quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Muito mais que amigos, muito menos que namorados




- Acho que você deveria parar de beber.
- Acho que você deveria parar de se meter na minha vida.
- Por que você anda tão ignorante comigo?
- Pelo simples fato de já está cheia da gente.
- Você sabe que eu acho que você esta errada, né?
- Tenta entender, eu nasci fadada a ficar sozinha. Nasci fadada a sempre ser trocada por alguém melhor. Fica tranquilo que já, já você arruma outra mulher que seja mais legal, mais feminina, mais vaidosa, que beba menos, que não reclame do seu cheiro de cigarro e muito menos do seu modo de se vestir. Aí, quando você achar essa garotinha, você vai me dar um belo de um pé na bunda e esquecer que eu existo.
- Você é frustrada demais com seus antigos relacionamentos. Qual o problema de aceitar que alguém se interessou por você? Que quer ficar com você? Você é tão cega a ponto de não ver que o que eu fiz por você nos últimos dias, eu nunca fiz por mulher nenhuma?
- Papo clichê. Daqui a pouco você começa a dizer que eu não sou como as outras, que eu sou diferente e blá, blá, blá. Conheço o roteiro desse filme já. Por conhecer tanto, não quero mais participar. Chega uma hora que enjoa. A gente troca de música preferida, uma hora uma banda chama mais atenção do que a que você diz ser fã número um e isso é o ser humano.
- Para de fazer o papel de louca. Você lê livros românticos, chora em filmes mela-cueca, tenho certeza que sonha com um príncipe encantado. Pra quê tanto drama e querer jogar pro alto quando tem a oportunidade de ficar com alguém?
- Você chegou a onde eu queria. Príncipe. Você não é um príncipe. Está mais para um soldado bêbado do reino que fica indo de bar em bar, procurando mulheres que se entreguem pra você por uma noite apenas. Não importa se sejam as prostitutas ou filhas da nobreza querendo uma noite de rebeldia.
- Confesso que não te vejo como uma princesa também. Olho pra você e só vejo o muro. E frio do outro lado. Não sei pra que construir tudo isso à sua volta. Nem o Muro de Berlim sobreviveu muito tempo. Quer que eu te dê um machado pra você destruir isso?
- Frio? Querido, nós somos tão diferentes e o frio aqui não sou eu. Por fora, nós dois somos calor, com uma diferença: Eu sou o Farol da Barra em pleno domingo de carnaval, enquanto você é mais uma tarde de verão na Ilha Grande. Eu sou agitação, pegação, vivendo cada momento no limite. Você é a calmaria, a natureza. Entende como não combinamos?
- Odeio suas metáforas. Qual o problema de falar abertamente que você quer viver a sua vida de solteira? Qual é. É muito fácil, eu também quero viver a minha. Não juramos fidelidade nem muito menos compromisso um com o outro. É viver o momento. Você disse isso desde o começo.
- E por não estar mais sendo isso, eu estou de saco cheio da gente.
- Não estar mais sendo?
- Não. Eu sinto ciúme, você sente ciúme. Eu não imagino te ver com outra mulher passeando no shopping na minha frente e se imagino minha vontade e bater a cabeça dessa garota qualquer na parede e dizer que ela nunca vai te conhecer como eu conheço. Isso é bom?
- É. Mostra que você está gostando de mim, que mal à nisso?
- Todo mal do mundo. Já te disse, meus relacionamentos "frustrados" como você mesmo citou não acabaram bem. Sempre que cheguei nesse ponto, levei boladas da vida. Sabe aquele pênalti que o Elano perdeu uma vez? E aquele do Neymar também? Bateram nas minhas costas. Foi aqui que aquelas bolas vieram parar. Me mostrando pra minha realidade. Frustrada. Trocada. Sozinha.
- Você não esta sozinha. Eu estou aqui. Para com essa graça toda e vem cá, deixa eu te fazer menina. Preparo um copo de café do jeito que você gosta, um cafuné e você dorme. Amanhã não se lembra dessa birra toda e a gente volta a ser o que somos todos os dias...
- Um casal estranho.
- Amigos-Que-Ficam-E-Se-Curtem estranho.
- Você está me colocando na friendzone?
- Dá pra parar de reclamar? Se eu falo que somos mais que amigos, você iria reclamar. Se falo que somos amigos, você reclama. Birrenta. Teimosa. Queen of drama. Frustrada e a garota mais linda que eu já vi.
- Ficarei calada depois disso tudo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Little Things Make Me.... Loving.



Chegou como quem não quer nada e de repente, levou tudo. Minha música preferida, uma trilha sonora, sorrisos, pensamentos e contradição com a minha própria frase. É que aos poucos a gente foi se conquistando. Eu no começo, só queria saber quem tinha feito um gol, você no entanto só me olhava de longe e me dava pequenos "oi".
Quando eu vi, já estava tão na sua que meia dúzia de álcool não me controlaram. Do beijo veio o abraço, veio as mãos dadas, veio o carinho, veio o apego, veio tudo que não deveria vim. Porque eu mesma, pedi pra nada disso acontecer. Que irônia não?
É que eu comecei a gostar de você. Das suas pequenas coisas. Como o seu abraço. Eu me sinto tão segura dentro dele. Querendo que o mundo pare pra eu aproveitar um pouco mais. Os seus olhares. Ôh, como eu gosto. Alguns bem indiscretos e até deles eu gosto. Mas os olhares de ciúme, de cuidado, olhar pra trás pra olhar mais uma vez. As piscadas de olho. O modo como você segura a minha mão e acaricia. Os seus carinhos, como você gosta do meu cafuné.
Os beijos disfarçados na bochecha procurando a boca. As implicâncias, as mordidas. Quando eu te bato e você fala que vai revidar. Quando você tenta me derrubar e eu peço pra você não fazer isso. O jeito que a gente joga indireta um pro outro, sempre disfarçadamente. Nós dois na verdade, tentamos esconder nós mesmos. Mas, não dá. Qualquer um que passar, até do outro lado da rua e olhar pra gente, vai ver que acontece alguma coisa.
Você me atura falando das bandas que eu gosto e nem reclama, eu aturo você com seus pagodes e seus funks que só você conhece. A gente conversa como dois amigos e quando a gente dá por si, estamos nos olhando de uma forma diferente. É que nós somos mais que amigos. Somos uma coisa pequenininha que tentamos esconder.
É que a química é boa, a amizade melhor ainda, o sorriso incomparável. Eu já reparei que mudo na sua presença. Disso ainda não consegui fugir. Porém controlo com todas as minhas forças o furacão que ocorre dentro de mim quando você se aproxima. Peço encarecidamente para meu corpo não explodir e me fazer ficar vermelha do seu lado.
Não queria que tudo isso escapulisse da minha boca assim, dessa forma. É que garoto, tá difícil esconder você não acha? Eu já sou a sua namorada e você já é o meu namorado. Para os nossos amigos. Para as pessoas à nossa volta. Apenas somos cabeças dura demais pra admitir. Enquanto você no fundo gosta disso, eu grito para o mundo que não temos nada e somos apenas bons amigos.
E assim, a gente vive. Cada um do seu lado. Gostando. Com nossas pequenas coisas que só a gente sabe. Com as conversas que fica entre a gente. Com nossos xingamentos. Com nossas demonstrações de afeto subentendida. Nós estamos aqui. Você está aqui. E eu, estou brigando com o fato dessas suas coisas me fazerem tão feliz.