quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dear Outburts;

Passei a semana inteira te procurando em cada pessoa que eu via. Quando parava em algum lugar, sem querer deixava escapar aquele olhar de quem procura alguma coisa. Ficava pensando como falaria com você. Se te visse de longe, se iria até você ou você viria falar comigo. Só pensava e procurava. Nada de encontrar.
Mas chegou o dia, o dia que de uma forma ou de outra eu tinha certeza que ia acabar te vendo. O dia que você tinha me falado. Fiquei inquieta. Não conseguia ficar sentada na cadeira, levantava toda hora. Uma ansiedade tomava conta do meu corpo. Não quero nem imaginar quantas vezes subi e desci as escadas com coragem e depois com medo de ir te procurar. Não, eu iria fingir que estava procurando outra coisa pra não parecer aquelas malucas desesperadas. Eu consegui malhar perna em minutos de tanto que minha ansiedade me levou a subir e descer as escadas.
Todo mundo liberado. Meu desespero de descer estava mais do que claro, eu tinha que te encontrar. De uma forma ou de outra, eu tinha que te encontrar hoje. Pra acalmar. Desci com aquele olhar que me entregava. Procurando você. E não é que achei? Parado, ao fundo, com uma blusa azul xadrez, calça jeans e tênis. Preparado pra dançar. E meu coração preparado pra saltitar. Minhas mãos preparadas para suarem. E minha boca incontrolávelmente abriu um sorriso enquanto eu lutava pra ficar séria e disfarçar. Um monte de gente que não sabia dançar na minha frente, mal consegui te ver. Será que está pisando no pé da menina de novo? Droga, lá vem esse maldito sorriso voltar pro rosto. Para! As pessoas vão me achar maluca está sorrindo sozinha.
Fiquei parada, fingindo estar distraída, mas com o radar ligado. Com o olhar ainda muito vivo. E te vi. Olha a blusa azul xadrez passando. É agora. Força na peruca. Fui. Se me perguntassem hoje, se queria parar algum momento, pararia ali. Quando seus braços envolveram meu corpo, meu rosto encostou na sua barba por fazer linda e senti seu cheiro. E que cheiro. Seu perfume não sai da minha cabeça.
Pronto. Satisfeita. Mas você tinha que ser tão legal? Tinha que pegar minha mão, brincar comigo e já ser tão apressadinho falando que vai chamar minha mãe de sogra? Tudo bem. Eu entendo. Você me quer. Eu também te quero. E tenho uma quase absoluta certeza que daqui a umas semanas isso tudo vai passar. Esse sorriso incontrolável. Essa vontade de te procurar. Já disse que minhas expectativas com você são mínimas. Mas eu sou romântica ué. Sou bem aquele tipinho mulherzinha. Eu me envolvo rápido, quero rápido, sonho rápido. Mas tudo passa rápido.
O que importa é que pelo menos hoje, quando deitar é em você que vou pensar. Vou abraçar meu travesseiro e lembrar do seu abraço, fechar os olhos e ver o seu sorriso, seu cabelo, sua barba e vou sentir uma vontade louca de gritar. Aí é só colocar o travesseiro na cara e desabafar. Depois dormir. Com o mais idiota sorriso no mundo e aproveitar enquanto sinto isso. É tão bom me sentir assim. Pena que sempre acaba logo.

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