Vem, vem com esse cheiro de mar que parece estar impregnado no seu corpo. Vem com esse corpo escultural e sempre bronzeado de praia e me leva pra conhecer lugares que nunca vi. Me explica sobre os tipos sanguíneos, sobre como você é bom moço e sempre doa sangue já que seu tipo é um tipo raro, me explica sobre o pH de cada coisa que você vê, eu adoro me sentir meio burra do seu lado.
Vem com aquele seu sorriso com dentes tão brancos me dizer que sou louca por realmente acreditar que log serve para fazer montanhas russas. Vem me dizer que matemática é muito fácil e que história sim, é difícil e um saco. Vem me contar as suas viagens para lugares da América do Sul que nunca ouvi falar. E me deixa entrar nas suas lembranças enquanto isso e descobrir tudo isso com você.
Vem brigar comigo e dizer que vai me levar pra passar uns dias em Angra e que você me ganhará em uma disputa de corrida de jet sky. Vem ser você, ogro, grosso, seco, sem sentimento e que mesmo assim eu amo tanto. Vem me contar o quanto seus amigos são mesquinhos e você, mesmo com todo o dinheiro que tem, é ainda esse bom moço.
Vem, pode me xingar, me chamar de marrenta, ignorante e que você não quer mais falar comigo. Vem me mandar mensagens me dizendo absurdos e depois me ligar pedindo desculpa, porque é assim que eu te amo. Eu sei que toda essa carapuça que você veste, serve apenas para esconder que dentro dessa pedra que você chama de coração, tem uma flor. Você me ama, eu sei. Vem trazer aquele olhar furioso e aquele sermão quando vê que não tenho seu número salvo no meu celular e que apago a maioria das suas mensagens.
Vem, vem. Me chama de menina, de medrosa e de sua. Vem agora.
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