terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aconteceu

"Oi meu amor. Aconteceu alguma coisa?"
Sim, aconteceu. Tudo o que eu não queria que acontecesse pra ser mais sincera. Aconteceu que eu me apaixonei. Droga, como eu me apaixonei. E você, tão distante, tão não-você, apenas fez eu dar um tapa na minha cara e vencer meu orgulho pra admitir isso. E eu chorei. Não pela sua patada, sua distância e um certo "quê" de indiferença. Mas chorei por olhar pro que eu estava sentindo e ter medo. Aquele medo que eu já falei aqui, medo estúpido, infantil, covarde de todo esse sentimento. Só de te ver de longe o sorriso abriu, o céu ficou mais estrelado (e estava cheio de nuvens), o coração palpitou e a barriga, droga, a barriga não me deixou em paz. Malditas borboletas que ficaram loucas naquela hora! 
Aconteceu que eu não sei virar as costas pra você. Tantos momentos que eu sabia que era pra ter te deixado, ter saído de perto, ter me tocado e não fiz. Não consigo virar as costas pra você com medo, lá vem ele de novo, medo de te perder assim. Mas qual é, por que isso? Uma coisa tão diferente pra mim e eu não estou sabendo lidar com isso tudo. Medo, sentimento, medo, medo. Até quando você brincou, ou não, sobre a colheira eu fiquei nervosa, achando que você estava me vendo como o Superman, visão de raio laser e percebendo o quanto meu corpo mudava a cada olhar, aproximação, toque. Entenda amor, eu não quero te prender a mim e nem me prender a você. Só quero um pouco do que nós somos, sempre. Compromissos nunca dão certo pra mim e nos dias de hoje, pra poucas pessoas dão. Só que doeu tanto te ver daquela forma.
Eu sempre faço promessas pra mim mesma, para todos os Santinhos possíveis,  que da próxima vez eu vou ser forte, não vou chorar. E aí eu te pergunto, quem disse que eu consigo?
Eu sou tão fraca, tão frágil, tão sensível quanto um bebê. Posso não demonstrar toda hora, mas sou. No fundo, no fundo, eu sou apenas uma mulherzinha. Uma garotinha que ainda tá aprendendo sobre sentimento e eu me sinto assim mesmo. Só que você derruba meus pensamentos, minhas promessas. Vira meu mundo de cabeça pra baixo sem precisar. Tira as forças da minha perna. Causa suor na palma das minhas mãos. Ativa um monte de borboletas que uma mulherzinha qualquer tem na sua barriga.
E eu orgulhosa como sou, não quero. Não quero admitir, não quero sentir, não quero querer! 
Com tantos motivos pra ficar feliz, leve, bem, do jeito que eu quero, eu só vejo o lado ruim da coisa. Os defeitos do relacionamento. O que PODE acontecer e não necessariamente vai acontecer. Eu procuro em pequenos detalhes um motivo pra sofrer. Só isso explica. Eu olhei o telefone, eu tive toda certeza que eu queria ter. Aquilo não foi uma prova? Não sua boba, você esquece disso. Você só quer pensar nas coisas ruins. Que coisa! Mas é que você, tão você e apenas você me traz todos os meus medos, minhas inseguranças, minhas vontades bipolares. Só não queria estragar tudo de novo entende? Mais uma vez com os meus erros e bobeiras banais. É o motivo de ter te ligado depois e passado por cima do orgulho pra me desculpar. Não quero me perder de nós. Dessa história louca, confusa, gostosa, leve e livre que nós dois compartilhamos. Quero eu, você, até quando der, quando puder, do jeito que tem que ser. Mas que no final eu me sinta feliz e satisfeita e não com lágrimas nos olhos. Desculpa desculpa desculpa de novo, sem pausas. 

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