terça-feira, 21 de junho de 2011

Dear Outburts;

Essa vontade estúpida de pegar o telefone e ligar. Não, não vou ligar. Se controla. Não posso ter essa recaída mais uma vez. Ter essa recaída significa que sou fraca. Significa que você é mais importante pra mim do que eu pensava e penso ainda. Não posso fazer isso com a gente de novo. Estamos separados já tem tanto tempo. Agora que enfim consegui tudo que eu estava querendo à tanto tempo, por que voltei a sentir tudo isso de novo?
Minhas vontades são realmente loucas. Às vezes nem eu me entendo direito. Se tudo que eu queria ouvir eu ouvi de você, que já tinha passado do estágio de amor e se tornado obsessão, você admitindo que seus ciúmes e paranoías não passaram de medo de me perder e acima de tudo, você admitiu o que sempre foi motivo das nossas brigas, seu orgulho era maior que amor. O orgulho de não aceitar me perder pra alguém tão próximo a você. Aquela pessoa que você nunca imaginava.
Mas ai, que diacho, hoje tudo está me lembrando você. As músicas, as pessoas, as conversas. É aí que a vontade só aumenta viu? Uma vontade louca de te ligar, ouvir sua voz, saber como foi seu dia, seu trabalho, se ainda está na faculdade, ficando com alguém. Tem tanto tempo que a gente não para pra conversar. E olha, você não imagina o quanto me faz bem ouvir você. Falando das suas coisas, sem falar de nós. Mas acho que se te ligasse hoje falaria de nós. Do quanto estou com saudade de nós dois, juntos, como sempre fomos.
Eu fiquei mal acostumada, lembra quando te mostrei a letra da música da Joss Stone? Sim, eu fui mimada por você. Mas não é por mal, você foi o segundo beijo da minha vida. Você e eu vivemos tantas coisas que é impossível descrever aqui. Histórias boas e ruins. Tudo isso nos fez crescer tanto. Eu olho pra você hoje e vejo um HOMEM, não mais aquele menino que usava parafina no cabelo. Você amadureceu tanto. Me ensinou tantas coisas. Gosto de como somos hoje em dia, mas essa coisa de ficar separados eu já não estou mais aguentando.
Era pra você que eu ligava quando queria um carinho, quando me sentia só, quando precisava de um ombro não só amigo, mas um ombro que me desse proteção. Você foi o meu melhor e o meu pior. Conseguiu despertar em mim tantos sentimentos inexplicáveis. Me fez tão mulher, tão eu, tão amada. Não queria ter que ouvir dos outros quando sinto essa saudade que não é você que eu tenho que procurar e sim quem eu escolhi quando terminamos. Mas não adianta, ele pode ser sim, ótimo, o que eu quero e preciso muitas vezes. Mas nesse momento, estou precisando de você, só você.
Quero aquele beijo na testa que você me dava quando eu falava alguma bobeira e me fazia me sentir tão criança e você tão adulto, aquela sua mão segurando a minha e fazendo carinho com seus dedos, aquele seu olhar depois de um beijo, um olhar com tanto desejo e tanta coisa subentendida. Eu preciso do seu beijo. Do seu cheiro no ar misturado com o meu. Preciso suspirar na sua nuca enquanto você me dá um abraço que até hoje não encontrei um melhor. Preciso ouvir no pé do ouvido tantas palavras que só é especial se vier de você. Quero teu corpo enrolado ao meu. Quero ouvir o quanto você me ama por tudo que nós fomos, somos e seremos. O quanto somos fortes juntos.
Mas vou resistir. Não vou ligar. Não posso fazer isso com você. Deixar tudo voltar ao que era é egoísmo meu. É pra comprovar o quanto eu sou fraca sem você. O quanto eu preciso dos dois. O quanto eu sou uma louca que assiste "Dona Flor e seus dois maridos" demais e que acredita que sim, você pode amar, precisar e querer dois homens ao mesmo tempo. Não vou te ligar. Não vou ouvir o seu "Que houve meu amor?" com a voz de sono que me faz abrir um sorriso instantâneo. Você sempre me atende. Acho que até quando está com outras mulheres você me atende. Mas não quero saber de telefone. Não quero saber de ouvir sua voz fofa. Isso tem que passar. Vai passar. Está passando.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dear Outburst;

Dá pra entender essa certeza tão absoluta de que você vai ser usada, descartada e acabou? Sim, tenho essa coisa histérica na minha mente. E quem disse que eu ligo? Até faria um charminho, um "doce", fingiria não estar afim. Mas eu não sei mentir. Não sei fingir um não-interesse se estou tão interessada e com tanta vontade.
Ok. Eu dei trela, fui eu que comecei, eu que transpareci a atirada e não vai adiantar nada ficar agora me fingindo de desentendida. Eu busquei isso não busquei? Em nenhum momento sonhei romance não foi? Então, qual é, ser usada às vezes é bom por que você pode usar também.
Essa coisa machista de hoje em dia que só os homens pegam, não se apegam e não querem mais é balela. Se fosse assim, sou mais machista que um homem com H maiúsculo. Tudo bem, confesso que me apego fácil, mas não demonstro. Sou muito chata com essas coisas de demonstrar. Acho que sou fechada mesmo. Mas fazer o quê, relacionamentos passados que me fizeram ser assim.
Desconfiada de tudo. Fechada pra algumas coisas. Medo de falar tudo. No final das contas, gosto de ser assim, não sofro por qualquer coisinha. Vamos pensar, se fosse a alguns anos atrás eu estaria triste agora, por saber que só quer me "pegar" e depois "vamos-ser-amigos". Não estou triste. Nem chateada por ele não levar fé nenhuma em mim. Nem ao menos pensar em me conhecer.
A vida tá aí pra isso, a solteirisse também. Pra provar de novas bocas, sabores, ares, portos. Não necessariamente por tempo indeterminado. Mas temporário. É como um navio que faz um cruzeiro. Ele nunca fica naquele porto por muito tempo. Tem tantos outros pra ele passar. Tantas pessoas que entram e saem dele.
Temos que pensar assim, que somos esse cruzeiro, procurando o porto final. Mas, sejamos sinceros, está tão cedo, somos tão jovens, o mundo está correndo demais. Vamos aproveitar tudo intensamente. O momento. O momento que vai ficar na memória. Não o mês, o ano. Aquele segundo que vai te fazer sorrir antes de dormir. Isso que conta nos dias de hoje.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dear Outburts;

Passei a semana inteira te procurando em cada pessoa que eu via. Quando parava em algum lugar, sem querer deixava escapar aquele olhar de quem procura alguma coisa. Ficava pensando como falaria com você. Se te visse de longe, se iria até você ou você viria falar comigo. Só pensava e procurava. Nada de encontrar.
Mas chegou o dia, o dia que de uma forma ou de outra eu tinha certeza que ia acabar te vendo. O dia que você tinha me falado. Fiquei inquieta. Não conseguia ficar sentada na cadeira, levantava toda hora. Uma ansiedade tomava conta do meu corpo. Não quero nem imaginar quantas vezes subi e desci as escadas com coragem e depois com medo de ir te procurar. Não, eu iria fingir que estava procurando outra coisa pra não parecer aquelas malucas desesperadas. Eu consegui malhar perna em minutos de tanto que minha ansiedade me levou a subir e descer as escadas.
Todo mundo liberado. Meu desespero de descer estava mais do que claro, eu tinha que te encontrar. De uma forma ou de outra, eu tinha que te encontrar hoje. Pra acalmar. Desci com aquele olhar que me entregava. Procurando você. E não é que achei? Parado, ao fundo, com uma blusa azul xadrez, calça jeans e tênis. Preparado pra dançar. E meu coração preparado pra saltitar. Minhas mãos preparadas para suarem. E minha boca incontrolávelmente abriu um sorriso enquanto eu lutava pra ficar séria e disfarçar. Um monte de gente que não sabia dançar na minha frente, mal consegui te ver. Será que está pisando no pé da menina de novo? Droga, lá vem esse maldito sorriso voltar pro rosto. Para! As pessoas vão me achar maluca está sorrindo sozinha.
Fiquei parada, fingindo estar distraída, mas com o radar ligado. Com o olhar ainda muito vivo. E te vi. Olha a blusa azul xadrez passando. É agora. Força na peruca. Fui. Se me perguntassem hoje, se queria parar algum momento, pararia ali. Quando seus braços envolveram meu corpo, meu rosto encostou na sua barba por fazer linda e senti seu cheiro. E que cheiro. Seu perfume não sai da minha cabeça.
Pronto. Satisfeita. Mas você tinha que ser tão legal? Tinha que pegar minha mão, brincar comigo e já ser tão apressadinho falando que vai chamar minha mãe de sogra? Tudo bem. Eu entendo. Você me quer. Eu também te quero. E tenho uma quase absoluta certeza que daqui a umas semanas isso tudo vai passar. Esse sorriso incontrolável. Essa vontade de te procurar. Já disse que minhas expectativas com você são mínimas. Mas eu sou romântica ué. Sou bem aquele tipinho mulherzinha. Eu me envolvo rápido, quero rápido, sonho rápido. Mas tudo passa rápido.
O que importa é que pelo menos hoje, quando deitar é em você que vou pensar. Vou abraçar meu travesseiro e lembrar do seu abraço, fechar os olhos e ver o seu sorriso, seu cabelo, sua barba e vou sentir uma vontade louca de gritar. Aí é só colocar o travesseiro na cara e desabafar. Depois dormir. Com o mais idiota sorriso no mundo e aproveitar enquanto sinto isso. É tão bom me sentir assim. Pena que sempre acaba logo.

domingo, 12 de junho de 2011

Dear Outburst;

Dia dos namorados. É galera, o dia mais marketing que existe no ano. Não só marketing, mas o que deixa todo mundo solteiro triste nesse dia. Claro que quem inventou esse maldito dia tinha uma loja de ursinhos de pelúcia, ou de chocolate, ou uma floricultura. Não é possível.
É todo ano assim, vai chegando dia dos namorados quem tem namora se desespera, O QUE VOU DAR DE PRESENTE? COMO VOU SURPREENDER? E aqueles que não tem se desesperam também. Enquanto muitos estão indo almoçar, sendo acordados com café da manhã na cama, buquê de flores, chocolates, presentes e tudo mais, você está sozinho em casa. O completo "forever alone".
Eu nunca passei um dia dos namorados com ninguém. Ok, exagero. Passei uma vez, na verdade, fui pedida em namoro no dia dos namorados. Mas não foi como a gente espera que seja esse dia entende? Nada de coisas especiais, a não ser o pedido. Fora isso, nunca passei.
Sempre fico imaginando, todo ano, como seria se eu tivesse um namorado. Como eu gostaria de presenteá-lo, imagino o que ele iria me dar, se iria me surpreender. Adoro surpresas. Mas tá, fico só na imaginação. E acho que essa conversa toda dos "encalhados" de que, "é só mais um dia normal, dia de marketing" é um completo papo furado só por que não tem com quem passar. É óbvio que qualquer pessoa que tenha um coração, que bata, seja jovem e apaixonado (sendo correspondido ou não) gostaria de passar esse dia ao lado de uma pessoa especial.
Esse ano eu resolvi inovar. Passarei o dia dos namorados ao lado de uma pessoa especial e muito importante pra mim. Além de eu mesma, claro. Meu melhor amigo. Nada melhor do que passar essa data onde todos estão com seus namorados e namoradas que amanhã brigarão, que amanhã não estarão mais juntos, serão traídos, terminarão de forma brusca e cada um irá pro seu lado com sua mágoa, é passar com o seu melhor amigo.
Por que vai, amizade a gente tem que ter pra vida toda. Uma vida sem amigos é nada. Sem ter alguém em confiar, se apoiar, te fazer feliz e até mesmo te dar esporros, não concordar com nada que você faça e coisas que só um amigo de verdade falaria pra você. É aquela velha coisa, namorados a gente pode ter a vida inteira, amigos verdadeiros não. São poucos. São peças raras hoje em dia.
Passo o dia com a pessoa que quero ter pra sempre na minha vida, por que cansei de perder amigos pra namoradas, pra distancia, pro tempo. Eu juro que dessa vez eu não quero isso e aí dele se fizer isso. Já sabe que vai levar um tapão na cabeça. Brincadeira.
Um feliz dia do marketing à todos =)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dear Outburst;

Sabe quando você quer muito uma coisa e vem alguém e destrói seus planos?
Foi isso que aconteceu comigo e agora tudo mudou. Já tinha falado aqui que sempre tenho meus objetivos, com essa minha nova fase "não-amo-mais-você-vou-pra-ousadia", resolvi botar em prática e correr atrás de tais.
Meu principal objetivo é dono de um rosto que me dá vontade de apertar de tão fofo que é, um sorriso que de longe me conquistava e conseguia me fazer abaixar a cabeça e sorrir também, sem contar o cabelo dele (Ok, confesso que tenho uma tara enorme por cabelo de homem) que minhas mãos cossavam querendo acariciá-los.
Ele me chamou atenção da primeira vez que o vi e nos falamos, quando fui sentar perto dele e então falou:
"Cuidado que aí tá cheio de formiga", quase liguei o dana-se paras malditas formigas e sentei do seu lado assim mesmo. É até engraçado pensar que logo o inseto que eu mais tenho nojo foi a primeira barreira pra chegar até você.
Desse dia em diante ele passou a chamar tanta atenção que só de olhá-lo passar eu me perdia na conversa, nos pensamentos e voltava sem saber em que planeta estava. E a troca de Olhar? Nossa, a troca de olhar me matava, aniquilava meu pobre coração.
Como eu sou uma mulher de atitude resolvi correr atrás, se você não vem à mim, irei até você. Só que alguém conseguiu estragar os meus planos.
Um dia na faculdade, ele passou e como de normal parei de falar por que não conseguia me concentrar na conversa e mostrei-o pra uma amiga, "meu amor". Pra minha tristeza ela disse: "Sei quem é, mas ele tem namorada". Não tenho sorte mesmo heim. Eros devia estar me sacaneando mais uma vez. Quis gritar com Ele, chama-lo de burro e dizer que ele não acerta uma nunca. Quando não me faz sofrer, me traí, me usa e abusa ou tem namorada. Eta cupidinho cheirador de gengibre.
Mas antes de começar a minha guerra com o Monte Olimpo resolvi procurar melhor e achei. "Solteiro". Nunca um status em uma rede social provocou um sorriso tão grande no meu rosto. Desesperei.
A mulher de atitude, confiante, virou uma menininha sem saber o que fazer. Sem nenhuma experiência. Mas é por isso que toda mulher tem que ter um amigo homem. Recorri à um deles. "Adiciona". Mas assim, na cara-de-pau? Droga, eu sempre fui cara-de-pau. Confiança. Confia no seu taco. Confia na sua lipoaspiração. Confia no seu sorriso. AH! Adicionei. Agora era esperar.
Cheguei a sonhar que ele não me aceitava e tudo, desespero bobo né? Dia seguinte um "lembro de você" "muito bom você adicionar". Ponto pro amigo homem. Ponto pra confiança voltar.
Corri pra faculdade. Eba, hoje, hoje eu vou falar com ele. Hoje começa de vez essa história. Mas Eros tinha que sacanear. Cadê ele cupido maluco? Ajuda pô. Voltei pra casa. Sem ver o sorriso, sem chegar perto, sem ao menos tocar no cabelo.
Insônia. Diacho de Hipnos e Morfeu que não apareceram. Virei a noite com a cabeça no travesseiro pensando mil coisas, até que, OPA! Tá chegando a hora que ele tinha me respondido, será que ele vai entrar? Corri pro computador e fiquei lendo Caio Fernando Abreu e Tati Bernardi pra me distrair.
Olha, olha, a foto dele. F5.F5.F5. RESPONDEU!
Fazia muito tempo que não soltava uma gargalhada de felicidade sozinha, não começava a pular igual uma maluca às sete e meia da manhã. Agora, é parar com o desespero. Pronto. Me aproximei e nada de namorada. É ir com calma. Sem sede ao pote, sem espalhar aos sete ventos. Deixar apenas acontecer.
Deixar que Eros e um pouquinho da opinião de Afrodite, decidam o que é melhor. Vou seguir o que Eles disserem. Preferirem. Sem expectativa.
Agora posso dormir feliz, confiante, cara-de-pau, mulher de atitude e abraçar todos do Monte Olimpo de felicidade.

Dear Outburst;

Olá felicidade. Olá coisas boas. Olá minha vida de volta. Está sendo difícil acreditar, mas estou voltando ao normal. Voltando à vida que eu tinha e era feliz. Vivendo, desejando, querendo, amando à todos e a mim, sendo inexplicavelmente feliz. Ninguém imagina como é a sensação de beijar outra boca e não pensar em você. Tocar outro corpo e não querer que seja o seu. Deitar a cabeça no travesseiro e não pensar, nem por um milésimo de segundo em você.
Que feliz. Estou te superando. Conseguindo seguir o que tinha prometido à mim mesma. Esse final de semana foi pra me provar o quanto estou indo à risca com essa história toda. Uma sexta-feira maravilhosa, ao lado dos amigos. Divertida. Uma surpresa maravilhosa de ver sua amiga chegando e saber que vai compartilhar desse momento que você vai viver com você. Fazia tempo que não olhava para outros homens, me dizia "apaixonada" e depois meu subconsciente falasse: "Mentira, é só por que ele lembra o coiso". Isso não aconteceu. Olhei para os lados. Me interessei mais. Desejei mais. E você? Ah, você deveria estar do outro lado do Estado, vivendo tudo que eu estava vivendo da mesma forma que eu, sem em nenhum momento pensar que eu estava sendo feliz finalmente sem você.
E o sábado? O que falar do meu sábado. Tudo bem, que ele era o único que antes disso tudo mexia comigo de uma forma que me fazia te esquecer quando estava ao lado dele. Mas vai, muito mais gostoso, prazeroso, poder curti-lo sem ninguém nos pensamentos. Vivendo intensamente cada detalhe. Cada olhar. Cada carinho. Cada beijo. Cada toque. E que toque. Nem preciso te falar o quanto ele é bom nisso né? Não, acho que é bom você saber.
Você não imagina o quanto ele consegue me fazer parar o mundo e querer ficar ali com ele. Até meu coração sente tesão por aquele garoto. Juro. Ele até bate mais forte de vontade de ter ele do jeitinho que estavámos sábado. Nós dois e mais ninguém. Aproveitando o desejo que temos. O que nos cerca.
E eu cheguei em casa. Com um sorriso no rosto incrível. Deitei na cama e dormi. Depois de muito tempo isso aconteceu. Dormi!
Eu sei que estou falando de você agora e parece que não te esqueci, mas é pra provar o quanto está sendo incrívelmente maravilhoso estar aproveitando tudo sem pensar nesse amor estúpido que eu sinto ou sentia, tanto faz. Mesmo se sentir ainda, não me afeta mais. Não faz mais diferença.
Eu quero muito mais. Mais aventuras. Mais alegrias. Mais histórias pra contar no dia seguinte. Mais tesão. Mais beijos. Mais carinhos. Estava sentindo falta da sensação de abraçar alguém, sentir afeto, fazer e receber carinho, aquelas brincadeiras bobas que a gente faz. Como eu estava com saudade disso. Beijos carinhosos. No rosto. Até aquele no pescoço que não arrepia, mas abre um sorriso no rosto.
E agora, já era, a felicidade chegou. O trem está andando em alta velocidade pra próxima estação que não sei ainda se está longe ou perto. Mas espero que seja uma estação mais bonita, mais alegre, mais amorosa, tudo muito mais do que foi a sua. Preciso de uma estação segura. Que dê uma segurança enorme pra esse trem que bate aqui do lado esquerdo do peito.
Próxima parada: Deixa os Deuses escolherem.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dear Outburts;

Acho que achei o ponto do por quê meus relacionamentos nunca dão certo, nunca duram. Ok. Eu sei que enjoo fácil das pessoas, mas não é só isso, quero dizer, tem um motivo pra isso.
Odeio rotina. Sempre odiei. Você entende? Saber os dias certos que você vai encontrar a pessoa, a hora, pra onde vão. Que sexta-feira é dia de ficar em casa vendo um filme. No sábado, é dia de sair você e os amigos dele. E no domingo, voltam pra casa ou vão dar uma volta no shopping.
Nunca uma surpresa. É isso que me faz enjoar tão rápido. Falta de surpresas. Eu adoro surpresas, mistérios. Eu acho que tudo na vida tem que ter um mistério. A falta disso te tira o interesse. Saber o quanto a pessoa é previsível é um saco. Gosto de pessoas imprevisíveis. Que você nunca sabe quando ele vai ligar, quando vai aparecer de novo, como vai ser o próximo encontro de vocês. Isso me atrai. Isso me distrai.
Meu último namoro, posso falar com a maior convicção do que irei dizer, não sei como durou. Era uma rotina diária que chegava a encher o saco. Eramos incompatíveis demais. Sem contar, que chegou uma hora do namoro que não suportava mais ele. Ele, suas idiotisses, as coisas babacas que ele fala, seus beijos, seu toque. Eu tinha um nojo enorme.
Por que? Por causa da rotina. Desgastou todas as minhas energias e expectativas para aquele relacionamento.
E acho que não é só isso de mistério e rotina. Ninguém consegue me prender a tal ponto de querê-lo o tempo todo comigo. Deve ser por isso que sofro horrores sempre por alguém que não tem nada comigo. Pelo fato de não construir nada com ele, não ter um certo tipo de rotina. Não tenho como enjoar. Ele não está presente todos os dias na minha vida.
É isso que falta nas pessoas que aparecem na minha vida. Me surpreender. Me fazer querer mais, sempre mais aquilo que estamos tendo. Aquilo que podemos construir. Alguém que vai odiar rotina tanto quanto eu e que, claro, vai querer sempre inventar algo para sairmos daquela coisa de namoradinho. Ser namoradinho é muito chato. Aquela coisa de almoço de família, o cinema de domingo, sair só os dois. Não, não dá!
Tem que ter os amigos. Tem que ter um programa diferente. Tudo bem, nunca fiz um programa assim e acho que está aí um bom motivo pra odiar tudo isso. Cresci sem ter isso. Sem ter um encontro. Um cinema à dois. Um jantar. Vivi esse tempo todo sem ter isso e não vai ser agora com 20 anos que vou aprender a gostar. Não mesmo. Isso que me faz ser diferente. Diferente das outras que sonham com tantos programas de casal, enquanto eu sonho com tudo ao contrário.
Claro que eu sonho, do meu jeito, com a pessoa que seria perfeita pra mim. De que forma ele apareceria na minha vida. Como ele seria, se vestiria, se comportaria, seus defeitos, qualidades, manias de falar que eu com certeza iria amar cada vez que ele pronunciasse uma palavra do jeito só dele de falar. Mas vai. É no cara totalmente ao contrário que eu me perco sempre. Que me atrai sempre. É quase um "A dama e o vagabundo" a minha vida. Sempre me atraio por alguém totalmente diferente do que eu penso.
Mas é a vida né. Criamos expectativas e no final, nunca é do jeito que a gente quer. Vai que eu encontro o todo certinho que eu quero e no fundo ele é o adepto a rotina e vida sem mistérios? Não adiantaria de nada.

sábado, 4 de junho de 2011

Dear Outburst;

Eu confesso. Droga, como eu confesso. Estava precisando mesmo de uma noite como essa. Me divertir, dançar, me apaixonar várias vezes, rir demais e sim, pensar em você sim, mas sem me culpar e parar de me divertir, sem uma vontade louca de chorar. Chegar em casa com um sorriso no rosto, satisfeita pela noite com os seus amigos. Feliz, feliz. Não 100%, mas com uma certeza de felicidade que estava faltando no meu dia a dia.
Acho que essa minha decisão de seguir minha vida e deixar esse sentimento guardado em um cofre foi a melhor coisa que eu poderia ter pensado nos últimos tempos. Na verdade, por quê não pensei nisso antes né? Olha como eu estou bem agora. Satisfeita.
Não vou mentir também, claro que eu pensei em você. Que por alguns momentos te procurei no meio das pessoas e até tive uma pitada de esperança que você ia aparecer. E o medo quando me falaram: "Olha quem tá aqui". Coração bateu mais forte pensando que estavam falando de você. Mas tudo passou. Não senti nenhuma vontade de chorar. Que bom. Que bom. Que bom.
Evolução, é o que eu estou tendo agora. Estou evoluindo nessa "relação" idiota e ridícula.