domingo, 30 de dezembro de 2012

Ele chegou: Júpiter

Essa noite, ele veio. Veio para alinhar minha vida. Veio para alinhar nossas vidas. O céu ganhou uma nova cor. Ficou vermelho. Da cor do fogo. Da cor do sol. Da cor do amor. Ele veio abençoar a cabeça de cada pessoa que olha para cima e conversa com as estrelas. Cada pessoa que senta em sua varanda e as conta. Cada pessoa que discute o formato de uma constelação.
Olhar pro céu e admirar é ganhar sentimentos que você nunca imaginou ganhar. É sorrir lembrando daquela pessoa que um dia contou estrelas com você, é sorrir lembrando do beijo com a lua cheia brilhando no céu, é sorrir lembrando dos dias à sós, onde nenhuma luz chegava e mesmo assim vocês brilhavam. Vocês eram suas próprias estrelas. 
Se uma estrela cadente passar na noite em que ele veio, é que a sorte está a seu favor. Então peça menina. Do possível ao impossível. Pode pedir que a estrela vai tentar colocar uma flor dentro daquela pedra. Nada é impossível. Nem pra ela. Uma estrela cadente é mais do que uma pedra caindo do espaço na terra. É sinônimo de sorte. Afinal, há quanto tempo você não vê uma? Então peça. 
Se você acredita que uma estrela (ou uma pedra, como você leitor preferir) pode vim lá do céu para a terra, por que não acreditar que tudo pode acontecer? Aproveita que Júpiter veio hoje. Aproveita que esse evento espetacular não acontece todos os dias. Aproveita a sua sorte. Júpiter esta aí.  Transformando sentimentos. Fazendo casais apaixonados olharem pro céu. Fazendo as pessoas olharem pelos seus telescópios. Fazendo você perceber que tudo. Tudo. Te lembra ele.



"- Vou ver Júpiter e me lembrar de você."
ABREU, Caio Fernando.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Caro Papai Noel

Querido Papai Noel,
Estou lhe escrevendo essa carta com o intuito de explicar o porque da escolha do meu presente de natal neste ano de 2012. Não garanto que será uma carta boa se de ler mas foi escrita do fundo do meu coração para o senhor. Acho que essas pessoas que dizem que o senhor é uma lenda, que dizem que sua história na verdade é de um velhinho pedófilo, não passam de invejosos que não acreditam em nada.
Sabe Papai Noel, meu ano de dois mil e doze começou com muita esperança. Muito amor. Muita vontade de futuro. Eu achei que o "pra sempre" havia chegado. Eu nunca tive tanta certeza de futuro com uma pessoa como eu estava tendo. Só que o carnaval chegou e ninguém acredita que ele possa estragar tudo. "Época de ser feliz" diz todo o marketing e pra mim foi tempo de tristeza. 
Entre choros, tristezas e problemas, eu consegui me reerguer e seguir em frente. "É vida que segue" dizia pra mim a música do scracho. Eu fui ainda por meio ano inteira para um homem que quando caí por si, não valeu tanto a pena. É uma mania meu senhor, me apaixono sempre pelo meu oposto e me vejo depois me perguntando porque sou tão sadomasoquista com meus sentimentos e comigo mesma. Uma hora eu aprendo, gosto de pensar assim.
Depois disso, meu ano começou a melhorar. Vivi momentos bons, únicos e inesquecíveis. Acreditei que fecharia o ano pela primeira vez há algum tempo, sabendo o que eu queria. Com planos para o meu futuro, sendo apenas meu, sem ser "nosso". Encerraria meu penúltimo ano da vida de universitária com chave de ouro. Bem, isso eu consegui mas outras coisas aconteceram.
Dezembro meu senhor, é para ser o mês de celebração. O nascimento de Jesus Cristo. O final de mais um ano da vida de cada um de nós. Bem, era pra ser assim. Esse mês foi o meu mês de azar. Turbulências. Acidentes. Brigas.Poxa, é tão difícil terminar um ano que já não foi muito bom, bem? É, acho que pra mim é dificílimo. 
Com tudo isso meu caro senhor, não lhe peço nada material, eu quero receber entre o dia vinte quatro e vinte cinco, muita paz. De espírito mesmo. Para que eu ultrapasse essa fase que está acontecendo da forma mais calma que possa haver. Chega de choros por agora. Chega de problemas. Chega de tricotilomania. Chega de ansiedade pelo futuro. Eu preciso de paz. Com ela, viver dia à cada dia, com calma e de forma proveitosa.
Espero que o senhor leia esta minha carta e me ajude. Sei que a época do ano é trabalhosa e muito ocupada aí na sua terra, mas passa aqui em casa. Garanto que Rudulph vai se amarrar no meu nariz, vermelho e inchado como o dele. Como dizia a música que cantava quando era pequena: "Como é que o Papai Noel, não esquece de ninguém? Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem".
Feliz Natal!



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Par de olhos preferidos - pra sempre - único


Você nunca me decepcionou. Bem, já teve algumas coisas das quais podem ser vistas como decepção, nada muito grave. É que esse seu par de olhos de cor indefinida e que me atrai tanto, quando estavam comigo, sempre eram meus. Eu me sentia bem ao olhar pra eles. Podia ter qualquer mulher do mundo a nossa volta, mas você continuava olhando pra mim. Assim, bem lá no fundo dos meus olhos. Quando a gente brincava, se implicava, conversava ou até mesmo brigava. Seus olhos meio verdes, meio cinzas, eram meus. Naquele pouco tempo em que estávamos juntos. 
Seus pequenos detalhes eram meus. Seu jeito de sorrir quando eu te chamava de chato, sua cicatriz no lábio superior da boca, suas mãos no meu cabelo, até a forma que você tirava o meu cabelo do meu rosto pra me beijar. Isso era tudo meu. Eu podia morrer de ciúmes de você olhar pra garota que eu odeio, ou por sua amiga te abraçar, ou por eu achar que você já ficou com todas daquela festa. E você podia rir das minhas crises e jurar de pé junto que você não ficou com (todas) elas. Mas ali, você era meu.
Isso eu sinto falta. Muita falta. Porque é difícil no mundo de hoje, você estar do lado de um homem com cheiro de criança e olhar ingênuo e ele não querer apenas te levar pra cama. Nosso relacionamento, se assim podemos chamar, nunca foi baseado nisso. Você nunca me forçou a nada. Você nunca me pediu nada. Você sempre me amou. Do seu jeito meio torto, meio lento, meio lerdo mas me amou. Eu sei que amou. 
Todos os dias, que eu vejo esses projetos de homens que aparecem na minha vida para me decepcionar, eu lembro de você. Lembro e repito pra mim mesma: "Ele nunca fez isso comigo, por que mesmo nós não estamos juntos?". Tá aí, uma pergunta difícil. Por que nós dois não estamos juntos coisa chata? A gente vive precisando desse tempo afastados. Aí voltamos. Voltamos com as ligações. Voltamos com as mensagens. Voltamos com as brincadeiras. Voltamos com as implicâncias. Voltamos com as chatisses. E você, quando eu menos espero, escorre pelos meus dedos e some no mundão de novo.
Vou te confessar uma coisa: Conheci seu irmão gêmeo. Sim, irmão gêmeo. Não parecido. Bem parecido é sim, mais não nesse sentido que eu quis dizer. Vocês são bem parecidos. Em muitas coisas. Ele me faz lembrar você. Muito. Não sei se isso é bom ou ruim, porque realmente estou tentando seguir a minha vida sem ter que esperar seus surtos de bêbados para me procurar novamente. Mas, ele me faz pensar no quanto você me valorizou. Não sei se ele faria por mim tudo o que você fez e se você faria por mim tudo o que ele anda fazendo, só que você ainda é meu ponto fraco. 
Eu tenho pra mim que Eros anda sem muita criatividade e já que eu penso tanto em você e você foi tão especial pra mim, ele achou digno colocar um clone seu na minha vida. Espero que pelo menos essa brincadeira dele sirva pra você também. Que ele coloque uma garota bem parecida comigo na sua vida. Eu sei que é difícil e que você vivia repetindo que eu era única nesse mundo todo, mas espero que ela te faça feliz. Te valorize tanto quanto eu. Seja tão maluca com você, quanto eu. Você, meu par de olhos preferidos, eu nunca vou esquecer. Espero realmente que você nunca me esqueça também. Porque como disse aqui, no começo, você nunca me decepcionou. E eu te agradeço por isso. E eu te adoro por isso. E eu te admiro por isso. E eu te amo ainda, por isso.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Muito mais que amigos, muito menos que namorados




- Acho que você deveria parar de beber.
- Acho que você deveria parar de se meter na minha vida.
- Por que você anda tão ignorante comigo?
- Pelo simples fato de já está cheia da gente.
- Você sabe que eu acho que você esta errada, né?
- Tenta entender, eu nasci fadada a ficar sozinha. Nasci fadada a sempre ser trocada por alguém melhor. Fica tranquilo que já, já você arruma outra mulher que seja mais legal, mais feminina, mais vaidosa, que beba menos, que não reclame do seu cheiro de cigarro e muito menos do seu modo de se vestir. Aí, quando você achar essa garotinha, você vai me dar um belo de um pé na bunda e esquecer que eu existo.
- Você é frustrada demais com seus antigos relacionamentos. Qual o problema de aceitar que alguém se interessou por você? Que quer ficar com você? Você é tão cega a ponto de não ver que o que eu fiz por você nos últimos dias, eu nunca fiz por mulher nenhuma?
- Papo clichê. Daqui a pouco você começa a dizer que eu não sou como as outras, que eu sou diferente e blá, blá, blá. Conheço o roteiro desse filme já. Por conhecer tanto, não quero mais participar. Chega uma hora que enjoa. A gente troca de música preferida, uma hora uma banda chama mais atenção do que a que você diz ser fã número um e isso é o ser humano.
- Para de fazer o papel de louca. Você lê livros românticos, chora em filmes mela-cueca, tenho certeza que sonha com um príncipe encantado. Pra quê tanto drama e querer jogar pro alto quando tem a oportunidade de ficar com alguém?
- Você chegou a onde eu queria. Príncipe. Você não é um príncipe. Está mais para um soldado bêbado do reino que fica indo de bar em bar, procurando mulheres que se entreguem pra você por uma noite apenas. Não importa se sejam as prostitutas ou filhas da nobreza querendo uma noite de rebeldia.
- Confesso que não te vejo como uma princesa também. Olho pra você e só vejo o muro. E frio do outro lado. Não sei pra que construir tudo isso à sua volta. Nem o Muro de Berlim sobreviveu muito tempo. Quer que eu te dê um machado pra você destruir isso?
- Frio? Querido, nós somos tão diferentes e o frio aqui não sou eu. Por fora, nós dois somos calor, com uma diferença: Eu sou o Farol da Barra em pleno domingo de carnaval, enquanto você é mais uma tarde de verão na Ilha Grande. Eu sou agitação, pegação, vivendo cada momento no limite. Você é a calmaria, a natureza. Entende como não combinamos?
- Odeio suas metáforas. Qual o problema de falar abertamente que você quer viver a sua vida de solteira? Qual é. É muito fácil, eu também quero viver a minha. Não juramos fidelidade nem muito menos compromisso um com o outro. É viver o momento. Você disse isso desde o começo.
- E por não estar mais sendo isso, eu estou de saco cheio da gente.
- Não estar mais sendo?
- Não. Eu sinto ciúme, você sente ciúme. Eu não imagino te ver com outra mulher passeando no shopping na minha frente e se imagino minha vontade e bater a cabeça dessa garota qualquer na parede e dizer que ela nunca vai te conhecer como eu conheço. Isso é bom?
- É. Mostra que você está gostando de mim, que mal à nisso?
- Todo mal do mundo. Já te disse, meus relacionamentos "frustrados" como você mesmo citou não acabaram bem. Sempre que cheguei nesse ponto, levei boladas da vida. Sabe aquele pênalti que o Elano perdeu uma vez? E aquele do Neymar também? Bateram nas minhas costas. Foi aqui que aquelas bolas vieram parar. Me mostrando pra minha realidade. Frustrada. Trocada. Sozinha.
- Você não esta sozinha. Eu estou aqui. Para com essa graça toda e vem cá, deixa eu te fazer menina. Preparo um copo de café do jeito que você gosta, um cafuné e você dorme. Amanhã não se lembra dessa birra toda e a gente volta a ser o que somos todos os dias...
- Um casal estranho.
- Amigos-Que-Ficam-E-Se-Curtem estranho.
- Você está me colocando na friendzone?
- Dá pra parar de reclamar? Se eu falo que somos mais que amigos, você iria reclamar. Se falo que somos amigos, você reclama. Birrenta. Teimosa. Queen of drama. Frustrada e a garota mais linda que eu já vi.
- Ficarei calada depois disso tudo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Little Things Make Me.... Loving.



Chegou como quem não quer nada e de repente, levou tudo. Minha música preferida, uma trilha sonora, sorrisos, pensamentos e contradição com a minha própria frase. É que aos poucos a gente foi se conquistando. Eu no começo, só queria saber quem tinha feito um gol, você no entanto só me olhava de longe e me dava pequenos "oi".
Quando eu vi, já estava tão na sua que meia dúzia de álcool não me controlaram. Do beijo veio o abraço, veio as mãos dadas, veio o carinho, veio o apego, veio tudo que não deveria vim. Porque eu mesma, pedi pra nada disso acontecer. Que irônia não?
É que eu comecei a gostar de você. Das suas pequenas coisas. Como o seu abraço. Eu me sinto tão segura dentro dele. Querendo que o mundo pare pra eu aproveitar um pouco mais. Os seus olhares. Ôh, como eu gosto. Alguns bem indiscretos e até deles eu gosto. Mas os olhares de ciúme, de cuidado, olhar pra trás pra olhar mais uma vez. As piscadas de olho. O modo como você segura a minha mão e acaricia. Os seus carinhos, como você gosta do meu cafuné.
Os beijos disfarçados na bochecha procurando a boca. As implicâncias, as mordidas. Quando eu te bato e você fala que vai revidar. Quando você tenta me derrubar e eu peço pra você não fazer isso. O jeito que a gente joga indireta um pro outro, sempre disfarçadamente. Nós dois na verdade, tentamos esconder nós mesmos. Mas, não dá. Qualquer um que passar, até do outro lado da rua e olhar pra gente, vai ver que acontece alguma coisa.
Você me atura falando das bandas que eu gosto e nem reclama, eu aturo você com seus pagodes e seus funks que só você conhece. A gente conversa como dois amigos e quando a gente dá por si, estamos nos olhando de uma forma diferente. É que nós somos mais que amigos. Somos uma coisa pequenininha que tentamos esconder.
É que a química é boa, a amizade melhor ainda, o sorriso incomparável. Eu já reparei que mudo na sua presença. Disso ainda não consegui fugir. Porém controlo com todas as minhas forças o furacão que ocorre dentro de mim quando você se aproxima. Peço encarecidamente para meu corpo não explodir e me fazer ficar vermelha do seu lado.
Não queria que tudo isso escapulisse da minha boca assim, dessa forma. É que garoto, tá difícil esconder você não acha? Eu já sou a sua namorada e você já é o meu namorado. Para os nossos amigos. Para as pessoas à nossa volta. Apenas somos cabeças dura demais pra admitir. Enquanto você no fundo gosta disso, eu grito para o mundo que não temos nada e somos apenas bons amigos.
E assim, a gente vive. Cada um do seu lado. Gostando. Com nossas pequenas coisas que só a gente sabe. Com as conversas que fica entre a gente. Com nossos xingamentos. Com nossas demonstrações de afeto subentendida. Nós estamos aqui. Você está aqui. E eu, estou brigando com o fato dessas suas coisas me fazerem tão feliz. 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Príncipe inexistente


Acho que já está mais do que na hora de admitir, confessar e assumir que idealizo um príncipe. Sim, um príncipe e explicarei porque o chamarei assim: É uma pessoa que não existe. Apenas um conto de fadas fajuto para enganar pobres criancinhas. É uma mentira de um filme, de um livro. Por mais que eu tente, com todas as minhas forças, esconder meu lado romântica, às vezes é difícil não ficar irritada por ter sido enganada por minhas tolas expectativas românticas. 
Eros me enganou. José de Alencar me enganou. A Disney me enganou. E Ed Sheeran construiu em mim, coisas das quais eu não quero esperar. Nesse momento de confissão romântica, a única pessoa que sempre me mostrou a realidade e me incentivou (tudo bem, algumas vezes incentivou para o lado errado) foi o Sr. Cuervo. Ele foi um bom amigo todas as vezes que via que estava errada sobre ter encontrado esse maldito príncipe.
Acontece que eu espero por um Homem, com H maiúsculo mesmo. Uma pessoa que se apaixone por mim do jeito que eu sou e depois não queira me mudar, afinal de contas ele se apaixonou por mim dessa forma. Que entenda minhas manias, fobias e agonias e não faça disso motivos para brigas. Que entenda que às vezes eu preciso sentar em um bar na esquina (como um menino mesmo) e conversar sobre futebol e luta com meus amigos homens. Que me sequestre para uma viagem romântica ou apenas para um passeio especial. Que faça questão de ouvir minhas músicas preferidas para cantar alto dentro do carro comigo. Que ao levar trabalho/estudo para casa, deixe isso um tempinho de lado para ver Bob Esponja ao meu lado. Que entenda meu choro quando o Wall-E quase morre, porque o amor dele e da Eva é lindo. É puro. É verdadeiro. Como o nosso!
Que ele me leve para a praia em uma noite de lua cheia e assim como eu, peça a proteção dela para nós. Que me mande cartas, esconda bilhetes, mande flores, uma simples mensagem, recite uma música e ligue só para ouvir minha voz antes de dormir. E por fim, quero um homem que compreenda a minha alegria, tristeza, ansiedade, nervoso por uma coisa tão simples: Uma banda predileta. E mesmo não curtindo, vá ao um show comigo e fique feliz apenas com o fato de que eu estou plena, ali. Curtindo tudo ao lado dele. Entende agora? Esse homem não existe. 
E nessa de procurar procurar príncipes, só encontro é pessoas com fantasia alugada e coroa do Burguer King. Só encontro problema ao invés de uma solução matemática simples, onde 1+1=2. Toda a minha criação romântica literária para o meu príncipe, se transforma em um menino na minha frente que merece mais um tratamento psicológico do que sentar no trono ao meu lado e reinar um Império.
Eu tenho que encarar que tenho uma alma com um "quê" de Dom Casmurro. Nasci para ser romântica mas vivo relacionamentos frustados. Enquanto isso, vou vivendo essa vida mentirosa de passarinho fugindo de uma gaiola e principalmente dos loucos que Eros tira do manicômio e insiste em colocar na minha vida.

domingo, 7 de outubro de 2012

Sofá


Mais um dia amanhece. Abro os olhos e a primeira que vejo é o reflexo do sol na parede branca desse quarto. Resolvo mudar de posição e dou de cara com você. Em um porta-retrato, nos tempos em que éramos felizes. A saudade que bate, não sei explicar, mais é que eu estava precisando agora de você fora desse porta-retrato e corpo a corpo comigo, embaixo desse lençol. Sentir o seu cheiro de bebê e entranhar meus dedos em seus cabelos, é a melhor forma que vejo de acordar. Mas você não está aqui. Eu não sou mais você. Levanto e vou direto para o banho lavar qualquer lembrança com água-fria, depois me olho no espelho por mais cinco minutos antes de começar a tirar a barba. É que não tem mais graça tê-la sem você para acariciar e dizer o quanto gosta de mim barbado. Lembro da vez que você fez a cara mais fofa ao quase implorar para eu não tirá-la; quase corto meu rosto. Vou até a cozinha e preparo um suco de manga, porque maracujá é coisa sua. Pra acalmar o coração, você dizia. E sinto uma tremenda falta da sua mania de queimar o pão na chapa e comê-lo queimado com geleia de framboesa. Meu estômago revira. É melhor sair sem comer nada. Até o cachorro sente a sua falta, ele nunca mais foi tão alegre depois que você partiu. Agora ele mal levanta a cabeça quando dou bom dia.
Sento no sofá e crio coragem para ir trabalhar mais um dia. Hoje completa 305 dias que a minha pequena arrumou suas coisas e foi embora. Ela disse que estava difícil conviver comigo. Que nosso amor havia esfriado e não passávamos de dois estranhos dividindo o mesmo teto. Que minha profissão, sua profissão, não encaixavam horários e ela passava a maior parte do tempo sozinha. O que eu posso fazer? Eu resolvi salvar vidas pelo mundo, enquanto você prefere se enfiar em uma sala com milhares de homens e andar com uma arma na cintura. E quando eu estava em casa, você estava engolindo livros e mais livros de direito enquanto eu só queria você aquecendo o lado esquerdo do meu peito. A culpa não foi toda minha, nem sua, nem da vida, nem do cachorro. Acontece que acima do nosso amor, a gente nunca deveria estar junto. O que começou errado, sempre será errado. Mais ou menos assim. Eu só queria uma companhia pra fumar, enquanto você só queria sentar. Naquele momento a gente deveria ter percebido que nunca deveríamos levar a frente o que estava acontecendo ali. 
Agora eu sinto até falta da sua mania de cantar alto no banheiro as suas músicas e eu gritar que você nunca vai conseguir falar rápido igual ao Ed Sheeran nas músicas e que as canções do John Mayer me deixam depressivo. E quando você escondia meus discos do Slipknot porque você detestava que eu escutasse no último volume, mas eu adorava sua cara de nojo e fazia de implicância mesmo. 
Pequena princesa de um metro e meio, eu só quero que você volte. Estou aqui deitado no nosso sofá, falando comigo mesmo, lembrando das nossas coisas e querendo você aqui. Sendo certo ou errado. Com distância ou sem distância. Com Ed Sheeran ou John Mayer. Com viagens a Londres, Brasília ou apenas uma volta na praia da Barra. Eu não tenho nem forças para pegar o celular e te ligar. Eu não ligo se você é um pequeno passarinho que sua única jaula é seu trabalho. Eu preciso de você! O cachorro também. Vem pro nosso sofá e me ajuda a ter forças pra voltar ao trabalho.

domingo, 9 de setembro de 2012

Em uma festa qualquer, sempre você


E então ele estava lá. Com a mesma cara de sempre. Mesma barba por fazer. Mesma cara de mau pra esconder o coração puro. Lá estava ele e lá estávamos nós, mais uma vez nos esbarrando pelas festas. Entre bebidas, pegações e música alta. Estávamos nós no mesmo lugar e em planetas diferentes. 
Ele é da classe dos ricos e eu tô mais pra classe de quem não sabe o que quer da vida. Enquanto ele já tem seu carro, seu dinheiro, cara de filhinho de papai e charme de quem corre atrás do seu, eu ainda nem sei o que quero ser quando crescer. E eu já cresci. É que simplesmente meu leque de opções me faz ter muitas dúvidas.
E ali vai ele, passando e atraindo olhares de todas as mulheres da festa porque definitivamente, ele é bonito. Sinto uma enorme vontade toda vez que o vejo de colocá-lo em meus braços e acariciar seu rosto enquanto canto uma música doce. É que não adianta, pra mim ele é apenas mais uma criança precisando de proteção e toda essa pose é mera pose.
Devo confessar que fico confusa e não acredito no meu potencial quando por algum motivo cruzamos olhares. Não foi pra mim que ele olhou, tenho certeza. É que a garota ao lado tem mais peitos que eu, a outra ali é a loira mais linda que eu já vi. O que ele veria em mim? Nós somos de planetas diferentes. Já falei sobre isso. Eu sou aquela que anda com meninos, fala o que pensa, fala palavrão e o que me faz ter certeza que não é pra mim o olhar é o fato de todas as outras parecerem mais femininas que eu.
Gosto de me cuidar, me vestir bem, só não sei ser menininha o tempo todo. Na verdade, sou um menino de salto. E a outra ali do lado transparece que vai ao salão no mínimo 3 vezes na semana, fala com jeito fofo e meigo e não passa de uma garotinha mimada.
Mas, ele chama atenção. Ele tem minha atenção. Meu olhar. Minha pulsação acelerada. Se ele me pedir desculpas mais uma vez eu juro que agarro Eros pelo pescoço e o obrigo a flechar esse senhor educadinho. Eu aprendo a tocar violão, faço serenata, dou a lua em troca de um carinho dele e mesmo assim, ele ainda não vai me enxergar. Não é exagero, é aquele esquema: Areia demais pro meu pequeno e humilde caminhãozinho. E seus olhos ainda não conheceram os meus direito. E o seu corpo ainda não conhece o meu toque. E esse maluco tentando puxar assunto comigo ainda não percebeu que ele não é você.
Por favor, ao sair, cuidado. Cuidado porque minha respiração e coração vão te seguir. Elas voltaram para mim depois, só que nessa mesma hora, na semana que vem, em uma outra festa qualquer, eles estarão aqui a sua espera. Torcendo pra você me agradecer por ajudar você a pegar um copo no bar, ou esbarrar mais uma vez em mim e me pedir desculpas. 
É que nesses pequenos momentos, eu e você pertencemos a um planeta só. Depois que você for embora, eu estarei aqui sonhando com você em cima de um cavalo branco vindo me resgatar dessas festas fuleiras com chatos e loucos. Porque você é isso. O meu príncipe encantado. Alguém que nunca vai aparecer realmente na minha vida. É apenas sonho e imaginação. E a realidade tá um pouco distante agora.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Norte e Sul


Eu já estou cansada. Sim, vou começar exatamente assim. Estou exausta dessa diferença de fuso horário. No início era tudo tão bom. Levamos numa boa essa "coisa" de você ser norte e eu ser sul. Vamos ser amigos, combinamos, assim ninguém se machuca. O que não esperávamos era que a atração iria aparecer no ar e atrapalhar todo o plano. E em meio a boa noite enquanto aqui ainda era dia, mensagens enquanto já era madrugada pra você, algo maior aconteceu. 
É que os nossos papos na internet se encaixavam e nossas vozes no skype era a calmaria de outros problemas. E aí, não deu mais. O dia do nosso encontro chegou. E me faltou discrição e sobrou vontade, porque o beijo que eu te dei... Amigo, até quem estava de costas entendeu: Você estava mexendo comigo. Você me fez pular todo o nosso roteiro de amizade e querer cada vez mais você além do possível. 
E a partir daí tudo foi se desencadeando. Eu me entreguei em seus braços ao mesmo tempo em que você escorria pelos meus dedos sem eu ao menos perceber. Nós tínhamos tudo para ser um casal-modelo. Ou um casal estranho como Louis e Clark. Fica a seu critério. Só que preferimos estragar tudo antes de começar esse "Era uma vez". Entenda, você é meu norte e eu sou seu sul e nessa distância a cultura acaba influenciando uma hora.
Nossas cabeças passaram da fase de pensar iguais e começaram a se estranhar. E seus olhos castanhos claros pararam de brilhar pra mim e encontraram um novo foco. É garoto, você encontrou uma nova garota. Uma garota do Norte. E eu ficava aqui da minha terra onde o sol brilha, me perguntando o que ela tinha que eu não podia te oferecer? Até que cheguei a uma conclusão: Ela não tinha nada. Porque eu sou o seu sul e você é o meu norte. Só que em meio a tanta neve aí da sua cidade, foi difícil você enxergar que estava estragando tudo. E quando menos esperava, faltou respostas nas mensagens e sorrisos na imagem.
A coisa toda já tinha sido feita e voltar ao plano inicial seria complicado. Agora você era muito mais do que meu norte e eu muita mais do que seu sul. E não tínhamos percebido ainda que antes essa ideia de bússola não existia. Era apenas nós dois. Norte e Sul. Sem Leste e Oeste. Só que agora eles estavam atrapalhando a nossa linha. 
Só que você quer saber o que eu acho? Nós somos de Américas diferentes, somos completamente diferente e inteiramente iguais. E eu te aceito, te aceito com tudo isso. Nossas diferenças não são lá essas coisas. É que você tem leite, bacon, ovo e panquecas no café da manhã, enquanto um pão, manteiga e café pra mim já está ótimo. E eu daqui sinto um calor de quarenta graus absurdo e você daí sofre com toda a neve que te impede às vezes de sair de casa. E que enquanto eu estou indo pra balada, você está no seu happy hour e quando eu volto você ainda está saindo de casa pra ir beber com os seus amigos. 
Qual é. Eu sou muito mais do que um sul pra você e você é muito mais que um norte pra mim. Nós somos uma direção inteira de muita coisa que tem pra acontecer se cedermos no meio do caminho. E eu já cansei de brigar. Já cansei de ser durona. Porque no fundo, no fundo, eu só quero o meu grande e ao mesmo tempo pequeno norte. E não começa com essa ideia desse seu seriado preferido ainda por que eu juro que da pra mirar e jogar uma bomba na sua cabeça. Ok, brincadeira. Agora para de graça e vem aqui falar comigo, me pega de volta e espanta esse Leste e Oeste que estão atrapalhando tudo. 


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Sapo vs Príncipe


O que está acontecendo com você? Odeio esses seus surtos de personalidade. Você não combina com essas atitudes de príncipe. Querido você é um sapo. Literalmente um sapo, já que até na lagoa você mora. Só que você não é um sapo qualquer, eu sei que no fundo tem escondido por trás desse seu grande apetite por insetos (algumas vezes peixes e até alguns mamíferos), tem esse seu lado príncipe. Acontece que você às vezes parece ter medo de deixar isso transparecer, na verdade, quando você quer se transformar em algo melhor do que um sapo, na maioria das vezes eu só vejo um touro na minha frente. Aquele que tem toda a força do mundo, raiva e medo do toureiro. O toureiro nesse caso seria o amor.
Mas, voltando a falar da sua crise de personalidade, o que tem acontecido com você? Eu ando assustada. Juro! Você sabe, coisas ruins me aconteceram ultimamente e cara, que apoio é esse que você tem me dado? É surpreendente esse jeito com que você tem me tratado. É mensagens de bom dia, é ligações pra saber como eu estou, é carinho, é amor. Qual foi, eu não estou acostumada com isso. Eu prefiro você como um sapo mesmo. Esse príncipe me assusta. Porque não consigo olhar pra você e me deparar com alguém tão prestativo, carinhoso e amoroso.
Eu gosto das nossas brigas, das nossas implicâncias, das mordidas, dos apertos, dos abraços sem jeito, dos beijos com mais tesão do que amor. Você é chato. Você tem que ser chato. Não me mandar mensagem com pedaço de música das bandas que eu gosto, não, não faça isso. Você não tem que me ajudar e me aconselhar com outros homens. Tudo bem, sempre fizemos isso, mais qual é... Você tem me pedido pra perdoar e não ignorar. Desde quando você me fala uma coisa dessas?
Seu jeito sapo sempre foi o que mais me atraiu em você. Porque você era sempre desligado do mundo dos sentimentos. Tinha lá seus momentos de carinho, mas sempre, sempre um belo de um sapinho. Agora, eu fico aqui esperando o momento que você vai aparecer em um cavalo branco, vestindo uma linda roupa de príncipe e dizer que veio me buscar pra vivermos felizes para sempre no seu castelo. Não amigo! Toda vez que imagino isso, eu me vejo te dando um tapa na cara ou batendo a sua cabeça na parede.
Vou te pedir com todo o carinho do mundo: Toma vergonha nessa cara! Você não nasceu pra ser príncipe. Não é que eu não goste dessas suas atitudes, não, eu até gosto. Mas eu sinto falta amor, eu sinto falta do amigo mais sem vergonha que eu tenho, do cara que mais fala besteira perto de mim e principalmente da forma como você fala das mulheres da sua vida. Não está ainda na hora de você mudar. Longe disso. Você é jovem, bonito, arrumou seu emprego, mudou de carro, mudou de vida e com certeza vai ser um maravilhoso engenheiro aí. Só que eu não consigo me acostumar com seus carinhos e amores para todos os cantos, em todos os momentos. Porque se eu me acostumar, babou tudo moreno. Nunca mais vou querer outra vida. Então, se decide. Ou você é aquele meu sapo de sempre ou você é esse príncipe que você tem sido. Porque ficar numa incógnita, não dá. Ou você me ama ou você só me quer como amiga. Se decide aí. 

PS: Como príncipe ou sapo, como você quiser, enquanto termina de ler isso, vem correndo pra cá. Está frio e estou com saudade. Das brincadeiras e das risadas. Do papo e do cheiro. Do cafuné e do seu sorriso. Do seu cheiro e da sua personalidade, que mesmo em crise eu adoro. Adoro. E adoro.

domingo, 1 de julho de 2012

One Thing

O você estava dizendo mesmo? Não estava prestando atenção, sua beleza me hipnotiza. Babaca! Eu estou falando sério! Não dá mais. A gente não dá certo. E quando foi que você chegou a essa conclusão? Desde quando você veio puxar aquele papo furado comigo até o momento que reparei que você fica me observando de longe. É que não dá pra ficar no mesmo ambiente que você sem te olhar. Seu corpo pede olhares, os provoca na verdade, e o seu sorriso... Deus! É pra venerar. Para com isso. Você não escutou nada do que eu falei até agora? Eu adoro a forma que você vira os olhos e bate o pé quando está bravinha. Eu não estou bravinha, estou dando um fim pra gente. Mais um? Esse é definitivo. E desde quando existe alguma coisa definitiva na sua vida? Até mesmo eu não sou. Você sempre fica nessa de ir e voltar. Então você não acredita em mim? Para de chorar, você não nasceu pra fazer esse drama todo, além do mais, seus olhos são muito bonitos pra essas lágrimas. 
Então, deixa eu terminar com você. Não. Por que não? Porque você cismou com isso e desde o primeiro dia que nos beijamos eu jurei pros céus que queria esse beijo até quando desse e eu pudesse. Mas você não pode mais! Saí garoto, para com isso, não vou te abraçar. Você não se incomoda de ficar comigo só quando eu quero? Não se cansa desse romance semi-escondido que eu traço pra nós dois? Não. Você tem uma coisa, uma coisa que não sei explicar. Eu sei que no fundo mesmo você levantando muralhas ao nosso redor, você apenas se importa demais. Comigo, com você, com a gente. Você não vai aceitar mesmo que eu termine com você? Eu já cansei dos seus olhares, piscadas e abraços. É, eu sei. Só que quando ninguém mais te completar, é pra esse abraço que você vai voltar. Está errado. Estou mesmo? Porque pelas minhas contas essa é a oitava vez que você termina comigo, e o que acontece depois?
 Você está apaixonado por mim não é? É por isso que não quer aceitar que eu não te quero mais. Sim, estou. Eu te avisei pra isso não acontecer. E eu me apaixonei exatamente por isso. Agora vem cá, já falamos demais. Nada melhor pra uma boca seca do que um beijo apaixonado. Para de ser durona, de fingir para você e pra todos que você é fria. Você não é. Se conforme e se assume de verdade. Por que você acha que me conhece demais? Exatamente por conhecer. Por trás desse bico, tem uma menininha. Vamos aos fatos, você gosta de mim e eu não quero mais nada, qual o seu objetivo em não aceitar o nosso fim que eu estou impondo? Fazer você falar que no fundo também está apaixonada por mim seria uma boa ideia. Isso nunca vai acontecer! Meio caminho andado, mulher quando fala isso já é basicamente uma afirmação. 
Tudo bem, eu desisto. Desisto de tentar terminar com você. Pra tudo você vem com respostas. Desculpas. Você venceu. Tá vendo. Tudo isso pra não admitir seus sentimentos. Agora vamos, essa sua birra só está atrasando a melhor parte do meu dia: Desvendar seu corpo. Bem naquele estilo John Mayer em "Your body is wonderland". Careta.

domingo, 24 de junho de 2012

Me leva embora.



Eu ando te pedindo algo tão simples: Me leve embora. Eu tô querendo dar um tempo de mim. Um tempo das pessoas ao meu redor. Um tempo de más lembranças, das nossas más lembranças. Me leve pra onde Eros não possa nos achar, onde Afrodite não inveje a nossa beleza, porque juntos meu amor, brilhamos. O nosso brilho passa do alto do Monte Olimpo e acabamos chamando atenção demais. Me leve pra onde eu não escute mais o choro de Perséfone, porque eu entendo ela e fico triste por ela. Eu sei que fiz uma grande bagunça na nossa relação. Olho pra tudo isso e não sei explicar porque, onde e como chegamos a essa situação toda. 
Me leve pra passear, quem sabe em Machu Picchu a gente finalmente se encontre de uma vez por todas, quem sabe em Delfos o oráculo nos convença que nascemos um pro outro e que somos cabeças dura demais. Porque minha vontade nesse momento é apenas fugir para o Jardim das Hespérides e viver com o dragão, esperando que ele consiga aquecer o frio que você deixou no meu coração. Você sabe, ou não, que sempre foi meu ponto fraco. Pode se sentir o calcanhar de Aquiles, mas, sim, você sempre foi o que me enfraquece. Perto de você, eu entro em combustão, eu sinto tantas coisas ao mesmo tempo, minha alma saí do meu corpo e flutua mundo à fora. Agora longe moreno, longe as coisas ficam realmente brabas. É uma solidão sem fim. Sem descrição. 
A melhor visão que eu tenho, é você abrindo os braços, me dando aquele abraço sem igual e dizendo o quanto sentiu saudade da sua braquela. E observar sua boca, daquele formato perfeito, aqueles seus dentes tão brancos que você poderia estar fazendo um comercial da colgate, é a minha droga perfeita. O tempo tem ajudando tanto você, eu olho pra você e não consigo mais lembrar daquele menininho que eu avistava de longe. Eu vejo hoje um homem. Um homem dedicado, galinha, estudioso, cachorro, carinhoso. Você cresceu e digo, cresceu em músculos também... Longo suspiro. Quando você me puxa e cola o meu corpo ao seu, eu perco o ar grandão. Você não precisa de muita coisa pra me fazer chegar naquele ponto sabe? Basta um simples cheiro no meu pescoço e eu perco as forças. Touro e Escorpião, aquela atração fatal, eu e você. 
E os seus olhos, meu amigo, os seus olhos me fascinam. Se eu tivesse que escolher como passar a eternidade, eu escolheria olhar para eles. Porque eles tem aquela cor que eu gosto e transmitem uma paz misturada com um certo ar de mistério. Quando você me olha com ternura, eu sinto calafrios, agora, quando eu não sei decifrar o seu olhar, eu acho que vou enlouquecer. Sei que no fundo, seus olhos apenas tentam demonstrar seus sentimentos, coisa que você não é capaz de fazer. Não estou reclamando, nem te julgando. Sei que as coisas dão muito errado quando demonstramos demais o que sentimos e só eu sei tudo que nós já passamos. Só que, acredite, eu ainda quero passar muito tempo com esse seu mistério e seu ar de Don Juan e seu cabelo bagunçado e seu corpo com cheiro de praia e seu sorriso e ainda, muito mais com seus olhos. Só me leva embora daqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Faltam palavras, sobram sorrisos

Eu já conheço essa história. É aquela básica história onde você já sabem quem vai ser os produtores, os diretores, como vai ser o roteiro, quem serão os atores e até os spoilers que sera divulgado pra galera. Eu estou ciente de tudo isso. Já passei por isso. E quando você acha que uma coisa nunca mais vai acontecer de novo na sua vida... Bingo! Vem um um sorriso e desmonta tudo o que você estava acreditando.
Te ver de novo, foi acreditar que nada mudou. Realmente, nada mudou. Você continua o mesmo, o mesmo homem com ar de criança. Eu no entanto, mudei um pouco. A vida mais uma vez me deu uma rasteira e me fez voltar pro meu plebeu favorito. Não por falta de opções e sim, por escolha e destino. Quando seus braços me envolveram e eu me senti de novo abraçando uma muralha, eu sorri. Acredite, eu sorri. Porque mesmo sendo impenetrável, é dessa muralha que eu gosto. Que eu preciso. Que me faz um bem tão bem que ninguém imagina ou pensa que pode entender.
Eu explico melhor: É aquele par de olhos que meu coração gosta. É pra'quele abraço que meu corpo precisou voltar. O sorriso de canto de boca que ainda não vi melhor. Sabe, quando o conto de fadas acaba e você volta pra realidade, é aí que você vê que nunca deveria ter saído dela. Qual é, você sabe lidar melhor com a realidade do que com esse projeto de conto de fadas que você sempre inventa. E garoto, vou te contar; Você consegue fazer a minha vida ser melhor. Porque eu posso ficar com outros homens e prefiro nem imaginar que você fique com outras mulheres. E não é por sentimentalismo não, é que o escorpião dentro de mim grita de ciúme e possessividade. 
A nossa história dá certo, do jeito que tem que dá. Sem muito esforço, sem muito desespero, sem muito choro. Tudo bem, eu já chorei. Mais é que às vezes, aqueles dias de mulherzinha chorona bate aqui na porta e não dá pra segurar. Ela saí quebrando tudo por dentro. Mas, acredite, depois eu fico rindo dessa choradeira toda. Não existe necessidade pra isso. Porque é só você chegar, me abraçar e me dar aquele beijinho que eu me desmonto toda. E aí amigo, as palavras faltam e nada supera o meu sorriso. Um sorriso que pode ser traduzido em apenas uma coisa: Ele está aqui. Por ora, mas está. Nesse pequeno, breve espaço de tempo, eu sou dele. Ele é meu. Amanhã, quem sabe o que virá. O que importa é o agora. Não precisamos de muito. Já fizemos muito. Eu já provei muitas coisas e você também. E se nada der certo com "outros alguéns", a gente volta pro abraço, pro beijo, pro sorriso e tá tudo certo. O que importa é o sorriso. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Plebeu



E se você me ver sorrindo a toa por aí, não estranhe. Aquele sorriso mais idiota do mundo voltou. E não foi por querer não. Ele voltou sem controle algum, é difícil querer domar um leão que vive na floresta não é? Então, é mais ou menos assim. Não consigo controlar esse maldito sorrisinho. E toda vez que me pego acordando sorrindo, eu sei, é sinônimo de que vai dar mer.... Coisa muito ruim por aí. Não que esse menino seja coisa ruim, pelo o contrário. É só que. Eu não sei explicar isso tudo. Acho que se ele admitisse que fez amarração do amor e colocou meu nome, seria a explicação mais cabível nessa história toda.
Esse menino, olha.... Mexe demais com as estruturas do meu palácio, do meu reino e de toda a construção que ando e andei fazendo. Eu achei que tinha encontrado o meu príncipe, que o beijo tinha me despertado pra uma nova vida. Que agora, agora sim, eu seria uma princesa completa. Mas o conto de fadas não é verdadeiro. Os irmãos Grimm já tinham falado sobre isso. Só que eu, sozinha, com medo, assustada, me deixei levar por um buquê de flores, meia dúzia de palavras e carinhos. Só que não adianta, é os plebeus que a mulherada gosta. Eu realmente amei aquele príncipe e fiquei sem chão, em pedaços quando ele se foi. Só que na primeira aparição do plebeu, meu coração quase saltou pela boca. Fui embora daquele baile de gala, porque se eu chegasse perto do plebeu, eu não resistiria.
Qual é, vai me dá um desconto. É quase impossível não sorrir imaginando ele de padrinho no casamento da irmã, ou quando ele resolve me mandar mensagem às 5 horas da manhã de uma sexta-feira depois que já bebeu algumas. Pra ele, eu aceito sem restrições contratuais, ser a mulher do fim de noite. Porque é pra ele que eu quero ligar no final da noite, quando a balada foi chata, quando alguma coisa me lembra dele. E não me importo se ele briga comigo por isso, eu adoro aquela mania de implicar com tudo que eu faço que ele tem. Ou seu jeito sutil de responder minhas mensagens. Ou sua brincadeira que no fundo é ciúme.
Por mais que eu saiba que tenho essa mania de querer esquecer alguns amores, revivendo outros antigos, eu sei que não está sendo bem assim. O que tínhamos antes, nada mais era do que uma história mal resolvida. Uma história que fazia bem sem estresses. Se fosse diferente, acho que não seria tão bom. E agora, vai ser diferente? Todos nós mudamos, um dia após o outro, um pensamento, uma forma de agir. Eu mudei, ele pode ter mudado, o mundo mudou e agora; vai, deixa acontecer. O que importa é saber que vou olhar para aqueles olhos que eu tanto gosto novamente e ver ternura. Importa mesmo é saber que aquele sorriso de canto de lábio vai ser pra mim de novo. E que esse meu sorriso, é bom, prazeroso, não machuca, não incomoda e não me prende.  

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Minha consciência manda....

Desliguei o telefone. Droga, eu deveria ter falado o que queria desde ontem. Pensa garota, pensa. Quando essa vontade de falar aparece, tem que seguir em frente, se você der sinal vermelho, já era, nunca mais acontece. Tudo bem, vou ligar de novo. É, tá chamando. Meleca, já se passaram dez minutos, deve ter caído no sono. Dois minutos depois o celular vibra. É agora minha filha, vai:
- Oi minha flor, me ligou? É que eu estava no elevador e ia acabar caindo a ligação.
Ele e sempre uma história sobre não me atender.
- Liguei sim, já entrou em casa?
Que pergunta tosca hein, tenta puxar assunto de outra forma.
- Sim, estou até deitado já. Mas, me fala, o que houve?
- Queria falar uma coisa, mais deixa pra lá, vou te atrapalhar!
Oh anta, atrapalhar? Você está pensando que ele está fazendo o quê garota?
- Que me atrapalhar nada. Fala aí.
É, fala logo! Você me dá nos nervos. Não me tranca dentro de você. Bota logo isso pra fora.
- Não. É que.... Bem, te liguei pra te falar uma coisa, bem, eu sou meio fechada e quando a vontade de falar aparece, tenho que colocar pra fora.
Ei, medo, o que você está fazendo aqui? Saí logo, você sempre estraga tudo. Dá uma trégua... Isso, valeu aí.
- Também sou fechado, mais quero ouvir.
Vai, respira. Um, dois, três...
- É que, adoro quando você me liga, demonstra que você sente vontade de falar comigo. Gosto disso.
Mentira. Você não disse só isso né? Disse mesmo? Fala logo garota. Fala o que você queria falar, que na verdade seria: "Olha, eu sou muito carente e adoro quando me dão atenção. Eu acho irônico e estranho tudo que está acontecendo. Você é simplesmente meu ex-namorado em outra pessoa, é isso. A gente nunca daria certo. Por que olha, nos damos muito bem por telefone por que quando estou falando com você, eu me sinto bem. Me sinto falando com aquele moreno marrento que eu ainda sou apaixonada. E qual foi amigo, vocês dois tem a mesma profissão, o mesmo modo de falar, as mesmas manias e até gostar de correr vocês dois gostam. Os dois me empurram pra academia, pro jiu-jitsu. Não que você não seja um cara legal, você é. Só que ando com meus dois pés atrás e mais vinte e dois pés, contando os Deuses do Olimpo, e isso é sério. Não consigo achar um motivo pra tanta boa intenção. Eu entendo, você pode ter tentado me conquistar de outra maneira, mais a vida foi bastante engraçada né? Se tudo acontecesse de outra forma, a essa hora eu já estaria encantada por você. Eu juro! Mas não é a verdade. Eu estou lisonjeada pela sua atenção, pela forma que você anda me tratando, juro que me faz bem. Mais, não dá mais. Liguei só pra dizer que não dá mais pra conviver, pra viver isso. Obrigada, mas; Tchau!"
- Vou te ligar de um em um minuto agora então.
Sorrisos ao fundo do telefone.
Droga!

terça-feira, 27 de março de 2012

Crise literária

Hoje eu voltei, após quatro meses, aquele lugar. Foi entrar e sentir um aperto no coração. A última vez que tinha estado ali, foi com você; foi quando em um guardanapo que guardo até hoje e agora tem marcas de lágrimas, você tomou a iniciativa de começar realmente a nossa história. Hoje, eu voltei lá, sem você. Em meio a nostalgia que estava sentindo, me veio em mente o seu sorriso naquele dia. O sorriso no rosto pelo qual me apaixonei. O sorriso que eu sinto falta ao acordar.
Ninguém acredita que em tão pouco tempo poderia sentir por você tudo que eu sinto. Mas que se dane, a opinião alheia, o clichê e o que já se tornou monótono de você ler, eu te amo de uma maneira inexplicável. Eu tenho medo do meu sentimento. Medo de me tornar dependente dele.Minha droga, ser você. Porque só consigo ser feliz ao seu lado. Às vezes acho, que estou fadada a viver como Isolda. Encantada e enfeitiçada por um homem que o mundo sempre nos separa.
Viver o fardo de Julieta, Isolda e Psique, é viver sofrendo. Pra sempre. Porque elas conseguiram seus amados no final, e eu? Será mesmo que esse final será bom pra nós? Eu entrei em crise com meu mundo literário. Eu passei a odiar as histórias. Como eu poderei passar o resto da minha vida culpando Hera por não ter nos abençoado o suficiente? Ou querer quebrar todas as flechas de Eros, por achar que a flecha que nos acertou não estava cem porcento? Ou então, querer nadar, até encontrar a escrava de Isolda e pedir de joelhos no milho, que ela faça uma poção do amor para nós dois? Como vou sempre acusar Puck por ser o pior substituto de cupido, o mais atrapalhado e ter tornado nossa história apenas um sonho de verão? 
Eu quero acreditar, realmente quero, que nossa história ainda tem um final feliz e que "cair na recaída" toda vez que for a algum lugar especial para nós, é sofrer sem necessidade. Mas aquele medo, de que sempre falei, anda abraçando tudo. Ele repete o tempo todo no meu ouvido que a distância não ajuda, só piora. Olha, não deixa a gente se perder, não deixa o nosso amor virar poeira no deserto do Egito e com a primeira ventania, ir embora. Leia, leia sempre, todos os dias antes de dormir, de preferência, tudo que sempre lhe escrevi. É tudo verdade, sentimento que são passados as palavras. Nada daquilo mudou.
Antes de dormir, quando botar a cabeça no travesseiro e começar a pensar na vida; pense em nós! Em todos os nossos momentos felizes, esqueça as coisas que nos fizeram brigar, chorar e se desentender. Coisas felizes, sempre. Pense que só você me faz chorar de alegria em momentos totalmente inapropriados. Que só você, só você é quem eu estarei pensando no meu travesseiro que já até perdeu seu cheiro. Sou sua. Hoje, e se o Monte Olimpo e você ajudarem, sempre.

sábado, 3 de março de 2012

Querida Julieta,

Querida Julieta,
Lembra da última vez que lhe escrevi? É, também me lembro. Me lembro de estar a procura do meu Romeu e de ter a certeza que também o encontraria. É minha cara Julieta, eu o encontrei. O mundo girou, os Deuses abençoaram e a vida finalmente nos juntou. Eu estive esperando por ele por todos essas minhas vinte primaveras e quando menos esperei ele estava entrando pela porta da minha casa,; eu digo, literalmente; e trazendo luz de novo à minha vida. Foram os melhores três meses da minha vida à qual passei ao lado dele, não tenho porque mentir pra você, certo?
Então, acredite querida Julieta, ele foi a melhor coisa da qual eu esperei. Eu encontrei o meu Romeu. Tão bom quanto o seu, o nosso amor foi tão intenso, tão forte, tão sincero. Mesmo com as diferenças, as brigas, o nosso amor sempre foi maior que isso. Eu sempre sonhei com meu príncipe ou apenas com um plebeu, ele foi mais do que isso. Ele foi um Rei! Ele chegou e conquistou meu reino velho, triste e complicado. Como a menina que lê as mãos me disse uma vez: - Ele chegará e te conquistará aos poucos. É, foi bem assim!
Não sei te dizer em que momento eu me apaixonei por ele, acho que sempre fui apaixonada por ele. Desde o primeiro momento. A primeira troca de olhar, a primeira conversa, o primeiro sorriso e o maravilhoso primeiro beijo. Acredite Julieta, eu pensei nesse homem antes de dormir por longos dias após nos conhecermos e não imaginava em tudo que ia virar. Ele fez um péssimo final de semana ser maravilhoso, só pela presença dele. Cada palavra me fez imaginar como eu poderia merecer todo aquele carinho e cuidado. É, eu acho que no final, eu realmente não merecia. Mas não falarei sobre isso agora, vou te contar de tudo que aquele homem trouxe pra mim. Ele me trouxa à vida, me trouxe pra um mundo a qual eu não conhecia; o mundo do amor, dos relacionamentos. Eu fui inteiramente desse homem por pequenos e longos três meses e ainda sou dele.
Eu errei Julieta. Errei muito feio. E tenho medo de pagar por esses erros pro resto da minha vida! Eu sempre achei que ia acabar perdendo ele um dia por meus pecados, poucos acertos e gênio terrível e foi o que acabou acontecendo. Eu, literalmente, joguei o nosso amor no lixo, eu desprezei todo o amor que ainda tínhamos a compartilhar e agora, não sei como fazer pra mudar essa história. Eu sei minha cara, eu sei que sou jovem, que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas agora, nesse exato momento, sem ele ao meu lado, estou sem chão.
Eu não perdi apenas ele, eu perdi tudo que eu construí em meus sonhos ao lado dele, tudo que eu sempre sonhei. Uma vez, há alguns anos atrás, uma pessoa da qual apenas me fez sofrer, me perguntou porque nunca o incluía nos meus planos pro futuro. Sabe qual foi minha resposta? Que eu sabia que nada durava pra sempre e que não íamos ficar juntos tempo o suficiente pra isso acontecer. É, eu realmente estava certa. Só que hoje, com ele, é completamente diferente. Toda vez que olho pra lua, longe dele, eu lembro do dia que ele me falou que tinha lembrado de mim olhando pra tal. E repenso em cada detalhe das nossas vidas que eu sonhei apenas olhando pra ela. Até nós dois juntos, velhinhos, olhando e lembrando de cada momento.
Eu estou desesperada Julieta! Eu tento não transparecer, mais eu estou desesperada. Eu não consigo ficar longe daquele homem. Eu não consigo ficar dentro da minha própria casa sem lembrar do cheiro dele, das coisas que ele falava, das brincadeiras, das conversas. Eu não consigo deitar na minha cama sem sentir falta dele ao meu lado, de acordarmos no meio da noite sempre com um empurrando o outro da cama e sinto até falta daquele celular estúpido dele me acordando. Não sinto apenas saudade, eu sinto falta da necessidade que eu tenho de ter ele ao meu lado em cada momento da minha vida.
Tenho medo dele nunca mais voltar pra mim e eu não poder estar ao lado dele nos momentos de triunfo e tristezas pela qual ele vai passar e igualmente comigo. Eu o amo tanto Julieta, tanto que não cabe em mim tanto amor! E agora, eu não tenho apenas medo de não tê-lo mais ao meu lado, eu tenho medo de me acostumar com a ideia de estar carregando um filho nosso e no final não ser isso. Não penso que ele voltaria comigo apenas por causa disso, mas eu teria ele ao meu lado pra sempre. Não ele em pessoa, eu teria uma parte, minha e dele pra sempre ao meu lado. E quando eu sonhei em termos filhos, não foi nessa situação e não se assuste se chamar isso de um presente Grego, um belo cavalo de Tróia a essa altura do campeonato, mas logo agora, que terminamos, tudo isso acontecer? Será Julieta, será que era pra ser assim? Será que nossa história foi escrita desse jeito? Será que realmente nascemos um para o outro? Ou será que tudo tinha que ser assim, até mesmo essa possibilidade de termos um filho ser falsa?
São perguntas minha cara que não sei responder e que tenho medo das respostas. Eu te peço, olhe por nós, por nosso amor. Você, que teve seu amor eternizado, ajude uma simples garota que não tem nada demais ficar com aquele que ama. Mas, se não for pra ser assim, me ajude ao menos a ter forças pra conseguir seguir em frente.

     Da sua fiel amiga.