Ela não gostou dele desde a primeira vez que o viu. Ele mesmo antes de a conhecer, já não gostava do seu jeito. Ela sonhava com palácios, castelos, um príncipe encantado vindo em um cavalo branco e ilhas gregas no final feliz. Ele só queria saber com quantas tinha ficado na noite desde novinho e sua única preocupação era não fazer ninguém se apaixonar por ele. Ela pensou ter conhecido seu príncipe encantado. Ele odiou quem ela escolheu para príncipe. Eles brigavam diariamente e iam pra casa com uma única frase no pensamento: "Como ele/a é insuportável". O tempo passou pra eles e ela viu que seu príncipe não era bem príncipe e ele ajudou um pouco nisso. Tudo o que ele era ela longe do que se consagrava e nunca tinha sido oficialmente um Príncipe com "P" maiúsculo. E eles continuavam a não se gostar, de longe, por olhares, por troca de farpas, por virar e dizer o quanto ele/a o/a irritava. E enchiam a boca pra dizer que jamais teriam qualquer tipo de aproximação, que jamais poderiam ser amigos já que eram tão diferentes.
E ele seguia, implicando, tento orgulho em causar ira nela. E ela seguia, com vontade toda vez que o via de socá-lo. Mas ele resolveu abrir a guarda. "Não dá mais pra ficar nesse clima!". Era briga em toda festa, toda vez que se viam, toda vez que pensavam que iriam se encontrar. E ela aceitou. Não dava mais. Ela estava frágil. Tinha descoberto que castelos, príncipes, palácios e ilhas gregas no final não existiam. Que nem sempre o final era feliz. E assim eles foram, tentando deixar suas indiferenças de lado e levantar a bandeira branca. Mas não adiantava muito, eles continuavam brigando. Até um dia.
Ela estava triste, seu dia não estava sendo legal e ele foi atrás dela. Tentando ser simpático, mas ele era insuportável, jamais conseguiria. Ela se irritou. "Se não for pra ajudar, não senta do meu lado. Não quero brigar mais". E esperou. Ele apenas a olhou e saiu de perto. Claro, ele queria brigar. Sua alegria era irritá-la. Mas aquela noite, era a noite e eles não sabiam.
Festa animada, todos se separaram, se divertiram, beberam e ela não estava no clima. Deixou sua amiga em um canto e foi recostar em uma parede. Ele estava do outro lado. Bebendo, beijando outras meninas, achando graça em ficar com várias. Até que ele avistou ela, em um canto. Não aguentou e foi falar. E não falou. Causou briga. Não conseguiu ser simpático. Ela não aguentou nem cinco minutos de papo dele e o empurrou. Quando pensou em sair de perto dele, só deu tempo de sentir suas mãos segurando seu braço e a encostando na parede. Ele tomou a atitude. Ele a beijou. Ela não sabia o que fazer, deixou se levar pelo beijo.
O beijo deles se encaixou. Foi o beijo de tirar o ar. Ele se afastou, abaixou a cabeça, encostou uma mão na parede ao lado do rosto dela. Ela olhou além da palma da mão dele e pensou. E ouviu a voz dele: "A gente não poderia ter feito isso". Não, não poderiam. Seu antigo príncipe era melhor amigo dele. E o que jamais pensaram, jamais poderia acontecer, tinha acontecido. Eles tinham baixado a guarda e demonstrado que toda aquela ira um com o outro não passava de uma atração escondida lá no fundo. Ele deu mais um beijo nela e disse que era melhor sair de perto dela e se foi. Ela não sabia o que pensar, tinha gostado do beijo dele, tinha gostado de estar com ele, de sentir seu peito pressionado ao dela e respirar na mesma sintonia que ele. E assim, começou a história deles. Que causaram tantas brigas depois, tantas intrigas, tantas inimizades, confusões e mais confusões. Só que a partir daquele dia, eles descobriram que não poderiam ficar mais longes um do outro. A história deles estava à cima de tudo, ele disse uma vez. Ela achou que era da boca pra fora e não foi, nunca foi. Ele perdeu seu melhor amigo, ela perdeu seu melhor companheiro. Mas eles ganharam mais do que isso juntos. Ela estava ao lado dele em todos os momentos que ele precisava. Ele era mais do que um companheiro pra ela, estava presente mesmo de longe, estava dando carinho mais do que ela poderia imaginar.
Ele, que era o garanhão da galera, se tornou o homem dela. Ela que era a menina sonhadora, se tornou a mulher dele. Sem precisarem namorar, sem precisarem dizer para todos que tinham algo sério, construíram coisas juntos. Uma amizade, respeito, carinho, desejo, cumplicidade, risadas e muito mais do que imaginaram que um dia poderia sentir um pelo outro. Ele a toca de uma maneira única, ela não consegue sentir tanto desejo, tanto tesão por outros homens. É só com ele. Ela o aconselha, ri das suas história, ajuda com outras mulheres, é uma mãe, uma irmã, uma amiga, uma amante pra ele todas as horas. Ele abriu a guarda mais uma vez e disse "Eu te amo!" com todas as palavras. Ela nunca esqueceu. E eles dois vão, nessa vida louca, nessa história errada desde o começo, se completando, se entendo, se amando da maneira deles.
Ela é completamente apaixonada por ele. Ele é completamente apaixonado por ela. E isso basta pra eles. Não precisam de mais nada. Só do que ele tem com ela e do que ela tem com ele e está ótimo assim. Ele pode namorar outras, ela pode namorar outros. Ela pode aconselhar ele com sua namorada, ele pode aconselhar ela com seu namorado. Só que no momento que terminam, que precisam de colo, de ombro, de carinho, de atenção, de mimo... Um corre pro outro. É mais do que imã a relação deles. É uma ligação extraordinária. É mais do que desejo. É um efeito louco que um causa no outro. E assim, eles vão. Até o dia que, quem sabe, esse relacionamento cansar. Eles podem se separar e serem felizes por todos os momentos que passaram juntos. Podem ser grandes amigos no final. Ou, serem amigos, felizes juntos. Até o final.
"I want you forever, forever & always.
Through the good and the bad and the ugly.
We'll grow old together, and always remember.
Whether happy or sad or whatever.
We'll still love each oder, forever & always.
(....)
I, love you forever, forever & always, please just remember even if I'm not there.
I'll always love you, forever & always."