Eu te odeio garoto. Mas não é odiar de ódio não, é um odiar de raiva mesmo. Então ficaria melhor dizer que morro de raiva de você? Melhor né. Então é isso, simples e direto. Eu tenho tanta raiva das coisas que você faz comigo. Dá pra parar com essa mania de mexer comigo de uma forma inexplicável? Não tá dando mais não. Meu coração não aguenta não. Eu não aguento. Tá bom garoto, eu admito que tudo isso é mentira, por que eu adoro demais tudo isso. É tão novidade pra mim essa coisa toda que nada disso me faz mal, mesmo quase fazendo.
Eu já escrevi sobre você aqui e quantas vezes repeti que antes, só você me fazia esquecer o outro, nos momentos em que estávamos juntos. Mas pensando bem, pra que um projeto de loiro com um projeto de olhos claro, com quase 30 anos e que age como um molequinho de 10? Pra quê isso hein? Se eu posso ter você, do nosso jeito, nesse nosso relacionamento enrolado, do jeito que faz bem aos dois, se posso olhar pros seus olhos verdes e querer cada vez mais poder admira-los, se você me faz rir tanto, me faz tão feliz, até me irrita, mas é uma irritação gostosa.
Você é tudo e nem tudo. Você tem um quê de tudo que eu sempre procurei, misturado com o tipo de pessoa errada. Não temos nada sério e, não vou dizer nunca, mas uma probabilidade de termos não é muito grande. Você mesmo disse não foi, do seu jeito errado você me leva muito a sério e você não sabe o quanto eu fiquei feliz em ouvir isso. Mas eu tenho medo, um medo tão idiota por trás disso tudo. É que sabe, agora que eu estou bem, superando as coisas, tenho um medo absurdo de voltar tudo de novo. Amar demais e até mesmo amar sozinha e tudo isso só me trazer coisas ruins. Não quero isso, não quero nada de ruim entre eu e você. Por que o que nós temos, é bom, é puro, é maravilhoso da nossa forma. Da sua. Da minha. Do seu jeito de pensar, de brincar comigo, de ser tão você, de conseguir me fazer calar a boca, só querer te abraçar. Do meu jeito de pensar, de adorar suas brincadeiras, suas risadas, de ser tão eu ao seu lado, de sentir seu abraço com o corpo gritando de felicidade. E depois disso tudo, ir pra casa. Com um sorriso colado no rosto, com as bochechas doendo e mesmo assim não conseguindo tira-lo.
Eu, que sou a insegurança em pessoa, acredito em você. Com um medo, sempre ele, por trás. Mas acredito nas coisas que você me fala. Você consegue causar em mim tudo o que eu acho impossível com os outros. É só você, apenas você. E não vou te pedir pra ficar só comigo, pra namorar, noivar, casar. Não! Eu só quero que isso dure e se assim tá bom, que fique assim. Só que para. Pará de ser tão assim. Já falei, meu coração não aguenta. Daqui a pouco ele não vai resistir e não quero que ele estrague tudo de novo. Você é coisa nova, cheiro de vida, vontade de sempre. Eu apenas quero isso. Essa sensação de te ver, essa saudade, esse nervoso quando me falam que você está no mesmo lugar que eu. E te beijar. Te sentir. Te ouvir. Te olhar. Simplesmente assim.