domingo, 24 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eu te odeio garoto. Mas não é odiar de ódio não, é um odiar de raiva mesmo. Então ficaria melhor dizer que morro de raiva de você? Melhor né. Então é isso, simples e direto. Eu tenho tanta raiva das coisas que você faz comigo. Dá pra parar com essa mania de mexer comigo de uma forma inexplicável? Não tá dando mais não. Meu coração não aguenta não. Eu não aguento. Tá bom garoto, eu admito que tudo isso é mentira, por que eu adoro demais tudo isso. É tão novidade pra mim essa coisa toda que nada disso me faz mal, mesmo quase fazendo. 
Eu já escrevi sobre você aqui e quantas vezes repeti que antes, só você me fazia esquecer o outro, nos momentos em que estávamos juntos. Mas pensando bem, pra que um projeto de loiro com um projeto de olhos claro, com quase 30 anos e que age como um molequinho de 10? Pra quê isso hein? Se eu posso ter você, do nosso jeito, nesse nosso relacionamento enrolado, do jeito que faz bem aos dois, se posso olhar pros seus olhos verdes e querer cada vez mais poder admira-los, se você me faz rir tanto, me faz tão feliz, até me irrita, mas é uma irritação gostosa.
Você é tudo e nem tudo. Você tem um quê de tudo que eu sempre procurei, misturado com o tipo de pessoa errada.  Não temos nada sério e, não vou dizer nunca, mas uma probabilidade de termos não é muito grande. Você mesmo disse não foi, do seu jeito errado você me leva muito a sério e você não sabe o quanto eu fiquei feliz em ouvir isso. Mas eu tenho medo, um medo tão idiota por trás disso tudo. É que sabe, agora que eu estou bem, superando as coisas, tenho um medo absurdo de voltar tudo de novo. Amar demais e até mesmo amar sozinha e tudo isso só me trazer coisas ruins. Não quero isso, não quero nada de ruim entre eu e você. Por que o que nós temos, é bom, é puro, é maravilhoso da nossa forma. Da sua. Da minha. Do seu jeito de pensar, de brincar comigo, de ser tão você, de conseguir me fazer calar a boca, só querer te abraçar. Do meu jeito de pensar, de adorar suas brincadeiras, suas risadas, de ser tão eu ao seu lado, de sentir seu abraço com o corpo gritando de felicidade. E depois disso tudo, ir pra casa. Com um sorriso colado no rosto, com as bochechas doendo e mesmo assim não conseguindo tira-lo.
Eu, que sou a insegurança em pessoa, acredito em você. Com um medo, sempre ele, por trás. Mas acredito nas coisas que você me fala. Você consegue causar em mim tudo o que eu acho impossível com os outros. É só você, apenas você. E não vou te pedir pra ficar só comigo, pra namorar, noivar, casar. Não! Eu só quero que isso dure e se assim tá bom, que fique assim. Só que para. Pará de ser tão assim. Já falei, meu coração não aguenta. Daqui a pouco ele não vai resistir e não quero que ele estrague tudo de novo. Você é coisa nova, cheiro de vida, vontade de sempre. Eu apenas quero isso. Essa sensação de te ver, essa saudade, esse nervoso quando me falam que você está no mesmo lugar que eu. E te beijar. Te sentir. Te ouvir. Te olhar. Simplesmente assim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eis que chega o famoso dia-do-amigo. Vou confessar que acho uma bobeira às pessoas que só demonstram carinho, amizade e qualquer tipo de afeto por você nessa data. Vêem com falsos sorrisos, falsas felicidades e desejam falsos dia-do-amigo. Ninguém merece isso não é não?
Dia do amigo é todos os dias. É o dia que seu melhor amigo tá com um problemão e você tenta ajudar ele a achar uma saída. É naquele dia que um parente dele faleceu e você, mesmo sem saber o que dizer, dá seu ombro, braços e um corpo inteiro dispostos à abraçá-lo. Quando seu amigo está sofrendo por amor e você tem que ser sincero: dar um tapa na cara dele (com palavras ou literalmente) pra ele se tocar que aquela pessoa não é boa pra ele e que você, no seu papel de amigo sabe disso, é tentar arrumar opções pra ele chegar perto da pessoa amada, tentar conversar com o amado do amigo pra vê se consegue que eles se acertem ou então, apenas sentar e ouvir. Mesmo que você não aceite, que você não goste de tal pessoa, é apenas ouvir o seu amigo. Por que amigos estão aí pra desabafar. Falar coisas que você não falaria com mais ninguém.
Acho que se fizesse uma pesquisa, eu tenho certeza absoluta que ganharia disparado que todas as pessoas se abrem mais para os amigos do que para terapeutas. Por que são eles que estão presentes nas nossas vidas e sabem o que é ou não melhor pra nós, pro nosso bem estar, futuro e tudo mais. Eu confesso que já fiz birra, briguei, bati o pé com muitos amigos. Mas hoje em dia, eu apenas entendo. Entendo o carinho, a super proteção, quando não quer me contar algo, quando não entende o que eu quero, quando não quer que eu fale de tal pessoa. Eu entendo por que criei maturidade o suficiente pra compreender que ao contrário isso também funciona. Fico revoltada se certo amigo me conta da garota que ele gosta por que eu sei que só faz ele sofrer e isso ocorre ao contrário também.
E é assim que amigos tem que ser. Compreensíveis. Amizade vai além de tudo que a sociedade impõe. Amizades verdadeiras são irmandades, são pessoas quase do seu sangue, que te conhecem melhor do que ninguém. Isso sim, essas pessoas sim você pode encher a boca e dizer com todas as palavras que são seus/suas amigos/as. Os outros, são apenas colegas. Coleguismo de festa, coleguismo de escola/faculdade. Não passa disso. Não se tem uma abertura. Por que meus amigos de verdade sabem tudo de mim e eu sei tudo, ou quase tudo, deles. Mas que mesmo sem me contarem eu percebo, eu entendo, eu pego no ar. Ele é quase eu. É uma parte minha na vida, no corpo, nos sentimentos de outra pessoa.
A todos os amigos que passaram na minha vida eu sinto falta. Por que cada um foi especial da sua forma e é isso que me faz tanta falta hoje em dia. Mas se passou, se hoje em dia passa por mim na rua é quase indiferente, não foi amizade verdadeira correto? Aos que continuam comigo até hoje, aos que conheci em pouco tempo e que vão continuar, eu só tenho à agradecer. Agradecer aos céus, ao destino e a vida, por terem trago cada um deles. Que transformam minha vida, iluminam meu dia, me divertem, que eu posso contar pra tudo. Não só pra festinha, pra gastação e coisas do tipo. Mas que vão estar comigo independente do que acontecer e que eu estarei com eles tão independente quanto. Que todos se conservem e criem suas marcas na minha vida. Quero cada um em todos os momentos que os caminhos ainda têm a me mostrar, vão viver comigo, compartilhar comigo, sofrer, chorar, rir comigo.
Eu amo cada um de vocês e não é apenas um dia simbólico, é pra sempre.
"Que seja eterno enquanto dure e que DURE PARA SEMPRE".

domingo, 17 de julho de 2011

"Querida Julieta,

Eu não sei o que esperar do amor. Acho que nasci com uma capacidade de amar que poucas pessoas têm e como tal, poucas pessoas valorizam. Desde pequena estive propícia ao amor. Amor ao próximo, ao animal de estimação, aos brinquedos, à família. Sempre muito rodeada de amor.
Quando tive meu primeiro amor, meu primeiro amor à primeira vista, achei que jamais sentiria o que sentia naquele momento por ele. A vergonha te tê-lo por perto enquanto o coração pulsava tão forte que acho que só de me abraçarem sentiam, o sorriso no canto dos lábios toda vez que ele aparecia pra me ver, quando nos falavamos. Mas eu era ainda tão criança, tão infantil pra tal amor que eu sentia. Faltava maturidade pra saber levar e construir algo com aquilo. E foi por essa falta de maturidade que tive a minha primeira decepção. Eu brigava tanto com Deus e comigo mesma por erros banais. Por coisas que tive que ouvir sem necessidade. Sem nenhuma necessidade mesmo. Vai, eu era tão jovem. Tinha que pensar em tantas outras coisas sem ser no amor.
E lá vamos nós, tirando lições já tão nova do amor, construindo uma personalidade, crescendo e aprendendo. Não errar. Não cometer os mesmo erros novamente. Então o tempo passou e os ventos me trouxeram um novo amor à primeira vista, uma nova paixão que jurava (e tenho certeza absoluta hoje em dia) que era mais forte que antes. Tudo novo. Tudo completamente maravilhoso. O primeiro abraço. Primeiro beijo. Primeiro carinho. Tudo, tudo, tudo primeiro. Mas da mesma forma que os ventos me trazem algo, elas rapidamente mostram o quanto eu imagino demais, falo demais, penso demais, sonho alto demais. Foi um caso de amor que hoje com quase vinte primaveras eu não tive mais. Com idas-e-vindas, com brigas e reconciliações, recheadas com mais decepções ainda.
Até o dia que eu me tornei uma mulher e me toquei o quanto o amor dele me maltratava, o quanto ele me maltratava, me usava, só mostrava para todos o quanto eu me rendia quando estava perto dele. Me tornei tão mulher à ponto de saber a hora de parar. Engolir o sentimento e seguir em frente. Com lágrimas algumas vezes, com saudade em outras, mas segui em frente. Quando menos esperava, ele ainda estava presente na minha vida à ponto de me fazer chorar por horas de arrependimento de não saber dizer um "não" pra ele. E como foi difícil esquecer. Te juro minha querida que ainda tem vestígios de tal sentimento no meu coração. Ele foi daqueles tipos de amor que não voltam mais. Não acontecem duas vezes. Mas não soubemos aproveitar. Não só ele, mas eu também. Tive que aprender tantas coisas e aprendi. Tirei lições novamente e botei meu barco nesse oceano do amor. À espera sempre de algum navio para me resgatar. E o navio chegou. Não com tanta intensidade como antes, mas chegou minha cara. Da forma que não poderia acontecer, da forma que eu sempre soube desde o começo que eu amaria sozinha, que eu sofreria sozinha e que nunca, nunca daria em nada. Com tantas lições, fiz tudo do jeito que eu aprendi. Vacilava às vezes e me pegava chorando à noite por ser tão idiota de estar cometendo novamente os erros que tanto me fizeram sofrer no passado. Mas minha querida, mulher apaixonada é burra e eu estava loucamente, piamente e encantadamente apaixonada por ele. Pelo jeito. Pelo sorriso. Pela voz. Pelo andar. Me apaixonei por cada detalhe e o amava, cada dia que o via e me entristecia cada dia que ele ia embora. E por medo não demonstrei o suficiente. Não transpareci o suficiente. Com a certeza que tive desde o começo deixei ele ir embora da minha vida. Por que, já disse, não daria certo.
Agora, eu fico aqui, sonhando com quem não se deve, pensando em alguém só pra ocupar pensamentos, imaginando pessoas que não existem e não vão aparecer na minha vida. Preenchendo um espaço no coração. Um espaço nesse barco que é novo e ao mesmo tempo tão velho. Tão carente e precisando de cuidados. Ninguém sabe cuidar dele direito. Só que não é por isso que eu desistirei. Da mesma forma que você encontrou seu Romeu, seu amor tão proibido e que lutaram tanto pra ficar juntos e no final conseguiram sua eternidade juntos, eu vou encontrar o meu. Não precisa ser perfeito, ser do jeito que eu sonho, do jeito que todos esperam e nem um amor proibido. Mas que seja claro, belo, sincero esse amor. Que o meu venha da forma que me complete como ninguém, que me faça olhar pra ele todos os dias e querer uma vida e mais tantas outras que eu terei ao lado dele. Ter aquela certeza absoluta de que no final, nem que seja em um asilo, é ele que vai estar segurando minhas mãos, beijando minha testa e dizendo eu-te-amo. Eu peço tanto todos os dias para que meus caminhos sigam ao lado do destino, que os dois um dia se unam e me tragam um navio de onde não vou querer mais sair. Pra onde o vento sempre vai soprar. Que os Deuses iluminem essa pessoa que está em algum lugar esperando pro mim, para que ele saiba tudo que eu sei sobre esse encontro. Do quanto vai ser bom. E será. Por que, se Romeu e Julieta conseguiram se amar em meio a tantas coisas, eu irei conseguir também. Mas um dia. Sem "e se", sem arrependimentos e sem frustrações. Apenas luz e amor."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dear Outburst;

A noite passou tão rápido. Foi como se a cidade toda se divertisse, menos eu. Ninguém se comparava e essa minha confusão toda latejava na minha cabeça. Por quê? Por que eu tenho que esperar tanto, sonhar tanto, querer tanto? Eu não queria ter que ficar escrevendo mais só sobre uma pessoa. Mas é essa compulsão, é essa coisa que sinto-falta-de-amar-alguém que vai matando a gente por dentro. Vai causando todo esse pensamento, sonho, vontade e a realidade demora a bater...
Não acreditava mesmo que fosse ligar, era como se fosse mais uma vez aquela pessoa que fala que liga e não liga. Ok, pra quê preocupação? Não tenho nada com ele né, não é obrigação. Mas o telefone tocou, um toque apenas e retornei, não acreditando que poderia ser ele, qualquer pessoa menos ele. Quando ouvi sua voz foi quase impossível não esconder o sorriso. Mas já eram quatro horas da manhã, por que ele me ligou tão tarde? 
É claro, ele é tímido, é de peixes, típica caracteristica. Ok, estava bêbado. Eu entendo que ele olhe pro meu cunhado e lembre de mim. Eu entendo perfeitamente todas as desculpas e as vezes que falou "que vacilo". Entendo isso tudo por que, no final, ele ligou. Ele lembrou de mim, ele sentiu vontade de falar comigo. Eu até entendo ele ter fingido que ligou errado e ter pedido desculpa por ter me ligado tão tarde com medo de ter me acordado. Era a voz que eu precisava ouvir pra deitar e dormir. Sem consciência pesada, sem angústias mas sim, com uma felicidade inedescritivel.
Aquele papo todo de que "bêbado só fala a verdade" seria muito bom nessa hora, acreditar que pelo menos assim ele lembrou de mim, pensou em mim. Enquanto eu estava do outro lado, sentada, conversando e pensando tanto nele. Querendo tanto estar com ele. Já sei que quando eu o ver, isso tudo passará. Ou não. Como vou saber? Só sei que agora, eu trocaria qualquer balada, qualquer companhia, qualquer beijo sem compromisso, por ele, pela companhia dele, por curtir com ele, pelo beijo dele. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dear Outburst;

Eu sempre o achei interessante. Pronto, falei. Lembro daquela época que ele usava o cabelo mais cheio, enroladinho. Sempre achei uma graça. E agora, quem diria que estaríamos nessa hoje em dia? Ninguém. Não levariam fé o quanto eu iria mudar,ele iria mudar e que chegaríamos onde chegamos. Eu ouvi uma vez, no ano passado, em um jogo de búzios que eu iria conhecer alguém que seria muito especial pra mim próximo ao meu aniversário. Sempre achei que isso era mentira. Que isso não tinha acontecido. Mas agora, tenho lá minhas dúvidas. Já que o conheci em Outubro e faço aniversário em Novembro.
Lembro do jeitinho de vim falar comigo naquela festa. Que droga hein, ele já me deixava maluca desde aquele dia. Meus amigos quando eu falo não acreditam muito bem nos efeitos que ele causa em mim. Mas é estranho, só com ele, quando estava com ele, esquecia do outro completamente. Era como se o outro nunca tivesse existido.
Ah como eu gosto desse jeitinho pisciano de ser viu? Dessa timidez, desse jeito tão fofo, esse jeitinho de quem pouco fala e muito ouve, eu adoro falar e seriamos um par completo se ele ouvisse tudo o que eu falo. Mas perco as palavras ao seu lado, só sorrio e escuto suas histórias. Fico impressionada de como ele fala mais de si quando está do meu lado, normalmente é ao contrário sabia? Quem mais fala todas as vezes sou eu. A falante. A que quer contar tudo pra todo mundo. Que tem que se controlar pra não ser chata falando demais. Mas ele, apenas ele fala e é tão bom ser ouvinte. Ficar com aquele sorriso bobo no rosto, enquanto a voz dele acalma meu coração palpitante, acalma os pêlos de todo o meu corpo que cismam em se arrepiar na sua presença.
E olhar os olhos que ainda não sei decifrar se são verdes ou azuis, mas que são penetrantes. Uma vez eu fiquei quieta, apenas olhando e fazendo carinho nele, que perguntou:
- O que foi?
-Não foi nada. Só gosto de te olhar.
Passaria horas do meu dia apenas admirando-o, ouvindo suas loucuras, vendo seu jeitinho que me fascina, gargalhando ao seu lado. É esse jeitinho tão, tão calmo que eu queria ficar viu? Cada vez que te conheço mais, quero ficar mais tempo ao seu lado. Só que ao mesmo tempo, não quero. Eu sei, sou complicada demais e minhas vontades são piores que montanhas-russas enormes. É que sempre que penso demais em uma pessoa acabo, sem querer, criando expectativas pra ela. E sério, isso não é legal.
O bom seria se começássemos um relacionamento já sem expectativa nenhuma, viver o presente, só o presente. E é por isso que estou com tanto medo desse meu pensamento todo nele por esses dias. Ok, tem um pouco de saudade, um pouco de que não vivo sem pensar, suspirar por alguém. Mas é que as conversas tem me feito bem. Ninguém imagina o quanto eu gosto quando ele me chama de maluquinha, pode ser até por Internet, eu já fico lembrando da voz dele, daquele jeito que me olha e ri, acha graça nas minhas bobeiras, nas coisas que eu falo. E acabo lembrando dos beijos, dos carinhos, das mãos dadas, do corpo colado. Qual é, dá pra parar de ser assim? De me deixar tão fissurada em você toda vez? É bom poder confiar nele, nas nossas últimas conversas eu falei tanta coisa que acho que não tinha contado pra ninguém, criando uma amizade, uma cumplicidade. Mas não adianta baby, quando chego perto dele esqueço disso tudo.
Precisava colocar um pouco pra fora toda essa confusão em volta dele, mas não adianta. Toda vez que eu escrevo sobre ele, meu coração palpita, meu sorriso aparece. Que droga hein? E sobre os búzios, bem eu acredito sim nessas coisas. Até acredito quando leram minha mão. Que eu não daria bola pra pessoa e que depois, aos poucos ele faria eu me apaixonar por ele. Tudo bem, não acredito que seja ele a pessoa, mas dos búzios, seria muita coecidência não? Outubro, Novembro e toda essa história. Parei de pensar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dear Outburst;

Essa solidão machuca. Tá, eu admito. Eu tento o tempo todo transparecer uma pessoa durona, que aguenta tudo, que está disposta a tudo e acima de tudo, que não quer relacionamento. Mas eu sou humana, qual é. Também sinto necessidade e falta de um carinho naquela hora crucial, de um telefonema só pra ouvir uma voz, um sorriso por alguém ter aparecido de surpresa na sua casa. Ainda mais eu, a pessoa que não dura com ninguém, que nunca teve um encontro, que nunca foi ao cinema de mãos dadas.
Transpareço todos os dias para as pessoas a minha volta uma coisa que em partes eu realmente não sou. Sou sim, insegura, frágil, carente, sentimental. Sou aquela menina que chora abraçada com seu ursinho de pelúcia, sou aquela mulher que engole o choro pra não demonstrar o sentimento. Mas, no final das contas, precisa mais do que ninguém de um abraço carinhoso, de um afeto maior, de um coração apaixonado. É estranho explicar pras pessoas quando sinto saudade de alguém. Cada um me marca de uma forma tão diferente. No momento, eu me sentindo divida em quatro partes, completamente diferentes, mas que me fazem tão bem. Quer dizer, um não faz bem, nem me querendo bem.
O primeiro é aquele que você viveu a maior história de amor, a mais longa, o que sempre esteve do seu lado, te dando ombro pra chorar, pra desabafar, uma mão pra te dar carinho, pra te pertubar da forma que mais te irrita e que você adora, uma boca pra dar conselhos, pra falar palavras bonitas, pra dizer "eu-te-amo", pra te dar um beijo carinhoso na testa e um apaixonante na boca. Aquele que você sente mais falta da amizade, da cumplicidade, do relacionamento complicado, sente falta até das brigas, discussões, acusações.
O segundo é aquele que você odiava e de repente passou a amar, o brincalhão, o sorridente, o que só pensa e fala besteira, tira conclusões precipitadas das coisas que você fala e te tira do sério, que consegue te fazer gargalhar de uma forma que quase ninguém consegue, que você sabe que é cafajestem, não vale nada, mas qual é, ele tem uma parte do seu coração, querendo ou não. É o diferente de tudo, aquela pessoa que você jamais imaginou que você se envolveria tão intensamente e insanamente.
O terceiro é seu amor de infancia, aquele que você namorava de longe na época de escola e que agora, depois de tanto tempo, de tantas mudanças para ambos, se encontraram e começaram essa "relação". Nove meses nesse rolo todo. É aquele pessoa que quando você vê seu coração bate mais forte, você sente cada parte do seu corpo se arrepiando com a presença dele, que tem o beijo que mais encaixa, que mais te faz respirar fundo só de lembrar. É aquele que tem o toque que mexe com você de uma forma completamente estranha, que te faz esqueçer o mundo literalmente, te faz abandonar os amigos e só querer ele, só ele. Naquele momento com ele, você tem que aproveitar intensamente por que, sabe se lá quando o verá novamente e você sentira tudo isso de novo, vocês viverão tudo isso de novo. Mas que no fundo você sabe, que na próxima vez que vocês se verem, vocês são ficar de novo. É como um imã.
O último é aquele amor que você não consegue tirar do peito, mesmo parando de pensar 24 horas por dia nele, mesmo não chorando mais, não sofrendo mais, você sabe que no fundo, é por ele que você ainda esta apaixonada. É por ele que você sente amor, saudade maior, que você sabe o quanto está dificil abrir mão desse sentimento, desse amor que vai ser tão dificil você sentir de novo.
E assim vamos vivendo. Com toda essa confusão, essa complicação. Afinal, ser mulher não é fácil. Acredito que ser homem também não seja. Mas mulher, eu juro que é muito mais complicado quando o assunto é relacionamento, amor e afins. Complicado, complicado.