos, nas estrelas, na rotação da Terra, no futuro. Ando sonhando mais. Sonhos alegres, coloridos, com gente, com a gente. Ando pensando mais. No que eu quero pra mim, no que eu quero pra gente, no que nós queremos em conjunto.
O meu sorriso é mais bonito, mais brilhante, mais alegre, mais tudo. Você tem me feito feliz, plena. Consigo me apaixonar por você há cada palavra que sai da sua boca, a cada toque, a cada bom dia, a cada gesto seu. Suas preocupações comigo, suas neuroses com relação aos meus amigos, suas brincadeiras e até quando eu já sem força pelo pra você parar de me fazer cosquinha. Eu estou sendo a pessoa mais feliz do mundo. Não estou mentindo. Pode procurar aí, nesse planeta enorme, se tem alguém que sorri mais do que eu, se tem alguém que sente mais saudade do que eu só de você ir pra academia. Não, eu te juro, não tem.
E mesmo sem precisar, quando você sai, eu sinto vontade de dormir abraçada com a sua roupa. Me vestir de você. E realmente eu não preciso disso pra pensar em você. Todas as vezes seu cheiro fica impregnado no meu corpo, nas minhas mãos, no meu travesseiro, nos meus lençóis. Eu rezo, todas as vezes, para que Deus cuide de você, porque agora, eu sou você e você é eu. Mais intenso do que qualquer um imagina e só a gente entende. Somos UM bem completo, desejado e satisfatório.
Pode me contar, eu já estou desconfiada, Afrodite te trouxe pra mim né? Te mostrou que de plebeu você não tinha nada e que sim, você seria um príncipe ao meu lado, comandando seu novo e inteiro seu, reino. Confessa amor, eu sei que é por isso que toda vez que eu te ligo você atende me chamando de princesa. Pode confessar, somos Romeu e Julieta sem proibição, somos Páris e Helena sem Tróia e seu incêndio, somos Aquiles e Briseis sem separação, somos Eros e Psiquê sem obstáculos. Porque realmente, você veio num vento muito bom, muito bem recomendado e encomendado. Os céus, a terra, o ar, o mar, Deus, o Monte Olimpo ou os espíritos, seja lá quem te trouxe, me trouxe algo que eu não quero mais largar. Agradeço desde já a quem te trouxe. 
Com nossos defeitos e qualidades a gente vai aprendendo a conviver, a viver juntos. Com gostos, manias e pensamentos a gente se vira. E vamos assim. Construindo nosso castelo com confiança, carinho, afeto, carícias, desejo, prazer, entendimento e todos os tipos de sentimentos existentes. Você chegou e deixou minha guarda no chão, fiquei sem forças pra lutar contra tudo que você estava sendo pra mim. E agora, aqui, já com saudade só por você ter saído, eu digo que você é mais do que eu sonhei, esperei e imaginei. Juntos vamos ser mais do que as pessoas pensam. Meu futuro é ao seu lado e o seu é comigo também. Um apoiando ao outro. Juntos, juntos & juntos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tem sido você

Você chegou como ninguém quer nada, pegou, levou e me ganhou quando menos esperei. Construí sentimento, apego, vontades, mais rápido do que pensava. Quando vi, já estava debruçada no seu ombro pedindo proteção. Seus mistérios me envolveram, seu jeito me fascinou. Você acertou em pontos que nem sabe. Me levou pra ver a lua quando menos esperei e me tirou um sorriso. Pedi proteção a lua cheia. Pedi luz no nosso caminho à Deus. Rezei querendo você mais tempo, mesmo achando que não mereço.
Eu te boto pra dormir com cafuné e fico te admirando, enquanto passo a mão por sua barba por fazer. Vejo o homem que os ventos me trouxeram. Se tudo que eu já passei foi um modo de estar preparada pra sua chegada, eu realmente não ligo. O que importa é que você chegou. Com essa energia que cativa, essa química e física que me enlouquecem. E quando eu preparo o seu café-da-manhã, te dou bom dia e você vai trabalhar, eu me sinto tão mulher. Tão alguém que nunca fui e sempre esteve aqui escondida. E até quando você fica bêbado e fala coisa com coisa, eu gosto de cuidar de você. 
E agora, meus dias tem valido a pena. Tem você agora. Que me acorda, me irrita, me liga assobiando pra eu acordar e eu tenho vontade de te xingar. Tem sido você que tem cuidado de mim, me dado colo, proteção e prazer. E até mesmo quando estamos preparados pra dormir e começamos a discutir o nome dos nossos filhos, você está me fazendo feliz. Eu tô do seu lado, te apoiando até quando for possível. Eu sou sua mulher e você é meu homem. Agora nós somos um. Nos completamos e nos entendemos e estamos dispostos a relevar nossas diferenças. Eu quero você com seu modo de viver, seus costumes, seu modo de falar que às vezes não entendo nada e outras vezes acho graça. Quero que você compartilhe comigo seu dia a dia e me bote pra falar coisas que não queria dizer. 
Não gosto de revelar meus sentimentos, mas pra você, eu entrego numa bandeja. Eu ligo, eu mando mensagem, eu faço bilhetes e escondo nas suas coisas. Eu faço surpresas e nessa história toda, quem realmente está se surpreendendo, sou eu. Você me pegou desprevenida pra essa história e me deixou pronta em poucos dias. E tem sido você com quem ando vendo meu futuro, desejando uma história. E vamos viajar pelo mundo, conhecer as estrelas, os anéis de saturno e ser felizes. Porque quando é pra ser, vai ser e está sendo. Destino, destino.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

E tô....

Cheguei a conclusão. Hora de parar de navegar. Coloquei meu barquinho em um porto, joguei a âncora e entreguei a chave do motor pro dono. E tô vivendo. E tô curtindo. E tô gostando E tô esquecendo. Passado, futuro e vivendo dia por dia. Deixando com que a vida faça o que acha melhor pra gente. Tô construindo o começo de uma história. Tô construindo uma casinha, pequena nesse porto. Já coloquei os primeiros tijolos, sei disso. E tô deixando assim, o tempo me dizer o que fazer. Se continuo o obra ou é melhor parar.
Eu abri mão do coração e deixei a realidade falar mais alto. Larguei o que eu queria e esperava e fiz de você meu ponto de partida. Zerei o jogo e recomecei. Tô deixando o vento soprar do jeito dele e me levar pra onde tiver que me levar. Rússia, Turquia, Japão, qualquer lugar que seja, eu to indo. E tô curtindo. E tô gostando. E tô vivendo. Vivendo uma história que começou e tá rolando do jeito que eu gosto, que eu quero, que eu mereço.
E eu tô querendo você. Vinte e quatro horas por dia e mais alguns minutos se possível. Na medida do impossível, eu tô querendo seu cheiro no meu travesseiro. E tô curtindo. Cada segundinho contados no relógio ao seu lado. E tô gostando. Cada pequeno detalhes entre a gente. E tô vivendo. Esperando que dessa vez Eros tenha acertado. E tô pedindo. A benção dos céus, da terra e do mar, que agora, agora vai dar certo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Encruzilhada da vida


Estou no meio de uma encruzilhada. Uma placa se chama coração e daqui eu vejo um caminho complicado. Vejo flores de incertezas, areias de dúvidas, pedras de um passado no meio do caminho e não é possível ver se tem uma luz nesse final. Na outra placa, consta a razão, o que me faz bem. Só que é um caminho vazio, onde eu terei que construir, criar e deixar pegadas. Não é fácil, não sei se é bom, mas faz bem. Traz aprendizagem, sentimentos novos e quem sabe, permanência.
Só que no rádio, Marcelo D2 canta que "Deus fez a cabeça em cima do coração para que o sentimento não ultrapasse a razão". Mentira. Se fosse assim, eu saberia com completa certeza de pra onde ir. Só que não sei. Um dia e só naquele dia eu fiz uma escolha, depois, voltei pra essa encruzilhada. Esse beco com duas saídas completamente diferentes.
Digo pra mim mesma que chega. Basta essa coisa de relacionamentos mal resolvidos, mal acabados. Dê um basta pra si mesma trouxa. Chega de castanhos claros, olhos claros e atitudes com escuridão de dúvida. Chega de meninos medrosos, sentimentos não expressados e falta de atenção. Dá um basta em peixes e leões. Coloca o ponto final que já foi colocado em você.
Libera esse coração! Abre um espaço pro novo! Larga o medo! Vive garota, vive. Em vinte primaveras eu perdi tempo demais sofrendo, amando e chorando. Não caindo de cabeça em coisas novas. E aqui, olhando para essas duas placas, isso pesa. E com medo, coloco meu primeiro pé na minha escolha. Direto, pra dar sorte. E peço que dessa vez Eros esteja certo e que seja o que tiver que ser. Amém!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Conflito

Você fica indo e vindo, indo e vindo. Eu nunca sei o que esperar de você. Na realidade, acho que muito menos você sabe. Quando você vem, eu me sinto vivendo em um mundo além, me sinto a completa Psique do mundo moderno. Eu me entrego a essa história, mesmo sem te conhecer direito.
Eu levo meu coração, minha alma, meu futuro e meu presente em uma bandeja todos os dias pra você. É como se alguém tivesse me jogado e me deixado por muito e muito tempo dentro do Coliseu. Sozinha. Cercada por leões. As pessoas que entravam ali, eram pra me fazer mal. Nunca bem. E então, na era greco-romana, você, meu príncipe grego com uma mistura de gladiador, veio e me tirou dali. Transformou meu passado em pó e reescreveu meu presente de uma forma diferente.
Veio, ficou, conquistou meu reino. Encantou meus pensamentos. Desenhou meus filhos. Levou em troca de pouco, minha Cidade-Estado. E então, você se foi. Do dia pra noite. Entre uma frase de carinho e uma lágrima. Você partiu. Sumiu no horizonte.
Eu fiquei aqui, te gritando e procurando em cidade em cidade da qual pisava. Implorando que eu escolhesse a mais bela, no lugar de Páris. Implorando que Afrodite me devolvesse você. Eu faria o que ela me obrigasse pra ouvir sua voz mais uma vez. Só que ninguém me atendeu. E eu me vi perdida.
Acordei sem saber quantos cacos do meu coração estavam no chão. Confundi a flecha de Eros com Thanatos e quase fui. Vesti minha fantasia de orgulhosa e te esperei. Esperei. Esperei. E esperei.
Só você não via todo meu esforço pra te ter de volta. Com muito custo, eu cedi. Já havia rodado muito pra perceber que só o seu colo me satisfazia, que só a sua cicatriz acima da boca me fazia ver a beleza do mundo melhor, só o seu olhar me fazia amar. E já sem forçar, te gritei mais uma vez. E você veio. E voltou. Com seu tom sarcástico, suas ironias, brincadeiras e implicâncias. E eu chorei. E eu ri. E eu fiquei com medo. Porque Apolo me trouxe o sol de volta. Minha alegria se regenerou. Minha grama voltou a ser mais verde; Tudo voltou ao normal. Mas será que realmente voltou?
Acontece que eu vivi a escuridão sem você e agora, tenho medo de voltar pra lá. Aturar esse mundo sem um dia te ver. Sem um dia ouvir suas piadas sem graça. É chato! Já que você voltou, me leva de uma vez. Sem interrupções. Sem pausas para o silêncio. Pra dor. Volta inteiro. Eu te entrego meus braços e minhas pernas para te seguirem até quando der, quiser & puder.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sonhos e mais sonhos

Eu realmente lutei por nós. Se valeu a pena ou não, é o tempo que irá dizer. Enquanto isso, eu fico por aqui, sendo daquele que eu conheci em uma noite qualquer, dando a atenção e o carinho que te pertencem a um estranho qualquer. E você fica aí, vivendo a sua vida à sua maneira, sendo homem grande com atitude de menino e me perdendo ao invés de ganhar.
Eu vou, vou continuando, imaginando se tudo realmente tinha que ser assim, se apenas não estávamos preparados e esperando essa colisão de mundos completamente opostos. Eu vivo em uma mentira e você com uma certeza de verdade sobre nós. E por enquanto, eu fico aqui, querendo você em tempo integral ao meu lado, procurando uma outra mão que se encaixe tão perfeitamente na minha.
Quando chegar a hora certa e tudo se acertar, eu vou te falar sobre tantas coisas que sempre quis. E vamos ver filmes antigos e comparar com a tecnologia dos filmes atuais. E vamos discutir nossos gostos musicais e eu vou bater o pé e dizer que Tim Burton é tão sensacional quanto Woody Allen. E vou te levar a uma viagem histórica da humanidade e, com certeza você vai rir quando antes de dormimos juntos pela primeira vez, eu falar no pé do seu ouvido que Eros nos flechou no momento mais errado da nossa história. E quando você odiar a forma que eu amo desenho animado, eu vou vir e te chamar de velho e brigaremos por causa do controle remoto.
Mas no final, estaremos sentados na mesa de um bar, bebendo 
cerveja e vendo futebol e quando eu gritar que não foi falta, você me dirá que eu tenho que ser mais feminina e eu ficarei sem fôlego com a sua forma de me olhar, me admirando e recriminando ao mesmo tempo. E no final de uma tarde de verão, depois de um dia de praia, eu vou te abraçar e dizer que nosso filho terá nome histórico.
Se nada disso acontecer, que você imagine pelo menos que poderíamos ter dado certo. Que se você largasse o orgulho, eu ia te fazer feliz, pleno, alegre e iria seguir seus passos até onde os Deuses nos permitissem. Só não me deixa chegar ao ponto de sonhar tudo isso com outro, não deixa, por favor. Porque meus olhos, pensamentos, sonhos e vontades ainda te pertecem, é só você querer enxergar e me deixar fazer o que eu sei - sempre soube - que vai fazer tudo isso ser eterno e sim, ter valido a pena. Pra mim. Pra você. Pro tempo. Pra história.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Eu quero

Eu quero ser o pôr-do-sol e o seu amanhecer. 
O último pensamento do dia e o primeiro ao abrir os olhos. Quero que você me pergunte onde eu estava todo esse tempo se não ao seu lado. Que você se lembre detalhadamente do primeiro encontro, primeira conversa, primeiro beijo e que discuta comigo sobre os detalhes que vou esquecer ou trocar. 
Quero ser lembrada em momentos nada-a-ver e surpreendida ao longo do dia. Eu quero que você lembre das nossas músicas, datas e todos aqueles dias que eu falar que foram simplesmente importantes pra mim. 
Que tudo que seja sobre eu e você, seja importante e especial. Você não precisa mentir ou omitir sobre as outras garotas, mas me faça ter certeza que a partir do nosso começo eu esteja zerando tudo que aconteceu antes e fazendo você começar tudo de novo. Quero ter certeza que mesmo que a gente termine, eu vou ser sempre lembrada com carinho, respeito e ainda, amor!

Vem, vem.

Vem, vem com esse cheiro de mar que parece estar impregnado no seu corpo. Vem com esse corpo escultural e sempre bronzeado de praia e me leva pra conhecer lugares que nunca vi. Me explica sobre os tipos sanguíneos, sobre como você é bom moço e sempre doa sangue já que seu tipo é um tipo raro, me explica sobre o pH de cada coisa que você vê, eu adoro me sentir meio burra do seu lado. 
Vem com aquele seu sorriso com dentes tão brancos me dizer que sou louca por realmente acreditar que log serve para fazer montanhas russas. Vem me dizer que matemática é muito fácil e que história sim, é difícil e um saco. Vem me contar as suas viagens para lugares da América do Sul que nunca ouvi falar. E me deixa entrar nas suas lembranças enquanto isso e descobrir tudo isso com você. 
Vem brigar comigo e dizer que vai me levar pra passar uns dias em Angra e que você me ganhará em uma disputa de corrida de jet sky. Vem ser você, ogro, grosso, seco, sem sentimento e que mesmo assim eu amo tanto. Vem me contar o quanto seus amigos são mesquinhos e você, mesmo com todo o dinheiro que tem, é ainda esse bom moço. 
Vem, pode me xingar, me chamar de marrenta, ignorante e que você não quer mais falar comigo. Vem me mandar mensagens me dizendo absurdos e depois me ligar pedindo desculpa, porque é assim que eu te amo. Eu sei que toda essa carapuça que você veste, serve apenas para esconder que dentro dessa pedra que você chama de coração, tem uma flor. Você me ama, eu sei. Vem trazer aquele olhar furioso e aquele sermão quando vê que não tenho seu número salvo no meu celular e que apago a maioria das suas mensagens. 
Vem, vem. Me chama de menina, de medrosa e de sua. Vem agora.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Faltando um beijo...


E vale a pena? E será que tudo realmente valeu a pena? 
Eu queria ter essa certeza, mas tem um oceano atlântico separando a gente, enquanto eu preferiria que fosse apenas um rio Nilo. Você esteve esse tempo todo realmente comigo? Você ficou feliz nas vezes que nos amamos, trocamos carinhos, confidências e você gostou até das besteiras faladas?
Eu sei tanto sobre mim nesse nós que um mais um fica parecendo apenas um. Sim, por você eu subiria as escadas do Zigurates de joelhos. Apenas para obter uma resposta sua. Meu amor, eu escavaria esse planeta à procura do que você quisesse, só pra você me mostrar aquele sorriso seu encantador. Mas se você me pedisse para te falar quando ou porque eu me apaixonei por você, não saberia dizer. Às vezes acho que foi na primeira vez que meus olhos cruzaram com os seus, outras vezes tenho certeza que foi quando me apoiei no seu colo e você me fez cafuné.
Você não conheceu e não me deu tempo de mostrar metade do que meu coração queria mas meu instinto não deixava. Sabe eu me culpo tanto por deixar decepções antigas atrapalharem minha vida, só que, me entenda, até agora não sei se você queria algo além do que a gente tinha ou não. Então, por que não da essa oportunidade pra gente? Me dá essa oportunidade de te mostrar todo meu amor, carinho, lealdade, fidelidade, cumplicidade, amizade e tudo mais que eu tenho pra lhe oferecer. Me traz a alegria de dizer pros meus amigos que meu amor está na mesma festa que eu, o quanto eu fico feliz com isso. Sinto falta até de ouvir as brincadeiras por causa do sorriso que você me causava.
Me tira do passado, me traz pro presente com certeza de um futuro. Me diz que sente minha falta. Tira essa armadura e tira essa lança espartana que cada dia se aprofunda mais no meu coração. Venha ser o meu "era uma vez" e deixa que eu faço o "final feliz". Confia em mim. Confia em você. Vai, eu sei que lá no fundo você sente algo por mim. Quero tirar esse "não vale a pena" do pensamento e no lugar colocar "sim, ele vale a pena, tenho que procurar". Não me deixa aqui assim, te querendo tanto, te amando tanto. Quero que essa lágrima hoje, valha a pena amanhã.

domingo, 23 de outubro de 2011

Eu te amo

Eu sinto saudades do seu cheiro. Do seu cheiro em uma manhã cinzenta e que fazia meu dia melhor. Daquele cheiro de suor depois que nos amávamos ou então aquele cheiro, só seu, do qual eu sempre te falei e você apenas sorria como quem não acreditava nisso. Você tem um cheiro de homem, misturado com um pouco de cheiro de criança que ainda tá aprendendo o que é a vida. E quando nossos corpos estavam tão colados sob o luar, era impossível decifrar qual cheiro dominava o ar. O seu ou o meu. É isso que eu procuro nos outros. Uma coisa que só você teve. E posso enumerar quantas coisas mais, eu só tive com você e que vou de bar em bar, esquina em esquina, rua em rua procurando.
Posso te falar também da falta que me faz o seu sorriso. Aquele jeito tão seu de sorrir. Você primeiro começa sorrindo com um canto do lábio, o direito pra ser mais exata, então vai fechando um pouco os olhos e o sorriso vai abrindo. Você fica tão mais bonito desse jeito, não sei se já te falaram sobre isso, mas pode confiar em mim. Não mentiria sobre isso. Aquela sua boca do tamanho ideal, com a quantidade de carne perfeita e com aquela cicatriz dando um maior charme, se encaixava na minha. Quando seus lábios tocavam os meus, eu ouvia sininhos, eu me sentia nas nuvens. Nos momentos em que a gente se beijava daquela forma que perdíamos o ar, eu posso te dar total certeza de que esquecia do mundo. Esquecia onde eu estava, o que eu tinha que fazer, que horas tinha que ir embora. Eu queria só ficar ali, te beijando, te beijando, te beijando...
Você ultrapassou todos os meus limites de todos os limites possíveis. Sua presença me dava tanta segurança, tanta vontade de estar junto, tanta vontade de ir além, mesmo sabendo que não devia. Eu ainda não sei se você foi o certo na hora errada ou o errado na hora certa. Porque nós nos completávamos de tal maneira, que não pensaria que fosse acontecer. Eu acreditei que não passaria de uma diversão. Só que você me fez provar o gosto do outro lado. O gosto de viver ao seu lado. De ir dormir com seu cheiro impregnado no meu corpo e sorrir. Sorrir tanto de doer a bochecha. E ter vontade de gritar, porque a felicidade era tão grande que não cabia dentro de mim. E sair correndo pelo mundo, abraçando desde o velho, até o cachorro da rua e dizer o quanto você me fazia feliz. Sim, você me fazia feliz.
Quero ainda olhar nos seus olhos e ter a certeza de que eu ainda faço, nem que mínima, uma diferença pra você. Que você sentiu minha falta esse tempo todo. Que você acredita no cheiro, no sorriso, no abraço que eu sempre te falava. Que você acredita que eu realmente sou apaixonada por você e sempre tive medo de admitir. Eu quero que você acredite nisso! Volta pra minha vida, traz minha alegria, seu sorriso. Traz seu cheiro de volta pro meu corpo. Traz aquela vontade que eu só tinha com você. Eu juro que agora eu demonstro tudo, tudo, tudo. Desde à vontade de te beijar pra sempre, até o tesão que eu sempre escondi. Mas volta pra cá. Vamos comemorar que as nossas vidas caminharam pra chegarmos onde estamos. Vamos comemorar que o tempo que ficamos separados, eu tenho certeza que esse sentimento só se fortificou. Eu te amo. Entenda isso. Eu te amo!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Não acabou

Seus olhos me lembravam o oceano. Eles transmitiam um oceano de mistérios, segredos e vidas que você escondia. Você, nada mais era, do que um personagem pra mim. Sempre foi. E eu te moldei do jeito que você demonstrava ser, do jeito que demonstrava agir, falar, andar. Eu amei cada segundo ao seu lado, cada minuto da sua respiração no meu ouvido, cada hora do seu abraço. Amei até mesmo seus defeitos, suas brincadeiras, suas coisas mais sem graças. E você o quê? Ah, você fez questão de ser mais um pra mim.
Tudo bem, eu já sabia que nossa história não iria evoluir mais do que já tinha evoluído, mas não esperava terminar assim. Um vazio. Um silêncio. Uma vontade de gritar um "Por quê?" e saber que não terei respostas. Você tem um "quê" de cara certo, misturado com uma certeza de cara errado e que no final de toda essa mistura se torna a pessoa ideal. Todos os dias eu te vejo nos meus sonhos, quando fecho os olhos, quando quero ter certeza que meu coração ainda tem alguém. Odeio me sentir sozinha e você tem me feito companhia. Mesmo depois de alguns meses sem falar comigo. 
Ouvi dizer que agora você também trabalha as sextas à noite, deve ser por isso que não esbarro mais com você por aí, pelas noites, nos nossos lugares, no ambiente que mais me lembra você. Eu senti uma vontade imensa de chorar quando lembrei daquele show em que eu te encontrei, você, sempre tão você, marcou aquele dia como fazia tempo que ninguém marcava uma coisa em mim. Você fez o momento ser o nosso momento. E agora? Cadê você? Eu tento ser forte, tento superar isso. Só que engolir mais uma rejeição é difícil. Entende uma coisa, mulher rejeitada se olha no espelho e se enche de defeitos, fica procurando em que parte do corpo, em que modo de falar, em qualquer coisinha minúscula foi que ela perdeu. E eu, me olho, me pergunto, procuro e não acho onde foi que eu te perdi. Em que momento eu falhei.
Eu tenho uma quase certeza de que não errei, compreende? Mas também não sei onde vamos parar. Uma história não se acaba assim. Eu sei que isso não teve fim assim. E sei também que se eu te ver, não vou conseguir não resistir à você e seu jeito. Eu só te peço, seja lá onde você estiver agora, seja lá o que estiver fazendo. Lembre-se daquele dia, um ano atrás, como foi bom. Eu quero aquilo de novo, quero sentir aquilo novamente. Não acabou.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Me permite, vai.

Existe mais do que dois muros que separam a gente. É como se fosse uma Muralha da China ao seu redor e ao meu, só que a sua fortaleza é composta por muito mais fantasmas do passado como guerreiros, coração preparado para não se apaixonar como um escudo de linha de frente e seus olhos são os olhos da fortaleza, que vêem, observam e avisam ao restante que o perigo se aproxima. E tenho acreditado cada vez mais que sua cidade inimiga sou eu, seu perigo.
Não sou tão forte quanto pareço ser, nem tão confiante nos meus sentimentos quanto demonstro. Sou uma fraca, sensível e boba. Com cinco minutos de atenção já abaixo minha guarda pro sorriso bobo aparecer e me enganar que sou desejada, amada e essas coisas. Eu derrubo minhas muralhas com qualquer frase que vem em embalagem de bombom, com qualquer papo de homem pegador (mesmo sabendo que é tudo balela) e com três ligações e uma ou duas mensagens de texto por semana, você já se torna líder do batalhão que comanda meus sonhos, é o rei do meu pensamento diário e o nobre pelo qual meu sorriso se descontrola.
E eu sei que todo seu armamento te impede e impediu, todo esse tempo, de me deixar penetra-lo. Mas você é o meu xeque-mate, a fortaleza da qual eu sonho em conquistar e se você deixar, eu vou chegar lá. Não vou destruir seus muros com marretadas e explosões como fizeram para derrubar o Muro de Berlim, não mesmo. Eu vou aos poucos, com toda calma, é só você me permitir. Eu conquisto com calma seu território e te mostro que pode confiar em mim. Eu derrubo parte por parte da sua fortaleza de pedra, porque é aos poucos que se chega onde se quer. Eu canto uma canção pro seu batalhão se acalmar quando ele precisar e ainda cuido e ajudo a domesticar esse dragão que mora dentro de você. Eu te mostro como meu olhar de pedra bruta pode brilhar e que com ele você não precisaria mais de sol. Eu seria seu sol, seu luar e abraçaria sua escuridão interna, com a minha. E quando enfim, entrasse sem você perceber, uma certa noite dentro da sua fortaleza, assim como Aquiles e Ulisses entraram em Tróia, eu te falaria que meu ponto fraco sempre foi você, foi você meu calcanhar de Aquiles. 
Te trancaria dentro de um castelo onde tudo que você teria seria apenas amor, carinho, lealdade, cumplicidade e tudo mais do qual você quisesse e necessitasse. Eu poderia te ajudar a entender tudo que eu quis dizer até agora. É só você deixar, dizer que me permite ser a historiadora dos seus segredos, a arqueóloga do seu corpo e a socióloga do seu jeito. Eu também te explicaria que a Era Medieval não foi a Idade das Trevas como dizem e como o mundo Egípcio é fascinante. E te levaria pra ver show's rales só pra rir e ter coisas engraçadas para contar pros nossos netos e abriria um sorriso sincero e de um jeito meigo contaria para todos que perguntassem como nos conhecemos e como tudo começou. 
Eu traçaria a rota do seu mundo ao meu e vice-versa, para que tudo que doesse em você causasse dor em mim também e que tudo que lhe oferecesse um sorriso, chegasse em mim como um motivo de sorrir em dobro. Mas isso tudo, só se você me permitir. Não quero bater cabeça em muro de ferro. Me permite isso, vai, me permite fazer parte do seu dia-à-dia novamente, ser seu primeiro pensamento matinal e o último no final do dia, sua motivação para alguma coisa. Eu tenho tanto, mais tanto pra lhe oferecer em troca de tão pouco, me permite vai! Aceita essa solicitação.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eu quero tanto

Foi melhor do que eu pensava. Tinha o sorriso mais bonito. Chamou atenção, claro que chamou. De longe, já o avistei e já queria pra mim. Já queria perto de mim. Tinha a voz mais suave, era como uma canção para os meus ouvidos. Era como fechar os olhos e imaginar tudo que me contava, como um sonho, só de ouvi-lo falar. Tinha um jeito discreto de me observar, de me olhar de cima à baixo. E eu gostava, como gostava. Eu fui no embalo dele, seguindo a dança conforme ele conduzia. Quando ele me tocava sem querer, eu tinha vontade de sorrir. Quando falávamos do futuro, era como se tudo que tudo nosso se encaixasse. Nós dois gostamos das coisas, nós pensamos do mesmo jeito, nós temos as mesmas manias.
Era falar, rir e responder um: "Eu também". A noite chegava e tudo que eu queria era fugir dali com você. Te roubar pra mim. Te levar pra conhecer todos os meus medo e paranoias. Te mostrar toda minha instabilidade e vontade de viver. Queria te falar sobre Mitologia, sobre o céu, sobre seu signo, sobre como você estava me fazendo bem em algumas horas de bate-papo. Queria te levar pra ver o pôr-do-sol do lugar que eu mais gosto, pra ver as estrelas, te mostrar a constelação do "R", te falar sobre as fases da lua e como isso afeta cada pessoa. Eu queria, queria tantas coisas com você em pouco tempo. Você disse que estava falando demais, mas não, nós dois falávamos e combinávamos à cada palavra que seguia.
Quando sua mão tocou meu rosto e você se aproximou, minhas mãos suaram. Eu queria tanto te beijar e ao mesmo tempo não queria. Por que te beijar, seria colocar um ponto final naquela conversa tão agradável. Fiquei com medo de você levantar depois, dizer que foi bom e só. Só que não aguentei, minha boca queria tanto encostar na sua. Eu queria tanto sentir seu gosto, seu beijo. E nos beijamos. E nos encaixamos. E eu queria te beijar por muito mais tempo. Queria sentir suas mãos na minha nuca por tanto mais tempo. E levantamos, fomos ficar mais perto. E a conversa continuou. E a vontade de te levar paras Ilhas Gregas, de te mostrar Delfos e o oráculo, de te falar sobre como Hitler era louco, te explicar sobre como aquele seu gesto combinava com seu signo, como seu modo de falar era completamente seu signo. Continuava querendo te levar pra conhecer os anéis de Saturno e te mostrar como Plutão é sim, um Planeta, te falar que acredito sim que exista vida em Marte ou em qualquer outro planeta. Queria te falar que acredito sim em coisas ao acaso, que o destino planeja e que a nosso encontro foi escrito. Foi planejado. Antes mesmo de nós mesmos pensarmos!
Como eu estava curtindo aquele momento. Seu beijo tão bom, seu gosto. Seu toque delicado, seu jeito comportado, seu abraço carinhoso. Aquela sua pegada, ah, a sua pegada. O que eu posso falar dela? Me deixou com tanto gostinho de quero mais. O modo como você me apertava, me pressionava ao seu corpo, acho que foi ali que me apeguei. E viajei pensando nisso, com saudade disso, querendo mais disso. Você foi especial da sua forma naqueles momentos em que estivemos juntos. E eu gostei tanto, mesmo sabendo que você mal adivinha isso. Até da sua mão sobre a minha cintura, eu gostei.
Só que a noite acabou e o encanto todo se foi. E se um dia será igual? Não tenho tanta certeza, mas queria que você soubesse disso tudo. Eu quero tanto de novo, será que pode? Pode voltar pra mim. Da mesma maneira que veio. Vou aceitar todos seus carinhos e desejos, vou abraçá-lo como se o mundo fosse acabar e sentir você como se faltasse um minuto para o fim do mundo. Eu quero tanto, ainda quero te mostrar todas aquelas coisas. Eu quero tanto te falar sobre muito mais coisas que faltou tempo de falar. Eu quero tanto, tanto, tanto. Você.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O fim.

Ele sabe. Sempre soube. Que de uns anos pra cá, não éramos mais os mesmos, não tínhamos a mesma química e que não voltaríamos a ser o que éramos antes. Ele sabia disso, ele tinha certeza disso, mas insistia tanto ainda. Quantas vezes nós dissemos que "daqui pra frente" iria ser só amizade e quantas outras vezes nós percebíamos que não ia dar certo ficar longe um do outro. Até que um dia, resolvemos conversar. Colocar os pontos nos "i's" de sete anos de pendências, dúvidas, coisas mal explicadas. Depois de muita conversa, ele parou. Me olhou e deu aquele sorriso leve, simples do qual eu sempre gostei.

- O que houve? - Perguntei em meio ao silêncio que ficou dentro do carro.
- Sabe, eu acho que sei o ponto pelo qual venho errando todos esses anos. Eu olho pra você e tento ver aquela menina que conheci no parque. Eu olho pra você... e tento ver a menina pela qual me apaixonei. Aquela que tinha um brilho nos olhos diferente, que tinha medo de não saber beijar, que ficava nervosa quando eu te abraçava. Você não sabia nem o que fazer, lembra? Quando eu te beijava, se descesse a mão mais um pouquinho, você ficava sem graça. Me empurrava. Com o rosto todo vermelho. Ficava com as mãos na minha nuca e não se movia. Você era sonhadora, romântica, não tinha medo de demonstrar seus sentimentos. Era sentimental demais. Foi nesses poucos detalhes que me apaixonei por você. Loucamente, estranhamente e insanamente. Mas hoje em dia... Bem, hoje em dia eu olho pra você e vejo uma mulher. Você aprendeu a se fechar quando deve, quando pode, quando acha necessário. Você esconde seus sentimentos, você pouco fala sobre eles. Você perdeu o seu olhar de criança e ganhou um olhar com tanta, mas tanta vida já vivida, que assusta qualquer um. Você não tem medo de ser quem você é, tem atitude. Quando eu te beijo agora, você sabe o que fazer. Você tem total consciência de que seu beijo é imprescindível, gostoso e inesquecível. Você beija esses menininhos aí, sabendo que eles vão querer um bis, por que não dá pra se satisfazer dos seus beijos só uma vez. Não só dos beijos, mas de você. Dos seus carinhos com ar de quem sempre soube fazer isso, dos seus afetos, abraços, suas mãos quando toca o corpo do outro. Você não imagina o tamanho do tesão que eu sempre senti por você e cada dia que passa eu sinto mais. Só que as coisas mudaram. O tesão, amor, admiração que eu tinha por aquela menininha é o que eu procuro em você ainda. Só que você não é mais a mesma e eu não quero enxergar isso... Na verdade, verdade: morro de medo de enxergar que você cresceu, que de certa forma, não precisa mais dos meus cuidados. É te abraçar e sentir que seu abraço não é mais da mesma forma, você me abraça agora quando tem vontade, quando tem carinho ou, normalmente, depois de um longo beijo. Você abraça muitas vezes por estar satisfeita com o que aconteceu, não pedindo apoio. 
Hoje nossos papéis são inversos na nossa história. É você que me surpreende todas as vezes, eu não sei mais o que fazer pra te surpreender. É você que sabe exatamente como me dar prazer. Sabe onde tocar, o que falar, o que fazer em cada momento que vai me deixar maluco de desejo por você. Eu não tenho mais certeza se estou te satisfazendo. Não por tudo que um dia você me falou, mas por você não transparecer muito suas emoções. Não quero te ouvir gemendo no meu ouvido ou falando qualquer tipo de sacanagem pra eu ter certeza que eu posso te satisfazer do jeito que sempre quis e que você sempre mereceu. Mas preciso olhar no fundo dos seus olhos e sentir uma certeza que sim, eu posso fazer isso. Só que eu não sinto isso. Não todas as vezes. E como posso querer namorar, casar, com essa incerteza? Eu sonhei tantas vezes em casar com você. Te imaginava entrando pela Igreja, seu pai entregando você pra mim. Nossos filhos, como seriam. Seriam  loirinhos ou morenos? Teriam seus olhos ou sua boca? E sabe... Não quero mais imaginar isso. Eu sonhei tudo isso, com aquela menininha, só que... em tão pouco tempo, você mudou tanto, mas tanto. Você tem o mesmo rosto de antes, mas não é mais a mesma. E eu errei aí, sempre errei aí. Por que meu sentimento não passava de obsessão, não passava de querer que você fosse a mesma de antes. Mas eu tenho que me acostumar, tenho que me acostumar com a ideia de que você não será mais aquela e seguir em frente. Não que essa sua mulher não seja apaixonante, por que é. E como é! Mas, você, do jeito que é hoje, não iria aceitar meus planos e sonhos pra nós dois. Você ficaria comigo por um tempo e depois, tudo acabaria. Ficaríamos apenas bons amigos e só. 
Toda essa nossa necessidade um do outro não se passa de costume e costume a gente acaba, costume morre. E eu quero que isso acabe! Não dá mais pra continuar dessa forma. Você sabe que sempre será a mulher da minha vida. Meu primeiro e único amor. E sei que não amarei qualquer outra da forma como eu te amei e sempre vou te amar. Mas... é melhor terminar por aqui.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ela & Ele

Ela não gostou dele desde a primeira vez que o viu. Ele mesmo antes de a conhecer, já não gostava do seu jeito. Ela sonhava com palácios, castelos, um príncipe encantado vindo em um cavalo branco e ilhas gregas no final feliz. Ele só queria saber com quantas tinha ficado na noite desde novinho e sua única preocupação era não fazer ninguém se apaixonar por ele. Ela pensou ter conhecido seu príncipe encantado. Ele odiou quem ela escolheu para príncipe. Eles brigavam diariamente e iam pra casa com uma única frase no pensamento: "Como ele/a é insuportável". O tempo passou pra eles e ela viu que seu príncipe não era bem príncipe e ele ajudou um pouco nisso. Tudo o que ele era ela longe do que se consagrava e nunca tinha sido oficialmente um Príncipe com "P" maiúsculo. E eles continuavam a não se gostar, de longe, por olhares, por troca de farpas, por virar e dizer o quanto ele/a o/a irritava. E enchiam a boca pra dizer que jamais teriam qualquer tipo de aproximação, que jamais poderiam ser amigos já que eram tão diferentes.
E ele seguia, implicando, tento orgulho em causar ira nela. E ela seguia, com vontade toda vez que o via de socá-lo. Mas ele resolveu abrir a guarda. "Não dá mais pra ficar nesse clima!". Era briga em toda festa, toda vez que se viam, toda vez que pensavam que iriam se encontrar. E ela aceitou. Não dava mais. Ela estava frágil. Tinha descoberto que castelos, príncipes, palácios e ilhas gregas no final não existiam. Que nem sempre o final era feliz. E assim eles foram, tentando deixar suas indiferenças de lado e levantar a bandeira branca. Mas não adiantava muito, eles continuavam brigando. Até um dia.
Ela estava triste, seu dia não estava sendo legal e ele foi atrás dela. Tentando ser simpático, mas ele era insuportável, jamais conseguiria. Ela se irritou. "Se não for pra ajudar, não senta do meu lado. Não quero brigar mais". E esperou. Ele apenas a olhou e saiu de perto. Claro, ele queria brigar. Sua alegria era irritá-la. Mas aquela noite, era a noite e eles não sabiam.
Festa animada, todos se separaram, se divertiram, beberam e ela não estava no clima. Deixou sua amiga em um canto e foi recostar em uma parede. Ele estava do outro lado. Bebendo, beijando outras meninas, achando graça em ficar com várias. Até que ele avistou ela, em um canto. Não aguentou e foi falar. E não falou. Causou briga. Não conseguiu ser simpático. Ela não aguentou nem cinco minutos de papo dele e o empurrou. Quando pensou em sair de perto dele, só deu tempo de sentir suas mãos segurando seu braço e a encostando na parede. Ele tomou a atitude. Ele a beijou. Ela não sabia o que fazer, deixou se levar pelo beijo.
O beijo deles se encaixou. Foi o beijo de tirar o ar. Ele se afastou, abaixou a cabeça, encostou uma mão na parede ao lado do rosto dela. Ela olhou além da palma da mão dele e pensou. E ouviu a voz dele: "A gente não poderia ter feito isso". Não, não poderiam. Seu antigo príncipe era melhor amigo dele. E o que jamais pensaram, jamais poderia acontecer, tinha acontecido. Eles tinham baixado a guarda e demonstrado que toda aquela ira um com o outro não passava de uma atração escondida lá no fundo. Ele deu mais um beijo nela e disse que era melhor sair de perto dela e se foi. Ela não sabia o que pensar, tinha gostado do beijo dele, tinha gostado de estar com ele, de sentir seu peito pressionado ao dela e respirar na mesma sintonia que ele. E assim, começou a história deles. Que causaram tantas brigas depois, tantas intrigas, tantas inimizades, confusões e mais confusões. Só que a partir daquele dia, eles descobriram que não poderiam ficar mais longes um do outro. A história deles estava à cima de tudo, ele disse uma vez. Ela achou que era da boca pra fora e não foi, nunca foi. Ele perdeu seu melhor amigo, ela perdeu seu melhor companheiro. Mas eles ganharam mais do que isso juntos. Ela estava ao lado dele em todos os momentos que ele precisava. Ele era mais do que um companheiro pra ela, estava presente mesmo de longe, estava dando carinho mais do que ela poderia imaginar.
Ele, que era o garanhão da galera, se tornou o homem dela. Ela que era a menina sonhadora, se tornou a mulher dele. Sem precisarem namorar, sem precisarem dizer para todos que tinham algo sério, construíram coisas juntos. Uma amizade, respeito, carinho, desejo, cumplicidade, risadas e muito mais do que imaginaram que um dia poderia sentir um pelo outro. Ele a toca de uma maneira única, ela não consegue sentir tanto desejo, tanto tesão por outros homens. É só com ele. Ela o aconselha, ri das suas história, ajuda com outras mulheres, é uma mãe, uma irmã, uma amiga, uma amante pra ele todas as horas. Ele abriu a guarda mais uma vez e disse "Eu te amo!" com todas as palavras. Ela nunca esqueceu. E eles dois vão, nessa vida louca, nessa história errada desde o começo, se completando, se entendo, se amando da maneira deles.
Ela é completamente apaixonada por ele. Ele é completamente apaixonado por ela. E isso basta pra eles. Não precisam de mais nada. Só do que ele tem com ela e do que ela tem com ele e está ótimo assim. Ele pode namorar outras, ela pode namorar outros. Ela pode aconselhar ele com sua namorada, ele pode aconselhar ela com seu namorado. Só que no momento que terminam, que precisam de colo, de ombro, de carinho, de atenção, de mimo... Um corre pro outro. É mais do que imã a relação deles. É uma ligação extraordinária. É mais do que desejo. É um efeito louco que um causa no outro. E assim, eles vão. Até o dia que, quem sabe, esse relacionamento cansar. Eles podem se separar e serem felizes por todos os momentos que passaram juntos. Podem ser grandes amigos no final. Ou, serem amigos, felizes juntos. Até o final.


"I want you forever, forever & always.
Through the good and the bad and the ugly.
We'll grow old together, and always remember.
Whether happy or sad or whatever.
We'll still love each oder, forever & always.
(....)
I, love you forever, forever & always, please just remember even if I'm not there.
I'll always love you, forever & always."

domingo, 28 de agosto de 2011

Dear Outburst;

Ele chegou e pediu minha mão e me puxou pra dançar. Eu entreguei meu braço e dancei conforme sua música, conforme ele me levava. 
Deixei ele dizer pra que lado ir, se meus pés tinham que ir pra frente ou pra trás e sorria o tempo todo que ele falava sobre isso no meu ouvido.
E eu fui, entrei naquela dança, acompanhei cada passo, fiz do jeito que achava que era o certo e do jeito que ele me dizia e demonstrar ser. E quando a pista de dança estava mais animada, a nossa dança estava se encaixando perfeitamente, ele me virou as costas. Saiu andando noite à dentro, sem explicações. 
Fiquei ali, no meio da pista, sem ter o que fazer, o que falar. Se foi você que me puxou, que me levou, que fez a dança, por que no final me deixar aqui, sozinha?
É só essa pergunta, por quê?
Eu juro, eu estava gostando da forma que você estava me levando. Eu senti meus pés flutuarem tantas vezes. Uma alegria tão grande. Pra no final acabar assim? 
Se você quiser dançar de novo, quiser conversar ao pé do ouvido e fingir que não tem ninguém a nossa volta, vem. Mas me diz primeiro, por quê me deixou sozinha?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dear Outburst;

Não dá pra entender. Sinceramente não dá pra entender. A distância de repente, a mudança de repente e agora me ignorar, não falar comigo. Eu só fiz o que achava certo. Você estava estranho, me tratou tão indiferente. Não me olhou nos olhos, não teve vontade de me beijar, me deixou falando sozinha tantas vezes. E depois? Eu, burra como sou, liguei, pedi desculpa por uma coisa que eu sabia que estava certa por causa do meu tolo medo de te perder. Só que o que não sabia era que já tinha te perdido.
Uma semana no silêncio, você quieto aí e eu na minha aqui. E mais uma vez, sua indiferença. Eu mereço isso? O que eu te fiz pra você me tratar assim? Eu fui tão tudo que qualquer um gostaria. Dei carinho, amor, fiz sorrir, nunca te exigi nada, não te prendi, não te obriguei a nada. E aí, eu mereço isso mesmo? Não, eu não mereço isso querido. E por não merecer eu chorei. Desabafei com meu choro. Ele me entende melhor do que ninguém. Fiquei na minha e seria por muito tempo, só que você tinha que aparecer né? Tinha que me mandar mensagem, demonstrar que tava sentindo falta. Mas que droga! Pra quê isso me diz, pra quê? Pra não me responder? Pra sumir de novo? Ficasse na sua, não aparecesse. Estava me conformando já!
E aí você resolveu parar de falar comigo e eu estou tendo que engolir isso. Engolir a vontade de saber por que raios você está assim comigo. O que raios eu fiz pra você fazer isso comigo. Só que meu bem, a minha consciência está tranquilíssima. Sei que não fiz nada, na verdade eu fiz tudo certo. Dessa vez eu acertei em todos os pontos. Você que errou em todos os pontos no final. Não que eu não esperasse isso, eu esperava sim. Só que não achei que seria agora que estava tudo ficando tão bem. Mas já que você esta pedindo, vou fazer o que eu sei fazer melhor e que mais eu aprendi nessas vinte primaveras: Seguir a minha vida. Se um dia você quiser me contar o seu motivo, sou toda a ouvidos e sem concordar com nada, claro! Mas estarei aqui, preparada pra fingir que te entendo, que te compreendo e que te perdoo. Só que você já tem o meu não lindo e garantido. Já tem a minha indiferença garantida. Minha cara de nojo perfeita! Só que não reclama depois tá? Você que pediu isso. 
Eu não fiz nada, completamente nada. Quem tá pedindo é você, não eu. Estava na minha, curtindo nosso jeito, querendo o nosso jeito. Mas a droga da vida tinha que estragar tudo, você tinha que estragar tudo. Eros é burro demais, já cansei de brigar com ele. Sempre me flecha pras pessoas erradas. Mas vou vencer todos vocês e vou ser feliz. Ok?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aconteceu

"Oi meu amor. Aconteceu alguma coisa?"
Sim, aconteceu. Tudo o que eu não queria que acontecesse pra ser mais sincera. Aconteceu que eu me apaixonei. Droga, como eu me apaixonei. E você, tão distante, tão não-você, apenas fez eu dar um tapa na minha cara e vencer meu orgulho pra admitir isso. E eu chorei. Não pela sua patada, sua distância e um certo "quê" de indiferença. Mas chorei por olhar pro que eu estava sentindo e ter medo. Aquele medo que eu já falei aqui, medo estúpido, infantil, covarde de todo esse sentimento. Só de te ver de longe o sorriso abriu, o céu ficou mais estrelado (e estava cheio de nuvens), o coração palpitou e a barriga, droga, a barriga não me deixou em paz. Malditas borboletas que ficaram loucas naquela hora! 
Aconteceu que eu não sei virar as costas pra você. Tantos momentos que eu sabia que era pra ter te deixado, ter saído de perto, ter me tocado e não fiz. Não consigo virar as costas pra você com medo, lá vem ele de novo, medo de te perder assim. Mas qual é, por que isso? Uma coisa tão diferente pra mim e eu não estou sabendo lidar com isso tudo. Medo, sentimento, medo, medo. Até quando você brincou, ou não, sobre a colheira eu fiquei nervosa, achando que você estava me vendo como o Superman, visão de raio laser e percebendo o quanto meu corpo mudava a cada olhar, aproximação, toque. Entenda amor, eu não quero te prender a mim e nem me prender a você. Só quero um pouco do que nós somos, sempre. Compromissos nunca dão certo pra mim e nos dias de hoje, pra poucas pessoas dão. Só que doeu tanto te ver daquela forma.
Eu sempre faço promessas pra mim mesma, para todos os Santinhos possíveis,  que da próxima vez eu vou ser forte, não vou chorar. E aí eu te pergunto, quem disse que eu consigo?
Eu sou tão fraca, tão frágil, tão sensível quanto um bebê. Posso não demonstrar toda hora, mas sou. No fundo, no fundo, eu sou apenas uma mulherzinha. Uma garotinha que ainda tá aprendendo sobre sentimento e eu me sinto assim mesmo. Só que você derruba meus pensamentos, minhas promessas. Vira meu mundo de cabeça pra baixo sem precisar. Tira as forças da minha perna. Causa suor na palma das minhas mãos. Ativa um monte de borboletas que uma mulherzinha qualquer tem na sua barriga.
E eu orgulhosa como sou, não quero. Não quero admitir, não quero sentir, não quero querer! 
Com tantos motivos pra ficar feliz, leve, bem, do jeito que eu quero, eu só vejo o lado ruim da coisa. Os defeitos do relacionamento. O que PODE acontecer e não necessariamente vai acontecer. Eu procuro em pequenos detalhes um motivo pra sofrer. Só isso explica. Eu olhei o telefone, eu tive toda certeza que eu queria ter. Aquilo não foi uma prova? Não sua boba, você esquece disso. Você só quer pensar nas coisas ruins. Que coisa! Mas é que você, tão você e apenas você me traz todos os meus medos, minhas inseguranças, minhas vontades bipolares. Só não queria estragar tudo de novo entende? Mais uma vez com os meus erros e bobeiras banais. É o motivo de ter te ligado depois e passado por cima do orgulho pra me desculpar. Não quero me perder de nós. Dessa história louca, confusa, gostosa, leve e livre que nós dois compartilhamos. Quero eu, você, até quando der, quando puder, do jeito que tem que ser. Mas que no final eu me sinta feliz e satisfeita e não com lágrimas nos olhos. Desculpa desculpa desculpa de novo, sem pausas. 

domingo, 24 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eu te odeio garoto. Mas não é odiar de ódio não, é um odiar de raiva mesmo. Então ficaria melhor dizer que morro de raiva de você? Melhor né. Então é isso, simples e direto. Eu tenho tanta raiva das coisas que você faz comigo. Dá pra parar com essa mania de mexer comigo de uma forma inexplicável? Não tá dando mais não. Meu coração não aguenta não. Eu não aguento. Tá bom garoto, eu admito que tudo isso é mentira, por que eu adoro demais tudo isso. É tão novidade pra mim essa coisa toda que nada disso me faz mal, mesmo quase fazendo. 
Eu já escrevi sobre você aqui e quantas vezes repeti que antes, só você me fazia esquecer o outro, nos momentos em que estávamos juntos. Mas pensando bem, pra que um projeto de loiro com um projeto de olhos claro, com quase 30 anos e que age como um molequinho de 10? Pra quê isso hein? Se eu posso ter você, do nosso jeito, nesse nosso relacionamento enrolado, do jeito que faz bem aos dois, se posso olhar pros seus olhos verdes e querer cada vez mais poder admira-los, se você me faz rir tanto, me faz tão feliz, até me irrita, mas é uma irritação gostosa.
Você é tudo e nem tudo. Você tem um quê de tudo que eu sempre procurei, misturado com o tipo de pessoa errada.  Não temos nada sério e, não vou dizer nunca, mas uma probabilidade de termos não é muito grande. Você mesmo disse não foi, do seu jeito errado você me leva muito a sério e você não sabe o quanto eu fiquei feliz em ouvir isso. Mas eu tenho medo, um medo tão idiota por trás disso tudo. É que sabe, agora que eu estou bem, superando as coisas, tenho um medo absurdo de voltar tudo de novo. Amar demais e até mesmo amar sozinha e tudo isso só me trazer coisas ruins. Não quero isso, não quero nada de ruim entre eu e você. Por que o que nós temos, é bom, é puro, é maravilhoso da nossa forma. Da sua. Da minha. Do seu jeito de pensar, de brincar comigo, de ser tão você, de conseguir me fazer calar a boca, só querer te abraçar. Do meu jeito de pensar, de adorar suas brincadeiras, suas risadas, de ser tão eu ao seu lado, de sentir seu abraço com o corpo gritando de felicidade. E depois disso tudo, ir pra casa. Com um sorriso colado no rosto, com as bochechas doendo e mesmo assim não conseguindo tira-lo.
Eu, que sou a insegurança em pessoa, acredito em você. Com um medo, sempre ele, por trás. Mas acredito nas coisas que você me fala. Você consegue causar em mim tudo o que eu acho impossível com os outros. É só você, apenas você. E não vou te pedir pra ficar só comigo, pra namorar, noivar, casar. Não! Eu só quero que isso dure e se assim tá bom, que fique assim. Só que para. Pará de ser tão assim. Já falei, meu coração não aguenta. Daqui a pouco ele não vai resistir e não quero que ele estrague tudo de novo. Você é coisa nova, cheiro de vida, vontade de sempre. Eu apenas quero isso. Essa sensação de te ver, essa saudade, esse nervoso quando me falam que você está no mesmo lugar que eu. E te beijar. Te sentir. Te ouvir. Te olhar. Simplesmente assim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eis que chega o famoso dia-do-amigo. Vou confessar que acho uma bobeira às pessoas que só demonstram carinho, amizade e qualquer tipo de afeto por você nessa data. Vêem com falsos sorrisos, falsas felicidades e desejam falsos dia-do-amigo. Ninguém merece isso não é não?
Dia do amigo é todos os dias. É o dia que seu melhor amigo tá com um problemão e você tenta ajudar ele a achar uma saída. É naquele dia que um parente dele faleceu e você, mesmo sem saber o que dizer, dá seu ombro, braços e um corpo inteiro dispostos à abraçá-lo. Quando seu amigo está sofrendo por amor e você tem que ser sincero: dar um tapa na cara dele (com palavras ou literalmente) pra ele se tocar que aquela pessoa não é boa pra ele e que você, no seu papel de amigo sabe disso, é tentar arrumar opções pra ele chegar perto da pessoa amada, tentar conversar com o amado do amigo pra vê se consegue que eles se acertem ou então, apenas sentar e ouvir. Mesmo que você não aceite, que você não goste de tal pessoa, é apenas ouvir o seu amigo. Por que amigos estão aí pra desabafar. Falar coisas que você não falaria com mais ninguém.
Acho que se fizesse uma pesquisa, eu tenho certeza absoluta que ganharia disparado que todas as pessoas se abrem mais para os amigos do que para terapeutas. Por que são eles que estão presentes nas nossas vidas e sabem o que é ou não melhor pra nós, pro nosso bem estar, futuro e tudo mais. Eu confesso que já fiz birra, briguei, bati o pé com muitos amigos. Mas hoje em dia, eu apenas entendo. Entendo o carinho, a super proteção, quando não quer me contar algo, quando não entende o que eu quero, quando não quer que eu fale de tal pessoa. Eu entendo por que criei maturidade o suficiente pra compreender que ao contrário isso também funciona. Fico revoltada se certo amigo me conta da garota que ele gosta por que eu sei que só faz ele sofrer e isso ocorre ao contrário também.
E é assim que amigos tem que ser. Compreensíveis. Amizade vai além de tudo que a sociedade impõe. Amizades verdadeiras são irmandades, são pessoas quase do seu sangue, que te conhecem melhor do que ninguém. Isso sim, essas pessoas sim você pode encher a boca e dizer com todas as palavras que são seus/suas amigos/as. Os outros, são apenas colegas. Coleguismo de festa, coleguismo de escola/faculdade. Não passa disso. Não se tem uma abertura. Por que meus amigos de verdade sabem tudo de mim e eu sei tudo, ou quase tudo, deles. Mas que mesmo sem me contarem eu percebo, eu entendo, eu pego no ar. Ele é quase eu. É uma parte minha na vida, no corpo, nos sentimentos de outra pessoa.
A todos os amigos que passaram na minha vida eu sinto falta. Por que cada um foi especial da sua forma e é isso que me faz tanta falta hoje em dia. Mas se passou, se hoje em dia passa por mim na rua é quase indiferente, não foi amizade verdadeira correto? Aos que continuam comigo até hoje, aos que conheci em pouco tempo e que vão continuar, eu só tenho à agradecer. Agradecer aos céus, ao destino e a vida, por terem trago cada um deles. Que transformam minha vida, iluminam meu dia, me divertem, que eu posso contar pra tudo. Não só pra festinha, pra gastação e coisas do tipo. Mas que vão estar comigo independente do que acontecer e que eu estarei com eles tão independente quanto. Que todos se conservem e criem suas marcas na minha vida. Quero cada um em todos os momentos que os caminhos ainda têm a me mostrar, vão viver comigo, compartilhar comigo, sofrer, chorar, rir comigo.
Eu amo cada um de vocês e não é apenas um dia simbólico, é pra sempre.
"Que seja eterno enquanto dure e que DURE PARA SEMPRE".

domingo, 17 de julho de 2011

"Querida Julieta,

Eu não sei o que esperar do amor. Acho que nasci com uma capacidade de amar que poucas pessoas têm e como tal, poucas pessoas valorizam. Desde pequena estive propícia ao amor. Amor ao próximo, ao animal de estimação, aos brinquedos, à família. Sempre muito rodeada de amor.
Quando tive meu primeiro amor, meu primeiro amor à primeira vista, achei que jamais sentiria o que sentia naquele momento por ele. A vergonha te tê-lo por perto enquanto o coração pulsava tão forte que acho que só de me abraçarem sentiam, o sorriso no canto dos lábios toda vez que ele aparecia pra me ver, quando nos falavamos. Mas eu era ainda tão criança, tão infantil pra tal amor que eu sentia. Faltava maturidade pra saber levar e construir algo com aquilo. E foi por essa falta de maturidade que tive a minha primeira decepção. Eu brigava tanto com Deus e comigo mesma por erros banais. Por coisas que tive que ouvir sem necessidade. Sem nenhuma necessidade mesmo. Vai, eu era tão jovem. Tinha que pensar em tantas outras coisas sem ser no amor.
E lá vamos nós, tirando lições já tão nova do amor, construindo uma personalidade, crescendo e aprendendo. Não errar. Não cometer os mesmo erros novamente. Então o tempo passou e os ventos me trouxeram um novo amor à primeira vista, uma nova paixão que jurava (e tenho certeza absoluta hoje em dia) que era mais forte que antes. Tudo novo. Tudo completamente maravilhoso. O primeiro abraço. Primeiro beijo. Primeiro carinho. Tudo, tudo, tudo primeiro. Mas da mesma forma que os ventos me trazem algo, elas rapidamente mostram o quanto eu imagino demais, falo demais, penso demais, sonho alto demais. Foi um caso de amor que hoje com quase vinte primaveras eu não tive mais. Com idas-e-vindas, com brigas e reconciliações, recheadas com mais decepções ainda.
Até o dia que eu me tornei uma mulher e me toquei o quanto o amor dele me maltratava, o quanto ele me maltratava, me usava, só mostrava para todos o quanto eu me rendia quando estava perto dele. Me tornei tão mulher à ponto de saber a hora de parar. Engolir o sentimento e seguir em frente. Com lágrimas algumas vezes, com saudade em outras, mas segui em frente. Quando menos esperava, ele ainda estava presente na minha vida à ponto de me fazer chorar por horas de arrependimento de não saber dizer um "não" pra ele. E como foi difícil esquecer. Te juro minha querida que ainda tem vestígios de tal sentimento no meu coração. Ele foi daqueles tipos de amor que não voltam mais. Não acontecem duas vezes. Mas não soubemos aproveitar. Não só ele, mas eu também. Tive que aprender tantas coisas e aprendi. Tirei lições novamente e botei meu barco nesse oceano do amor. À espera sempre de algum navio para me resgatar. E o navio chegou. Não com tanta intensidade como antes, mas chegou minha cara. Da forma que não poderia acontecer, da forma que eu sempre soube desde o começo que eu amaria sozinha, que eu sofreria sozinha e que nunca, nunca daria em nada. Com tantas lições, fiz tudo do jeito que eu aprendi. Vacilava às vezes e me pegava chorando à noite por ser tão idiota de estar cometendo novamente os erros que tanto me fizeram sofrer no passado. Mas minha querida, mulher apaixonada é burra e eu estava loucamente, piamente e encantadamente apaixonada por ele. Pelo jeito. Pelo sorriso. Pela voz. Pelo andar. Me apaixonei por cada detalhe e o amava, cada dia que o via e me entristecia cada dia que ele ia embora. E por medo não demonstrei o suficiente. Não transpareci o suficiente. Com a certeza que tive desde o começo deixei ele ir embora da minha vida. Por que, já disse, não daria certo.
Agora, eu fico aqui, sonhando com quem não se deve, pensando em alguém só pra ocupar pensamentos, imaginando pessoas que não existem e não vão aparecer na minha vida. Preenchendo um espaço no coração. Um espaço nesse barco que é novo e ao mesmo tempo tão velho. Tão carente e precisando de cuidados. Ninguém sabe cuidar dele direito. Só que não é por isso que eu desistirei. Da mesma forma que você encontrou seu Romeu, seu amor tão proibido e que lutaram tanto pra ficar juntos e no final conseguiram sua eternidade juntos, eu vou encontrar o meu. Não precisa ser perfeito, ser do jeito que eu sonho, do jeito que todos esperam e nem um amor proibido. Mas que seja claro, belo, sincero esse amor. Que o meu venha da forma que me complete como ninguém, que me faça olhar pra ele todos os dias e querer uma vida e mais tantas outras que eu terei ao lado dele. Ter aquela certeza absoluta de que no final, nem que seja em um asilo, é ele que vai estar segurando minhas mãos, beijando minha testa e dizendo eu-te-amo. Eu peço tanto todos os dias para que meus caminhos sigam ao lado do destino, que os dois um dia se unam e me tragam um navio de onde não vou querer mais sair. Pra onde o vento sempre vai soprar. Que os Deuses iluminem essa pessoa que está em algum lugar esperando pro mim, para que ele saiba tudo que eu sei sobre esse encontro. Do quanto vai ser bom. E será. Por que, se Romeu e Julieta conseguiram se amar em meio a tantas coisas, eu irei conseguir também. Mas um dia. Sem "e se", sem arrependimentos e sem frustrações. Apenas luz e amor."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dear Outburst;

A noite passou tão rápido. Foi como se a cidade toda se divertisse, menos eu. Ninguém se comparava e essa minha confusão toda latejava na minha cabeça. Por quê? Por que eu tenho que esperar tanto, sonhar tanto, querer tanto? Eu não queria ter que ficar escrevendo mais só sobre uma pessoa. Mas é essa compulsão, é essa coisa que sinto-falta-de-amar-alguém que vai matando a gente por dentro. Vai causando todo esse pensamento, sonho, vontade e a realidade demora a bater...
Não acreditava mesmo que fosse ligar, era como se fosse mais uma vez aquela pessoa que fala que liga e não liga. Ok, pra quê preocupação? Não tenho nada com ele né, não é obrigação. Mas o telefone tocou, um toque apenas e retornei, não acreditando que poderia ser ele, qualquer pessoa menos ele. Quando ouvi sua voz foi quase impossível não esconder o sorriso. Mas já eram quatro horas da manhã, por que ele me ligou tão tarde? 
É claro, ele é tímido, é de peixes, típica caracteristica. Ok, estava bêbado. Eu entendo que ele olhe pro meu cunhado e lembre de mim. Eu entendo perfeitamente todas as desculpas e as vezes que falou "que vacilo". Entendo isso tudo por que, no final, ele ligou. Ele lembrou de mim, ele sentiu vontade de falar comigo. Eu até entendo ele ter fingido que ligou errado e ter pedido desculpa por ter me ligado tão tarde com medo de ter me acordado. Era a voz que eu precisava ouvir pra deitar e dormir. Sem consciência pesada, sem angústias mas sim, com uma felicidade inedescritivel.
Aquele papo todo de que "bêbado só fala a verdade" seria muito bom nessa hora, acreditar que pelo menos assim ele lembrou de mim, pensou em mim. Enquanto eu estava do outro lado, sentada, conversando e pensando tanto nele. Querendo tanto estar com ele. Já sei que quando eu o ver, isso tudo passará. Ou não. Como vou saber? Só sei que agora, eu trocaria qualquer balada, qualquer companhia, qualquer beijo sem compromisso, por ele, pela companhia dele, por curtir com ele, pelo beijo dele. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eu sempre o achei interessante. Pronto, falei. Lembro daquela época que ele usava o cabelo mais cheio, enroladinho. Sempre achei uma graça. E agora, quem diria que estaríamos nessa hoje em dia? Ninguém. Não levariam fé o quanto eu iria mudar,ele iria mudar e que chegaríamos onde chegamos. Eu ouvi uma vez, no ano passado, em um jogo de búzios que eu iria conhecer alguém que seria muito especial pra mim próximo ao meu aniversário. Sempre achei que isso era mentira. Que isso não tinha acontecido. Mas agora, tenho lá minhas dúvidas. Já que o conheci em Outubro e faço aniversário em Novembro.
Lembro do jeitinho de vim falar comigo naquela festa. Que droga hein, ele já me deixava maluca desde aquele dia. Meus amigos quando eu falo não acreditam muito bem nos efeitos que ele causa em mim. Mas é estranho, só com ele, quando estava com ele, esquecia do outro completamente. Era como se o outro nunca tivesse existido.
Ah como eu gosto desse jeitinho pisciano de ser viu? Dessa timidez, desse jeito tão fofo, esse jeitinho de quem pouco fala e muito ouve, eu adoro falar e seriamos um par completo se ele ouvisse tudo o que eu falo. Mas perco as palavras ao seu lado, só sorrio e escuto suas histórias. Fico impressionada de como ele fala mais de si quando está do meu lado, normalmente é ao contrário sabia? Quem mais fala todas as vezes sou eu. A falante. A que quer contar tudo pra todo mundo. Que tem que se controlar pra não ser chata falando demais. Mas ele, apenas ele fala e é tão bom ser ouvinte. Ficar com aquele sorriso bobo no rosto, enquanto a voz dele acalma meu coração palpitante, acalma os pêlos de todo o meu corpo que cismam em se arrepiar na sua presença.
E olhar os olhos que ainda não sei decifrar se são verdes ou azuis, mas que são penetrantes. Uma vez eu fiquei quieta, apenas olhando e fazendo carinho nele, que perguntou:
- O que foi?
-Não foi nada. Só gosto de te olhar.
Passaria horas do meu dia apenas admirando-o, ouvindo suas loucuras, vendo seu jeitinho que me fascina, gargalhando ao seu lado. É esse jeitinho tão, tão calmo que eu queria ficar viu? Cada vez que te conheço mais, quero ficar mais tempo ao seu lado. Só que ao mesmo tempo, não quero. Eu sei, sou complicada demais e minhas vontades são piores que montanhas-russas enormes. É que sempre que penso demais em uma pessoa acabo, sem querer, criando expectativas pra ela. E sério, isso não é legal.
O bom seria se começássemos um relacionamento já sem expectativa nenhuma, viver o presente, só o presente. E é por isso que estou com tanto medo desse meu pensamento todo nele por esses dias. Ok, tem um pouco de saudade, um pouco de que não vivo sem pensar, suspirar por alguém. Mas é que as conversas tem me feito bem. Ninguém imagina o quanto eu gosto quando ele me chama de maluquinha, pode ser até por Internet, eu já fico lembrando da voz dele, daquele jeito que me olha e ri, acha graça nas minhas bobeiras, nas coisas que eu falo. E acabo lembrando dos beijos, dos carinhos, das mãos dadas, do corpo colado. Qual é, dá pra parar de ser assim? De me deixar tão fissurada em você toda vez? É bom poder confiar nele, nas nossas últimas conversas eu falei tanta coisa que acho que não tinha contado pra ninguém, criando uma amizade, uma cumplicidade. Mas não adianta baby, quando chego perto dele esqueço disso tudo.
Precisava colocar um pouco pra fora toda essa confusão em volta dele, mas não adianta. Toda vez que eu escrevo sobre ele, meu coração palpita, meu sorriso aparece. Que droga hein? E sobre os búzios, bem eu acredito sim nessas coisas. Até acredito quando leram minha mão. Que eu não daria bola pra pessoa e que depois, aos poucos ele faria eu me apaixonar por ele. Tudo bem, não acredito que seja ele a pessoa, mas dos búzios, seria muita coecidência não? Outubro, Novembro e toda essa história. Parei de pensar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dear Outburst;

Essa solidão machuca. Tá, eu admito. Eu tento o tempo todo transparecer uma pessoa durona, que aguenta tudo, que está disposta a tudo e acima de tudo, que não quer relacionamento. Mas eu sou humana, qual é. Também sinto necessidade e falta de um carinho naquela hora crucial, de um telefonema só pra ouvir uma voz, um sorriso por alguém ter aparecido de surpresa na sua casa. Ainda mais eu, a pessoa que não dura com ninguém, que nunca teve um encontro, que nunca foi ao cinema de mãos dadas.
Transpareço todos os dias para as pessoas a minha volta uma coisa que em partes eu realmente não sou. Sou sim, insegura, frágil, carente, sentimental. Sou aquela menina que chora abraçada com seu ursinho de pelúcia, sou aquela mulher que engole o choro pra não demonstrar o sentimento. Mas, no final das contas, precisa mais do que ninguém de um abraço carinhoso, de um afeto maior, de um coração apaixonado. É estranho explicar pras pessoas quando sinto saudade de alguém. Cada um me marca de uma forma tão diferente. No momento, eu me sentindo divida em quatro partes, completamente diferentes, mas que me fazem tão bem. Quer dizer, um não faz bem, nem me querendo bem.
O primeiro é aquele que você viveu a maior história de amor, a mais longa, o que sempre esteve do seu lado, te dando ombro pra chorar, pra desabafar, uma mão pra te dar carinho, pra te pertubar da forma que mais te irrita e que você adora, uma boca pra dar conselhos, pra falar palavras bonitas, pra dizer "eu-te-amo", pra te dar um beijo carinhoso na testa e um apaixonante na boca. Aquele que você sente mais falta da amizade, da cumplicidade, do relacionamento complicado, sente falta até das brigas, discussões, acusações.
O segundo é aquele que você odiava e de repente passou a amar, o brincalhão, o sorridente, o que só pensa e fala besteira, tira conclusões precipitadas das coisas que você fala e te tira do sério, que consegue te fazer gargalhar de uma forma que quase ninguém consegue, que você sabe que é cafajestem, não vale nada, mas qual é, ele tem uma parte do seu coração, querendo ou não. É o diferente de tudo, aquela pessoa que você jamais imaginou que você se envolveria tão intensamente e insanamente.
O terceiro é seu amor de infancia, aquele que você namorava de longe na época de escola e que agora, depois de tanto tempo, de tantas mudanças para ambos, se encontraram e começaram essa "relação". Nove meses nesse rolo todo. É aquele pessoa que quando você vê seu coração bate mais forte, você sente cada parte do seu corpo se arrepiando com a presença dele, que tem o beijo que mais encaixa, que mais te faz respirar fundo só de lembrar. É aquele que tem o toque que mexe com você de uma forma completamente estranha, que te faz esqueçer o mundo literalmente, te faz abandonar os amigos e só querer ele, só ele. Naquele momento com ele, você tem que aproveitar intensamente por que, sabe se lá quando o verá novamente e você sentira tudo isso de novo, vocês viverão tudo isso de novo. Mas que no fundo você sabe, que na próxima vez que vocês se verem, vocês são ficar de novo. É como um imã.
O último é aquele amor que você não consegue tirar do peito, mesmo parando de pensar 24 horas por dia nele, mesmo não chorando mais, não sofrendo mais, você sabe que no fundo, é por ele que você ainda esta apaixonada. É por ele que você sente amor, saudade maior, que você sabe o quanto está dificil abrir mão desse sentimento, desse amor que vai ser tão dificil você sentir de novo.
E assim vamos vivendo. Com toda essa confusão, essa complicação. Afinal, ser mulher não é fácil. Acredito que ser homem também não seja. Mas mulher, eu juro que é muito mais complicado quando o assunto é relacionamento, amor e afins. Complicado, complicado.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Dear Outburts;

Essa vontade estúpida de pegar o telefone e ligar. Não, não vou ligar. Se controla. Não posso ter essa recaída mais uma vez. Ter essa recaída significa que sou fraca. Significa que você é mais importante pra mim do que eu pensava e penso ainda. Não posso fazer isso com a gente de novo. Estamos separados já tem tanto tempo. Agora que enfim consegui tudo que eu estava querendo à tanto tempo, por que voltei a sentir tudo isso de novo?
Minhas vontades são realmente loucas. Às vezes nem eu me entendo direito. Se tudo que eu queria ouvir eu ouvi de você, que já tinha passado do estágio de amor e se tornado obsessão, você admitindo que seus ciúmes e paranoías não passaram de medo de me perder e acima de tudo, você admitiu o que sempre foi motivo das nossas brigas, seu orgulho era maior que amor. O orgulho de não aceitar me perder pra alguém tão próximo a você. Aquela pessoa que você nunca imaginava.
Mas ai, que diacho, hoje tudo está me lembrando você. As músicas, as pessoas, as conversas. É aí que a vontade só aumenta viu? Uma vontade louca de te ligar, ouvir sua voz, saber como foi seu dia, seu trabalho, se ainda está na faculdade, ficando com alguém. Tem tanto tempo que a gente não para pra conversar. E olha, você não imagina o quanto me faz bem ouvir você. Falando das suas coisas, sem falar de nós. Mas acho que se te ligasse hoje falaria de nós. Do quanto estou com saudade de nós dois, juntos, como sempre fomos.
Eu fiquei mal acostumada, lembra quando te mostrei a letra da música da Joss Stone? Sim, eu fui mimada por você. Mas não é por mal, você foi o segundo beijo da minha vida. Você e eu vivemos tantas coisas que é impossível descrever aqui. Histórias boas e ruins. Tudo isso nos fez crescer tanto. Eu olho pra você hoje e vejo um HOMEM, não mais aquele menino que usava parafina no cabelo. Você amadureceu tanto. Me ensinou tantas coisas. Gosto de como somos hoje em dia, mas essa coisa de ficar separados eu já não estou mais aguentando.
Era pra você que eu ligava quando queria um carinho, quando me sentia só, quando precisava de um ombro não só amigo, mas um ombro que me desse proteção. Você foi o meu melhor e o meu pior. Conseguiu despertar em mim tantos sentimentos inexplicáveis. Me fez tão mulher, tão eu, tão amada. Não queria ter que ouvir dos outros quando sinto essa saudade que não é você que eu tenho que procurar e sim quem eu escolhi quando terminamos. Mas não adianta, ele pode ser sim, ótimo, o que eu quero e preciso muitas vezes. Mas nesse momento, estou precisando de você, só você.
Quero aquele beijo na testa que você me dava quando eu falava alguma bobeira e me fazia me sentir tão criança e você tão adulto, aquela sua mão segurando a minha e fazendo carinho com seus dedos, aquele seu olhar depois de um beijo, um olhar com tanto desejo e tanta coisa subentendida. Eu preciso do seu beijo. Do seu cheiro no ar misturado com o meu. Preciso suspirar na sua nuca enquanto você me dá um abraço que até hoje não encontrei um melhor. Preciso ouvir no pé do ouvido tantas palavras que só é especial se vier de você. Quero teu corpo enrolado ao meu. Quero ouvir o quanto você me ama por tudo que nós fomos, somos e seremos. O quanto somos fortes juntos.
Mas vou resistir. Não vou ligar. Não posso fazer isso com você. Deixar tudo voltar ao que era é egoísmo meu. É pra comprovar o quanto eu sou fraca sem você. O quanto eu preciso dos dois. O quanto eu sou uma louca que assiste "Dona Flor e seus dois maridos" demais e que acredita que sim, você pode amar, precisar e querer dois homens ao mesmo tempo. Não vou te ligar. Não vou ouvir o seu "Que houve meu amor?" com a voz de sono que me faz abrir um sorriso instantâneo. Você sempre me atende. Acho que até quando está com outras mulheres você me atende. Mas não quero saber de telefone. Não quero saber de ouvir sua voz fofa. Isso tem que passar. Vai passar. Está passando.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dear Outburst;

Dá pra entender essa certeza tão absoluta de que você vai ser usada, descartada e acabou? Sim, tenho essa coisa histérica na minha mente. E quem disse que eu ligo? Até faria um charminho, um "doce", fingiria não estar afim. Mas eu não sei mentir. Não sei fingir um não-interesse se estou tão interessada e com tanta vontade.
Ok. Eu dei trela, fui eu que comecei, eu que transpareci a atirada e não vai adiantar nada ficar agora me fingindo de desentendida. Eu busquei isso não busquei? Em nenhum momento sonhei romance não foi? Então, qual é, ser usada às vezes é bom por que você pode usar também.
Essa coisa machista de hoje em dia que só os homens pegam, não se apegam e não querem mais é balela. Se fosse assim, sou mais machista que um homem com H maiúsculo. Tudo bem, confesso que me apego fácil, mas não demonstro. Sou muito chata com essas coisas de demonstrar. Acho que sou fechada mesmo. Mas fazer o quê, relacionamentos passados que me fizeram ser assim.
Desconfiada de tudo. Fechada pra algumas coisas. Medo de falar tudo. No final das contas, gosto de ser assim, não sofro por qualquer coisinha. Vamos pensar, se fosse a alguns anos atrás eu estaria triste agora, por saber que só quer me "pegar" e depois "vamos-ser-amigos". Não estou triste. Nem chateada por ele não levar fé nenhuma em mim. Nem ao menos pensar em me conhecer.
A vida tá aí pra isso, a solteirisse também. Pra provar de novas bocas, sabores, ares, portos. Não necessariamente por tempo indeterminado. Mas temporário. É como um navio que faz um cruzeiro. Ele nunca fica naquele porto por muito tempo. Tem tantos outros pra ele passar. Tantas pessoas que entram e saem dele.
Temos que pensar assim, que somos esse cruzeiro, procurando o porto final. Mas, sejamos sinceros, está tão cedo, somos tão jovens, o mundo está correndo demais. Vamos aproveitar tudo intensamente. O momento. O momento que vai ficar na memória. Não o mês, o ano. Aquele segundo que vai te fazer sorrir antes de dormir. Isso que conta nos dias de hoje.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dear Outburts;

Passei a semana inteira te procurando em cada pessoa que eu via. Quando parava em algum lugar, sem querer deixava escapar aquele olhar de quem procura alguma coisa. Ficava pensando como falaria com você. Se te visse de longe, se iria até você ou você viria falar comigo. Só pensava e procurava. Nada de encontrar.
Mas chegou o dia, o dia que de uma forma ou de outra eu tinha certeza que ia acabar te vendo. O dia que você tinha me falado. Fiquei inquieta. Não conseguia ficar sentada na cadeira, levantava toda hora. Uma ansiedade tomava conta do meu corpo. Não quero nem imaginar quantas vezes subi e desci as escadas com coragem e depois com medo de ir te procurar. Não, eu iria fingir que estava procurando outra coisa pra não parecer aquelas malucas desesperadas. Eu consegui malhar perna em minutos de tanto que minha ansiedade me levou a subir e descer as escadas.
Todo mundo liberado. Meu desespero de descer estava mais do que claro, eu tinha que te encontrar. De uma forma ou de outra, eu tinha que te encontrar hoje. Pra acalmar. Desci com aquele olhar que me entregava. Procurando você. E não é que achei? Parado, ao fundo, com uma blusa azul xadrez, calça jeans e tênis. Preparado pra dançar. E meu coração preparado pra saltitar. Minhas mãos preparadas para suarem. E minha boca incontrolávelmente abriu um sorriso enquanto eu lutava pra ficar séria e disfarçar. Um monte de gente que não sabia dançar na minha frente, mal consegui te ver. Será que está pisando no pé da menina de novo? Droga, lá vem esse maldito sorriso voltar pro rosto. Para! As pessoas vão me achar maluca está sorrindo sozinha.
Fiquei parada, fingindo estar distraída, mas com o radar ligado. Com o olhar ainda muito vivo. E te vi. Olha a blusa azul xadrez passando. É agora. Força na peruca. Fui. Se me perguntassem hoje, se queria parar algum momento, pararia ali. Quando seus braços envolveram meu corpo, meu rosto encostou na sua barba por fazer linda e senti seu cheiro. E que cheiro. Seu perfume não sai da minha cabeça.
Pronto. Satisfeita. Mas você tinha que ser tão legal? Tinha que pegar minha mão, brincar comigo e já ser tão apressadinho falando que vai chamar minha mãe de sogra? Tudo bem. Eu entendo. Você me quer. Eu também te quero. E tenho uma quase absoluta certeza que daqui a umas semanas isso tudo vai passar. Esse sorriso incontrolável. Essa vontade de te procurar. Já disse que minhas expectativas com você são mínimas. Mas eu sou romântica ué. Sou bem aquele tipinho mulherzinha. Eu me envolvo rápido, quero rápido, sonho rápido. Mas tudo passa rápido.
O que importa é que pelo menos hoje, quando deitar é em você que vou pensar. Vou abraçar meu travesseiro e lembrar do seu abraço, fechar os olhos e ver o seu sorriso, seu cabelo, sua barba e vou sentir uma vontade louca de gritar. Aí é só colocar o travesseiro na cara e desabafar. Depois dormir. Com o mais idiota sorriso no mundo e aproveitar enquanto sinto isso. É tão bom me sentir assim. Pena que sempre acaba logo.