segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dear Outburts;

Acho que achei o ponto do por quê meus relacionamentos nunca dão certo, nunca duram. Ok. Eu sei que enjoo fácil das pessoas, mas não é só isso, quero dizer, tem um motivo pra isso.
Odeio rotina. Sempre odiei. Você entende? Saber os dias certos que você vai encontrar a pessoa, a hora, pra onde vão. Que sexta-feira é dia de ficar em casa vendo um filme. No sábado, é dia de sair você e os amigos dele. E no domingo, voltam pra casa ou vão dar uma volta no shopping.
Nunca uma surpresa. É isso que me faz enjoar tão rápido. Falta de surpresas. Eu adoro surpresas, mistérios. Eu acho que tudo na vida tem que ter um mistério. A falta disso te tira o interesse. Saber o quanto a pessoa é previsível é um saco. Gosto de pessoas imprevisíveis. Que você nunca sabe quando ele vai ligar, quando vai aparecer de novo, como vai ser o próximo encontro de vocês. Isso me atrai. Isso me distrai.
Meu último namoro, posso falar com a maior convicção do que irei dizer, não sei como durou. Era uma rotina diária que chegava a encher o saco. Eramos incompatíveis demais. Sem contar, que chegou uma hora do namoro que não suportava mais ele. Ele, suas idiotisses, as coisas babacas que ele fala, seus beijos, seu toque. Eu tinha um nojo enorme.
Por que? Por causa da rotina. Desgastou todas as minhas energias e expectativas para aquele relacionamento.
E acho que não é só isso de mistério e rotina. Ninguém consegue me prender a tal ponto de querê-lo o tempo todo comigo. Deve ser por isso que sofro horrores sempre por alguém que não tem nada comigo. Pelo fato de não construir nada com ele, não ter um certo tipo de rotina. Não tenho como enjoar. Ele não está presente todos os dias na minha vida.
É isso que falta nas pessoas que aparecem na minha vida. Me surpreender. Me fazer querer mais, sempre mais aquilo que estamos tendo. Aquilo que podemos construir. Alguém que vai odiar rotina tanto quanto eu e que, claro, vai querer sempre inventar algo para sairmos daquela coisa de namoradinho. Ser namoradinho é muito chato. Aquela coisa de almoço de família, o cinema de domingo, sair só os dois. Não, não dá!
Tem que ter os amigos. Tem que ter um programa diferente. Tudo bem, nunca fiz um programa assim e acho que está aí um bom motivo pra odiar tudo isso. Cresci sem ter isso. Sem ter um encontro. Um cinema à dois. Um jantar. Vivi esse tempo todo sem ter isso e não vai ser agora com 20 anos que vou aprender a gostar. Não mesmo. Isso que me faz ser diferente. Diferente das outras que sonham com tantos programas de casal, enquanto eu sonho com tudo ao contrário.
Claro que eu sonho, do meu jeito, com a pessoa que seria perfeita pra mim. De que forma ele apareceria na minha vida. Como ele seria, se vestiria, se comportaria, seus defeitos, qualidades, manias de falar que eu com certeza iria amar cada vez que ele pronunciasse uma palavra do jeito só dele de falar. Mas vai. É no cara totalmente ao contrário que eu me perco sempre. Que me atrai sempre. É quase um "A dama e o vagabundo" a minha vida. Sempre me atraio por alguém totalmente diferente do que eu penso.
Mas é a vida né. Criamos expectativas e no final, nunca é do jeito que a gente quer. Vai que eu encontro o todo certinho que eu quero e no fundo ele é o adepto a rotina e vida sem mistérios? Não adiantaria de nada.

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