Essa solidão machuca. Tá, eu admito. Eu tento o tempo todo transparecer uma pessoa durona, que aguenta tudo, que está disposta a tudo e acima de tudo, que não quer relacionamento. Mas eu sou humana, qual é. Também sinto necessidade e falta de um carinho naquela hora crucial, de um telefonema só pra ouvir uma voz, um sorriso por alguém ter aparecido de surpresa na sua casa. Ainda mais eu, a pessoa que não dura com ninguém, que nunca teve um encontro, que nunca foi ao cinema de mãos dadas.
Transpareço todos os dias para as pessoas a minha volta uma coisa que em partes eu realmente não sou. Sou sim, insegura, frágil, carente, sentimental. Sou aquela menina que chora abraçada com seu ursinho de pelúcia, sou aquela mulher que engole o choro pra não demonstrar o sentimento. Mas, no final das contas, precisa mais do que ninguém de um abraço carinhoso, de um afeto maior, de um coração apaixonado. É estranho explicar pras pessoas quando sinto saudade de alguém. Cada um me marca de uma forma tão diferente. No momento, eu me sentindo divida em quatro partes, completamente diferentes, mas que me fazem tão bem. Quer dizer, um não faz bem, nem me querendo bem.
O primeiro é aquele que você viveu a maior história de amor, a mais longa, o que sempre esteve do seu lado, te dando ombro pra chorar, pra desabafar, uma mão pra te dar carinho, pra te pertubar da forma que mais te irrita e que você adora, uma boca pra dar conselhos, pra falar palavras bonitas, pra dizer "eu-te-amo", pra te dar um beijo carinhoso na testa e um apaixonante na boca. Aquele que você sente mais falta da amizade, da cumplicidade, do relacionamento complicado, sente falta até das brigas, discussões, acusações.
O segundo é aquele que você odiava e de repente passou a amar, o brincalhão, o sorridente, o que só pensa e fala besteira, tira conclusões precipitadas das coisas que você fala e te tira do sério, que consegue te fazer gargalhar de uma forma que quase ninguém consegue, que você sabe que é cafajestem, não vale nada, mas qual é, ele tem uma parte do seu coração, querendo ou não. É o diferente de tudo, aquela pessoa que você jamais imaginou que você se envolveria tão intensamente e insanamente.
O terceiro é seu amor de infancia, aquele que você namorava de longe na época de escola e que agora, depois de tanto tempo, de tantas mudanças para ambos, se encontraram e começaram essa "relação". Nove meses nesse rolo todo. É aquele pessoa que quando você vê seu coração bate mais forte, você sente cada parte do seu corpo se arrepiando com a presença dele, que tem o beijo que mais encaixa, que mais te faz respirar fundo só de lembrar. É aquele que tem o toque que mexe com você de uma forma completamente estranha, que te faz esqueçer o mundo literalmente, te faz abandonar os amigos e só querer ele, só ele. Naquele momento com ele, você tem que aproveitar intensamente por que, sabe se lá quando o verá novamente e você sentira tudo isso de novo, vocês viverão tudo isso de novo. Mas que no fundo você sabe, que na próxima vez que vocês se verem, vocês são ficar de novo. É como um imã.
O último é aquele amor que você não consegue tirar do peito, mesmo parando de pensar 24 horas por dia nele, mesmo não chorando mais, não sofrendo mais, você sabe que no fundo, é por ele que você ainda esta apaixonada. É por ele que você sente amor, saudade maior, que você sabe o quanto está dificil abrir mão desse sentimento, desse amor que vai ser tão dificil você sentir de novo.
E assim vamos vivendo. Com toda essa confusão, essa complicação. Afinal, ser mulher não é fácil. Acredito que ser homem também não seja. Mas mulher, eu juro que é muito mais complicado quando o assunto é relacionamento, amor e afins. Complicado, complicado.
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